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Uma visita de São Nicolau ou quem é o Papai Noel?

Uma visita de São Nicolau ou quem é o Papai Noel?

São Nicolau

São Nicolau

A figura do Papai Noel foi inspirada num bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia em 280 DC que costumava ajudar as pessoas mais pobres deixando saquinhos com moedas próximo as chaminés das casas. Foi transformado em santo pela igreja católica por reconhecimento de seus feitos durante toda a vida, o popular São Nicolau.

papai noel primeiras roupas

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Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa na cor marrom ou verde escura.

Thomas Nast

Thomas Nast

Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem, a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Papai Noel

Papai Noel

Radicado nos Estados Unidos, Thomas Nast criou a nova imagem para o Papai Noel, a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, a criação de Nast foi baseada num poema escrito em 1822 por Clement Clarke Moore (nascido em 15 de julho de 1779 – falecido em 10 de julho de 1863) professor de literatura grega e línguas orientais de Nova Iorque e é considerado o verdadeiro marco sobre o Papai Noel, pois ele estabeleceu um conjunto de elementos que o caracterizam como personagem. Tais como o trenó e as renas, a entrega de presentes para crianças a noite, a forma humana de um velhinho com bochechas vermelhas. A imagem construída por Clement Clarke Moore em seu poema passou a ser a inspiração para as ilustrações que se seguiram por todo o século XIX.

Clement Clarke Moore

Clement Clarke Moore

Clement Clarke Moore escreveu o poema para seus filhos e o leu na véspera da noite de Natal. O poema fica muito famoso entre amigos e familiares que o incentivam a publicar. Ele por convicções religiosas reluta em publicá-lo, cede mas publica como anônimo na Sentinela de Nova Iorque em 23 de dezembro de 1823 sendo reimpresso várias vezes por vários anos. Moore reconhece a autoria em 1844 numa antologia poética intitulada “Poemas” por insistência de seus filhos a quem ele tinha dedicado originalmente, autenticado pelo editor da primeira publicação e mais seis pessoas. Desde 1911 a Igreja da Intercessão em Manhattan tem realizado um serviço que inclui a leitura do poema seguido de uma procissão ao túmulo de Clement Clarke Moore no “Trinity Cemetery” no domingo antes do Natal.

Uma visita de São Nicolau ficou conhecida também como Antes da véspera de Natal (Twas the Night Before Christmas) e este é o poema mais conhecido já escrito por um americano.

Aqui está o poema traduzido:

Uma visita de São Nicolau

Era véspera de Natal e nada na casa se movia,
Nenhuma criatura, nem mesmo um camundongo;
As meias com cuidado foram penduradas na lareira,
Na esperança de que São Nicolau logo chegasse;
As crianças aconchegadas, quentinhas em suas fronhas,
Enquanto rosquinhas de natal dançavam em seus sonhos;
Mamãe com seu lenço e eu com meu gorro,
Há pouco acomodados para uma longa soneca de inverno;
Quando no jardim começou uma barulhada,
Eu pulei da cama para ver o que estava acontecendo.
Para fora da janela como um raio eu voei,
Abri as persianas e subi pela cortina.
A lua no colo da recém-caída neve,
Dava um lustro de meio-dia em tudo em que tocava,
Quando, para meus olhos curiosos, o que apareceu:
Um trenó miniatura, e oitos renas pequenininhas,
Com um motorista velhinho, tão alerta e muito ágil,
E eu soube, na mesma hora, que era São Nicolau.
Mais rápido que uma águia vinha pelo caminho,
E assobiava e gritava e as chamava pelo nome;
“Agora, Corredora! Agora, Dançarina! Agora, Empinadora e Raposa!
Venha, Cometa! Venha, Cupido! Venham, Trovão e Relâmpago!
Por cima da sacada! Para o topo do telhado!
Agora fora, depressa!
Fora todos, bem depressa!”
Como folhas revoltas antes do furacão,
Sem encontrar obstáculos, voaram para o céu,
Tão alto, acima do telhado voaram,
O trenó cheio de brinquedos e São Nicolau nele também.
E então num piscar de olhos, ouvi no telhado
O toque-toque e o arrastar dos casquinhos.
Como um desenho em minha cabeça, assim que virei
Descendo a chaminé São Nicolau vinha resoluto
Todo vestido de peles, da cabeça até os pés,
E com a roupa toda manchada de cinzas e carvão;
Um saco de brinquedos em suas costas,
Parecia um mascate ao abrir o saco.
Seus olhos – como brilhavam!
Suas alegres covinhas!
Suas bochechas rosas, seu nariz como uma cereja!
Sua boquinha sapeca curvada para cima como num arco,
A barba em seu queixo tão branca como a neve;
O cabo do cachimbo bem preso em seus dentes,
A fumaça envolvendo sua cabeça como uma guirlanda;
Tinha um rosto redondo e uma barriga grande,
Que sacudia, quando ele sorria, como uma tigela de geleia.
Era gordinho e fofo, um perfeito elfo velhinho e alegre,
E eu ri quando o vi, sem poder evitar;
Uma piscada de olhos e um aceno de cabeça,
Na hora me fizeram entender que eu nada tinha a temer;
Não disse uma só palavra, mas voltou direto ao seu trabalho,
E recheou todas as meias; então virou no pé,
E colocando o dedo ao lado do nariz,
Acenando com a cabeça, a chaminé escalou;
Pulou em seu trenó, ao seu time assobiou,
E para longe voaram, como pétalas de dente-de-leão.
Mas ainda o ouvi exclamar, enquanto ele desaparecia
“Feliz Natal a todos e para todos uma Boa Noite!”

A criação de um mito, uma lenda, começa com questões simples como um poema, que de tão emocionante traduz os sentimentos de uma só pessoa e contagia as demais atravessando o tempo e construindo fatos que hoje nós compartilhamos com vocês.

A intenção do blog não é ditar regras mas mostrar possibilidades trazendo informações para todos os leitores.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

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