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Esteroides Anabolizantes

O principal responsável pelos efeitos colaterais provocados pelo uso de esteroides anabolizantes é um hormônio: DIHIDROTESTOSTERONA (DHL).

esteroides anabolizantes

esteroides anabolizantes

Os androgênios são usados na medicina desde a década de 30 e até hoje tem muitas finalidades na área médica, como no tratamento da caquexia (perda de peso, atrofia muscular, fadiga, fraqueza e perda de apetite por desnutrição) em doentes com câncer e HIV, nos jovens com atraso de puberdade, no hipogonadismo, (termo médico para um defeito no sistema reprodutor que resulta na diminuição da função dos ovários ou testículos) e na andropausa;
Os esteroides anabolizantes são um grupo de hormônios ligados aos androgênios, os hormônios masculinos. Muitos atletas e frequentadores de academia têm feito uso de androgênios sintéticos visando aumento do desempenho competitivo e aumento de massa muscular para fins estéticos. O androgênio natural produzido é a testosterona, responsável pela massa muscular, pela distribuição de pelos e a voz mais grossa do sexo masculino. Os hormônios masculinos são produzidos nos testículos e na suprarrenal.

Os esteroides anabolizantes mais comuns são: Nandrolona (Deca Durabolin), Estanozolol (Winstrol), Androstenediona (Andro)*, Dehidroepiandrosterona (DHEA)*, Oxandrolona (Anavar), Oximetolona (Anadrol-50 ), Dihidrotestosterona (DHT) e a Metiltestosterona.

esteroides anabolizantes

esteroides anabolizantes

Em 2002 surge uma nova classe de esteroides anabolizantes sintéticos, chamados de “designer steroids”, voltados exclusivamente para atletas, foram projetados para não serem detectados nos exames antidopings. São drogas não testadas em estudos clínicos e não aprovadas para uso médico. É a classe mais perigosa de anabolizantes porque não existindo trabalhos científicos sobre seus riscos e efeitos, os usuários são as cobaias.

 

Os mais famosos são:
Tetrahidrogestrinona (THG)
Desoximetiltestosterona (Madol)
Norboletona (Genabol)

 

 

 

Efeitos Colaterais – Esteroides Anabolizantes

esteroides anabolizantes

esteroides anabolizantes

Calvície:

O DHL fecha o folículo capilar e acelera o processo de calvície assim interrompe o crescimento do cabelo;

Hipertrofia Prostática:

O DHL tem um papel importante no mecanismo de aumento prostático, podendo levar o consumidor a impotência;

Acne:

O DHL faz com que as glândulas sebáceas produzam mais óleo, isto é combinando as bactérias do ar e a pele seca, formam a acne;

Agressividade:

Causa agressividade por ser uma droga andrógena, alteração da voz, comportamentos agressivos e distúrbios psiquiátricos;

Hepatite:

Alguns androgênios são tóxicos ao fígado, podendo levar a hepatite e falência hepática. Um dos principais é o estanozolol (Winstrol);

Hipertensão:

Há um risco maior de morte súbita por doenças cardíacas em usuários de anabolizantes, mesmo quando jovens e não apresentam doença cardíaca prévia. Isso ocorre, pois os esteroides provocam grande retenção de líquidos, inclusive no sangue, fazendo que aumente o volume, em consequência de alterações na pressão arterial;

Limitação do Crescimento:

Alguns tipos de esteroides usados em longa duração ou em quantidades abusivas, tem como efeito colateral o fechamento prematuro dos discos de crescimento localizado nas epífises ósseas;

Aumento do Colesterol:

Existe também uma incidência maior de hipertensão nos usuários de esteroides anabolizantes. Os esteroides anabolizantes são um tipo de colesterol e tem como efeito colateral o acúmulo de LDL e diminuição do DHL. (colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL));

Eritrocitose:

É o aumento dos glóbulos vermelhos e hemácias. É o oposto da anemia.

Virilização em Mulheres:

As mulheres passam desenvolver características masculinas como voz grossa, alargamento da mandíbula, aumento do clitóris, calvície, crescimento de pelos na face e cessação da menstruação.

Adolescentes:

Os anabolizantes interrompem o crescimento e aceleram a puberdade quando tomados pelo jovem.

Ginecomastia:

Quando se toma grandes quantidades de testosterona, grandes quantidades viram estradiol e estimulam o desenvolvimento de mamas. O excessivo desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino é conhecido popularmente como “TETA DE VACA”;

Dores de Cabeça:

A dor de cabeça também é ocasionada em função dos esteroides mais androgênicos e dos efeitos da elevação da pressão arterial;

Impotência e Esterilidade:

No início do tratamento com esteroides, o homem passa por uma fase de excitação sexual com o aumento da frequência das ereções, entretanto dura por apenas algumas semanas, isto se reverte gradualmente até a perda do interesse sexual. Esse desinteresse é o resultado da redução da produção de testosterona devido à elevação excessiva de testosterona no corpo;

Insônia:

Os anabolizantes tem um efeito de estimulante no sistema nervoso central, que provoca insônia;

Hepatoxidade:

O fígado é prejudicado ou lesionado pelos esteroides mais tóxicos, porém estas lesões são reversíveis tão logo o uso seja interrompido;

Problemas com Tendões e Ligamentos:

Os esteroides anabólicos faz com que os músculos se desenvolvam rapidamente, e este desenvolvimento não é acompanhado pelos tendões e ligamentos que se desenvolvem lentamente, isto causa problemas para tendões e ligamentos como: inflamação, inchaço e até ruptura.

 

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A lula colossal

A lula colossal, é provavelmente a maior espécie de lula existente no mundo.

A lula colossal, é provavelmente a maior espécie de lula existente no mundo.

A lula colossal, (mesonychoteuthis hamiltoni), é provavelmente a maior espécie de lula existente e o único membro do gênero Mesonychoteuthis.

 

A lula colossal tem a maior cabeça de todos os tipos de lulas, ultrapassando até a lula gigante (Architeuthis).

A lula colossal tem a maior cabeça de todos os tipos de lulas, ultrapassando até a lula gigante (Architeuthis).

A lula colossal tem a maior cabeça de todos os tipos de lulas, ultrapassando até a lula gigante (Architeuthis), no tamanho e na robustez. A lula colossal também possui os maiores olhos do reino animal medindo o tamanho de um prato, têm dois bicos enormes e afiados, garras giratórias em forma de ganchos, profundamente fixadas em seus tentáculos.

Lula Colossal tentaculos

A lula colossal possui garras giratórias em forma de ganchos, profundamente fixadas em seus tentáculos.

Vive nas profundezas do Oceano Antártico e estima-se que ela possa ultrapassar os 14 metros de comprimento. Sendo assim, a lula colossal é considerada o maior invertebrado do planeta.

Pouco se sabe sobre a vida da lula-colossal

A lula-colossal se utiliza da bioluminescência para encontrar a presa no mar profundo.

Pouco se sabe sobre a vida da lula colossal, ela é caçadora como as outras pequenas e se utiliza da bioluminescência para encontrar a presa no mar profundo. Conforme os bicos destas lulas encontrados nos estômagos de cachalotes estima-se o tamanho de animais adultos, já que poucas foram capturadas e alguns hábitos de vida em profundidade de cerca de 2.200 metros os adultos, enquanto que os mais jovens em torno dos 1.000 metros.

Muitos cachalotes (baleias) carregam cicatrizes causadas pelos tentáculos da lula-colossal.

Muitos cachalotes (baleias) carregam cicatrizes causadas pelos tentáculos da lula-colossal.

Muitos cachalotes (baleias) carregam cicatrizes causadas pelos tentáculos da lula colossal, que possuem ganchos nas suas ventosas que podem causar feridas profundas. A lula colossal é uma das principais presas para os cachalotes que se alimentam no Oceano Antártico; 14% dos tentáculos de lula encontrados nestas baleias são da lula colossal.

O molusco que pesava 495 quilos tinha olhos do diâmetro de pratos de comida.

O molusco que pesava 495 quilos tinha olhos do diâmetro de pratos de comida.

Lula Clossal

Recentemente pescadores da Nova Zelândia encontraram em águas antárticas uma lula colossal com mais de 14 metros de comprimento. A lula colossal pesava 495 quilos tinha olhos do diâmetro de pratos de comida. O animal foi fisgado por acidente, trazido a bordo e conservado no gelo, sendo enviado para estudo na Universidade de Tecnologia de Auckland, Nova Zelândia. Esse foi o maior exemplar de lula colossal já encontrado e está exposto no Museu da Nova Zelândia, Te Papa Tongarewa, em Wellington.

A lula colossal, ao contrário das lulas gigantes (Architeuthis) à medida que cresce vai adquirindo uma forma de cabeça arredondada. Os tentáculos são grandes para agarrarem a presa no gélido mar de Ross. O corpo flutua, enquanto seus tentáculos buscam uma presa. Por esta capacidade de flutuar, as lulas moribundas sobem até a superfície. Essa é uma forma muito comum de encontrar lulas gigantes ou colossais.

Lula Gigante grafico

Lula Gigante gráfico

Corpo Polvo Gráfico

Corpo Polvo gráfico

Classificação científica:

Reino – Animalia
Filo – Mollusca
Classe – Cephalopoda
Ordem – Teuthida
Família – Cranchiidae
Gênero – Mesonychoteuthis
Espécie – M. Hamiltoni

A lula gigante na mitologia

Kraken, espécie de polvo ou lula gigante que ameaçava os navios.

Kraken, espécie de polvo ou lula gigante que ameaçava os navios.

O monstro do mar com uma característica marcante ao longo de toda mitologia é a lula colossal. A lula colossal é mencionada em vários textos mitológicos e o mais provável é que esteja associada com os monstros da Noruega e da Islândia, a temida Hidra da Grécia antiga e Cila da Odisseia de Ulisses (Cila – uma ninfa que se transformou em um monstro marinho). Lendas gregas e escandinavas retratam o Kraken como um gigantesco polvo de várias centenas de metros como a criatura com capacidade e destreza únicas um destruidor de navios. Embora pareça estranho a lenda do Kraken é a mais provável interpretação da lula colossal nos dias atuais.

Ânfora grega onde Hercules é visto lutando com uma Hidra de Lerna.

Ânfora grega onde Hercules é visto lutando com uma Hidra de Lerna.

Ela é pesquisada a partir de suas primeiras representações, como ilustra uma ânfora grega onde Hércules é visto lutando com uma Hidra de Lerna. A Hidra aparece como segundo trabalho de Hércules no qual o monstro do mar deve ser morto. Na Odisseia de Ulisses vê seu navio quase devorado por um redemoinho nas águas cheias de sereias existe também a Cila, um monstro gigantesco, uma criatura sobrenatural de 4 metros e seis cabeças sobre longos pescoços, Cila consegue matar seis homens antes de sua fuga. Esta descrição antiga de Cila mostra muitas semelhanças com a lula gigante ou colossal moderna. Embora não seja comum ao conhecimento público, lulas gigantes sempre existiram e de até 20 metros de comprimento, são originárias dos oceanos em todo o mundo e são retratadas como predadores agressivos e ferozes, no entanto a ciência sugere o oposto.

A reputação mortal do Kraken no passado mitológico tem esta definição para seu equivalente dos dias de hoje e apesar de nenhuma evidência comprovada, seu organismo, complexão física, movimentos e principalmente sua aparência faz do nosso animal uma fonte inesgotável para imaginação de grandes histórias num mundo desconhecido do grande público.

Thomas Kirk com uma lula gigante

Thomas Kirk medindo um espécime vivo na baía da Islândia

Thomas Kirk medindo um espécime vivo na baía da Islândia

Entre 1879 e 1887, quatro lulas gigantes foram trazidas para as praias estreito de Cook. Este desenho mostra o biólogo Thomas Kirk (importante biólogo, botânico, naturalista e professor da Nova Zelândia) medindo um espécime vivo na baía da Islândia em 6 de Junho 1880, Kirk está segurando um régua tripé (0,9 metros) e a lula ilustrada em escala, seu corpo é 10 pés (3 metros) de comprimento, 11 pés (3,3 m) de circunferência e seu maior tentáculos são 25 pés (7,6 m).

 

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Vagalume ou Lampyris noctiluca

O vagalume acende sua "lanterna biológica" para chamar a atenção de sua parceira.

Larvas de vagalumes acesas num cupinzeiro.

Vagalume ou Lampyris noctiluca

O vagalume ou Lampyris noctiluca acende sua “lanterna biológica” para chamar a atenção de sua parceira, a intensidade, a velocidade e a frequência dos flashes variam de acordo com a espécie. A emissão de luz para os vagalumes faz parte do comportamento sexual. As cores de suas lanternas oscilam do verde amarelado ao laranja, passando pelo vermelho, cor emitida por um único grupo de coleópteros que só se pode encontrar no Brasil. A intensidade do brilho, a cor emitida e duração da emissão fazem parte de um código de comunicação que permite na escuridão da noite os vagalumes de uma mesma espécie se encontrar para a reprodução.

Os vagalumes são insetos carnívoros, predadores de outros insetos.

Os vagalumes são insetos carnívoros, predadores de outros insetos.

Os vagalume ou lampyris noctiluca são insetos carnívoros, predadores de outros insetos, às vezes canibais como em algumas espécies as fêmeas atraem machos não para se reproduzir, mas para comer, portanto a emissão de luz pode auxiliar na captura do alimento.

Esse fenômeno de emissão de luz é denominado "bioluminescência".

Esse fenômeno de emissão de luz é denominado “bioluminescência”.

Bioluminescência

Esse fenômeno de emissão de luz é denominada “bioluminescência” e diversos organismos possuem essa capacidade de emitir luz. Na definição geral, temos que é “o processo em que luz é produzida por uma reação química que origina no organismo”. A bioluminescência é encontrada principalmente no fundo do oceano, mas vagalumes também possuem esta habilidade. Ambos os sexos de vagalumes fazem uso de um padrão de flash. Alguns animais utilizam bioluminescência para confundir ou assustar predadores além de controlar a cor, muitas lulas, polvos e sépias podem também produzir luz e controlar sua intensidade.

Mas como o vagalume gera a luz?
Pesquisadores nos Estados Unidos descobriram em um trabalho de dois anos que a mesma substância responsável pelo controle da pressão sanguínea que leva à ereção do pênis, o óxido nítrico (NO) é a ligação entre o impulso elétrico emitido pelos neurônios do vagalume e o disparo do flash. A reação química que faz a emissão de luz é interessantíssima. Além do fato de ser algo que chame nossa atenção, é também interessante que 90 a 96% da energia produzida é convertida em luz, e somente de 4 a 10% é convertida em calor, o inverso de uma lâmpada comum!

As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos.

As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos.

Uma molécula de luciferina é oxidada por oxigênio, em presença de trifosfato de adenosina, ocorrendo assim a formação de uma molécula de oxiluciferina, que é uma molécula energizada. Quando esta molécula perde sua energia, passa a emitir luz. Esse processo só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima responsável pelo processo de oxidação. As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos e é a sequência destes aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie de vagalume. Este processo é chamado de “oxidação biológica” e permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor.

Vagalume macho femea

Vagalume macho femea

Os vagalumes machos ao voar emitem luz, muitas vezes de forma contínua outras vezes acendem e apagam para facilitar sua visualização, as fêmeas de algumas espécies não voam mas emitem luz para serem localizadas pelos machos, sincronizando seus sinais.  Larvas podem utilizar a luminescência para iluminar o caminho em caminhadas noturnas. Em algumas espécies, uma reunião de larvas de vagalumes podem se agrupar na presença de um predador, um sapo, por exemplo e emitirem um forte feixe luminoso, uma espécie de farol de advertência, compreendido pelo predador como um animal muito grande e talvez perigoso, evitando que a maioria destas larvas sejam mortas .

Larva

Larva do vagalume

Características
O vagalume ou lampyris noctiluca é conhecido também por pirilampo, o vagalume macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm. O macho tem duas asas e élitros. Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea do vagalume não voa. Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se algo muito especial durante a evolução do vagalume, pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância que em determinadas condições se torna luminescente. A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé aéreo e venha juntar-se à fêmea. Essa diferenciação tão marcada entre os sexos é rara entre os coleópteros. A espécie Lampyris noctiluca é a mais comum no Brasil sua larva luminescente é muito parecida com a fêmea adulta.

Conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm.

Conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm.

Habitat - áreas rurais e urbanas, jardins e matas.
Ocorrência - em todo o Brasil
Hábitos - Os lampejos equivalem ao início do namoro, são os códigos para atrair o parceiro. Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça.
Alimentação - lesmas e caracóis, mas é capaz de comer até criaturas muito maiores injetando-lhe antes um líquido paralisante.
Reprodução - o estágio larval dura seis meses, a maior parte passada debaixo da terra. Ao emitir luz, a fêmea do vagalume corre um risco, pois atrai seus predadores.
Predadores naturais - caranguejos, aves e rãs.
Ameaças - destruição do habitat, poluição e agrotóxicos.

Visão microscópica do vagalume

As lâminas do microscópio nos trazem belas imagens e ressaltam a importância desta ferramenta para o microbiologista no estudo da espécie ajudando a entender melhor como funciona e suas principais características em imagens detalhadamente.

bacterias luminescentes

bacterias luminescentes

vagalume no microscopio

vagalume no microscopio

 

 Os outros nomes do vagalume pelo Brasil 

Vagalume, pirilampo, caga-lume, caga-fogo, cudelume, luzecu, luze-luze, lampíride, lampírio, lampiro, lumeeira, lumeeiro, mosca-de-fogo, noctiluz, pirí-fora, salta-martim, uauá.

facebook mcientifica

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A magia química da maionese

Contra todas as leis da química, a maionese existe! Esta é uma afirmação e tanto, parece magia, pois os elementos que ficam dispostos em camadas e a mistura junta duas substâncias que em condições naturais, não se misturariam jamais: água e óleo.

Ingredientes para fazer a maionese

Ingredientes para fazer a maionese

Todos conhecem a receita para fazer maionese? Bom para quem não sabe aqui vai:
Gema de ovo (50% água)
Suco de limão (90% de água)
Óleo de cozinha

 

bata a mistura com um foue lentamente, acrescentando o óleo à gema aos poucos

bata a mistura com um foue lentamente, acrescentando o óleo à gema aos poucos

ou bata a mistura no liquidificador, acrescentando o óleo à gema aos poucos.

ou bata a mistura no liquidificador, acrescentando o óleo à gema aos poucos.

 

quando a mistura ganha consistencia ela estrá pronta

quando a mistura ganha consistencia ela estrá pronta

O óleo é formado por átomos de carbono e hidrogênio que não reagem com a água. Por isso, os líquidos se dividem em duas fases, com a água abaixo e o óleo boiando em cima tentando diminuir a superfície de contato entre os dois. Para juntar os dois inimigos mortais, entra em cena o diplomático químico, a molécula da gema do ovo, a lecitina, que tem um lado simpático à água e outro aderente ao óleo.
Ela cobre as gotas de óleo para que não fujam mais da água.

Você transforma o óleo em pequenas bolhas, batendo a mistura lentamente, acrescentando o óleo à gema aos poucos. Assim é possível reduzi-lo a partículas minúsculas, que boiam no meio aquoso formando o que os químicos chamam de emulsão. A água e o óleo não vão se fundir, mas vão conviver em harmonia.

História da maionese

A maionese foi inventada em 1756 pelo chef francês do Duque de Richelieu. Depois que o Duque derrotou os britânicos em Port Mahon, seu cozinheiro criou um banquete de vitória que incluía um molho feito à base de nata e ovos. Percebendo que não havia nata na cozinha, o chef a substituiu por azeite de oliva. O chef apelidou o novo molho de “Mahonnaise“, em homenagem à vitória do Duque.

A maionese foi inventada em 1756 pelo chef francês do Duque de Richelieu.

A maionese foi inventada em 1756 pelo chef francês do Duque de Richelieu.

Então o que é a maionese?

Ela é uma emulsão cremosa obtida com gema de ovos, óleos vegetaissuco de limão ou vinagre e temperos. Os emulsificadores são a conexão entre os dois líquidos e servem para estabilizar a mistura.

Quimicamente falando, as emulsões são colóides, misturas heterogêneas compostas de partículas minúsculas suspensas em outro material imiscível (que não pode se misturar). Estas partículas são maiores do que as moléculas, mas menores que um milésimo de milímetro (.001mm). Partículas pequenas como essas não assentam e irão passar por um filtro de papel. As partículas em um colóide podem ser sólidas, líquidas ou bolhas de gás. O meio no qual elas são suspensas pode ser um sólido, líquido ou gás (embora os gases coloidais não possam ser suspensos no gás).

As emulsões são colóides líquido-líquido, gotinhas líquidas minúsculas suspensas em outro líquido. Elas são geralmente espessas em textura e acetinadas na aparência.

A maionese caseira não é cozida, então procure usar ovos o mais fresco possível. A maionese caseira dura de 3 a 4 dias na geladeira.

A maionese comercial, dura até 6 meses na geladeira, contém 65% de óleo por peso

A maionese comercial, dura até 6 meses na geladeira, contém 65% de óleo por peso

A maionese comercial, dura até 6 meses na geladeira, contém pelo menos 65% de óleo por peso (exceto as maioneses light e diet). A lei de padrão de identidade requer que toda “maionese real” comercial use apenas o ovo como emulsificador. As maioneses lights não são consideradas maioneses reais, pois geralmente contém amido alimentício modificado, gel de celulose e outros espessantes e emulsificantes.

As maioneses lights contém amido alimentício modificado, gel de celulose e outros espessantes e emulsificantes.

As maioneses lights contém amido alimentício modificado, gel de celulose e outros espessantes e emulsificantes.

A maionese é usada como base para outros molhos, como o molho tártaro e o molho de salada mil ilhas. Aioli é uma maionese com sabor de alho.

 

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Quer fazer ovo sem casca?

A casca do ovo contém poros que permitem a entrada de ar

A casca do ovo contém poros que permitem a entrada de ar

Em postagens anteriores falamos sobre a formação da casca do ovo e agora vamos te ensinar a fazer uma experiência como num laboratório para fazer um ovo sem a casca. Você pode realizá-la numa sala de aula ou em casa (sempre com a supervisão de uma pessoa maior de idade ou responsável, quando se é menor de idade). Preste bastante atenção às indicações da experiência e divirta-se.

Um pouco mais sobre o ovo

A casca do ovo contém poros que permitem a entrada de ar, o que auxilia o crescimento do embrião, quando o ovo é fecundado. A clara é composta por proteínas de alto valor nutricional, importantes para nosso organismo. A gema é mais rica em nutrientes e contém muitas vitaminas, proteínas e lipídios, além de sais minerais.

Ingredientes para a experiência:

1 um recipiente de vidro ou jarra de boca larga que você possa tampar
2 ovos crus
1 frasco de vinagre branco

Como fazer:

Coloque o ovo dentro do recipiente de vidro e adicione vinagre devagar, até cobrir todo o ovo.

Coloque o ovo dentro do recipiente de vidro e adicione vinagre devagar, até cobrir todo o ovo.

Coloque o ovo dentro do recipiente de vidro, com cuidado para não partir a casca. Adicione vinagre, devagar, até cobrir todo o ovo.

 

Observe até aparecerem várias bolhas na superfície do ovo.

Observe até aparecerem várias bolhas na superfície do ovo.

Observe até aparecerem várias bolhas na superfície do ovo, são elas as responsáveis pela casca dissolver. O que acontecerá em algumas horas de observação do processo.

Repetindo o processo de troca do vinagre até perceber a ruptura da casca e ela ir desaparecendo.

Repetindo o processo de troca do vinagre até perceber a ruptura da casca e ela ir desaparecendo.

Algumas horas depois troque o vinagre do recipiente de vidro, repetindo o processo observando as bolhas até perceber a ruptura da casca até ela ir desaparecendo aos poucos, dissolvendo junto com as bolhas.

Retire o ovo com cuidado quando for retirar o vinagre, lave até retirar todo resíduo da casca.

Retire o ovo com cuidado quando for retirar o vinagre, lave até retirar todo resíduo da casca.

Retire o ovo com cuidado do recipiente de vidro, segure o ovo com os dedos quando for retirar o vinagre, lave bem o ovo até retirar todo resíduo de casca. Ele ficará bem diferente e seu contato com as mãos terá que ser muito delicado.

 

Observe o ovo sem a casca.

Observe o ovo sem a casca.

Observe o ovo sem a casca, ele estará muito diferente do início do processo, frágil e delicado. Toda sua proteção contra o meio ambiente foi destruída e você entenderá o processo científicamente no final do texto.

Coloque o ovo contra a luz e você poderá ver a gema dentro do ovo.

Coloque o ovo contra a luz e você poderá ver a gema dentro do ovo.

Coloque o ovo contra a luz e você poderá ver a gema dentro do ovo, com muito cuidado para não romper sua película protetora. É uma experiência divertida e de fácil realização.

Agora você tem um ovo sem a casca, um "ovo pelado".

Agora você tem um ovo sem a casca, um "ovo pelado".

Agora você tem um ovo sem a casca. Compare nosso ovo pelado com um ovo com casca, seu formato, textura, cor e resistência estão diferentes, isso numa observação simples, só com um simples olhar.

Quer saber o que aconteceu?

As bolhas que se formam durante a reação é do gás carbônico (CO2).

As bolhas que se formam durante a reação é do gás carbônico (CO2).

Foi uma reação química que liberou um gás (as bolhas que saíam da casca). O vinagre contém ácido acético em sua composição e esse ácido reage com o composto de carbonato de cálcio que é responsável pela formação da casca do ovo.
As bolhas que se formam durante a reação é do gás carbônico (ou dióxido de carbono) que em química, é representado por CO2. Quando toda a casca é consumida pela reação com o ácido do vinagre, o ovo mantém sua forma, porque contém uma película em volta da clara.
Depois de tirar a casca, você pode segurar o ovo mas sempre com muito cuidado para não romper a membrana que mantém a forma do ovo, porque sem a casca ele fica muito frágil.

fonte: www.bioqmed.ufrj.br/ciencia e http://izismile.com

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Alexander Fleming

Alexander Fleming

Alexander Fleming – 06/08/1881 Lochfield, Ayrshire, Escócia 11/03/1955, Londres, Inglaterra

Alexander Fleming – A penicilina

Alexander Fleming chegou à descoberta da penicilina e de suas propriedades antibióticas em 1928, ao observar uma cultura de bactérias do tipo estafilococo e o desenvolvimento do mofo a seu redor, onde as bactérias circulam livres. O laboratório de Alexander Fleming estava habitualmente bagunçado, o que resultou em uma grande vantagem para sua importante descoberta. Em Setembro de 1928, Fleming estava realizando vários experimentos em seu laboratório e ao inspecionar suas culturas antigas antes de destruí-las notou que a colônia de um fungo havia crescido espontaneamente, como um contaminante, numa das placas de Petri semeadas com Staphylococcus aureus. Fleming estava prestes a lavar as placas, quando Merlin Pryce, seu antigo assistente, entrou no laboratório e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes e então percebeu que, em uma das placas, havia uma área transparente ao redor do mofo, indicando que não havia bactérias naquela região. Aparentemente, o fungo que tinha causado o mofo estava secretando uma substância que matava as bactérias.

Alexander Fleming identificou esse fungo como Penicillium notatum e por isso, chamou a substância produzida por ele de penicilina. Posteriormente, descobriu-se que a penicilina matava também outros tipos de bactérias e o melhor: ela não era tóxica para o corpo humano, o que significava que poderia ser usada como medicamento.
Alexander FlemingAlexander FlemingAlexander Fleming

Ainda que tenha reconhecido imediatamente a importância deste seu achado, seus colegas subestimaram-no, como sempre acontece com as grandes descobertas que mudaram o mundo. Aprofundando sua pesquisa, Alexander Fleming constata que uma cultura líquida de mofo do gênero Penicillium evita o crescimento dos estafilococos. Publica os resultados desses estudos no British Journal of Experimental Pathology em 1929, mas não obtém reconhecimento nem recursos financeiros para aperfeiçoar o produto durante os anos seguintes.

No entanto, o antibiótico despertou o interesse dos investigadores norte-americanos, que durante a Segunda Guerra Mundial tentavam imitar a medicina militar alemã que possuía as sulfamidas. Os farmacêuticos Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey descobriram o método de extração e purificação da penicilina como também os ensaios clínicos. Howard Walter Florey, Ernest Boris Chain e Norman Heatley foram os grandes responsáveis para transformar a penicilina em medicamento antibiótico, porém isso somente foi possível após Fleming ter tomado os créditos pela pesquisa clínica gerenciada por Florey.

A produção industrial começou nos Estados Unidos (EUA) no início da II Guerra Mundial. Fleming, Florey e Chain recebem juntos o Nobel de Fisiologia e Medicina de 1945. Alexander Fleming não patenteou sua descoberta, pois achava que assim seria mais fácil a difusão de um produto necessário para o tratamento das numerosas infecções que castigavam a população.

por Ethel Leontine Gabain, óleo sobre tela, 1944

Curiodades
Alexander Fleming foi membro do Chelsea Arts Club, clube privado para artistas fundado em 1891 por sugestão do pintor James McNeil Whistler. Conta-se que Fleming foi admitido no clube depois de realizar “pinturas com germes” e que estas pinturas consistiam em pincelar o lenço com bactérias pigmentadas, as quais eram invisíveis no início, mas que surgiam com intensas cores quando incubadas e crescidas. As espécies bacterianas que utilizava eram:
Serratia marcescens – cor vermelha
Chromobacterium violaceum – cor púrpura
Micrococcus luteus – cor amarela
Micrococcus varians – branca
Micrococcus roseus – cor rosa
Bacillus sp. – alaranjada

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A Química e a Tatuagem

Provas arqueológicas afirmam que as tatuagens foram feitas no Egito a aproximadamente 4000 e 2000 A.C. e também por nativos de outras regiões, como: Polinésia, Indonésia, Filipinas e Nova Zelândia, estes nativos tatuavam-se em rituais e cultos religiosos em nossa postagem veremos a química e a tatuagem.
Durante a idade média a igreja católica baniu a tatuagem de toda a Europa, sendo considerado pela igreja como uma prática demoníaca.

A Química e a TatuagemA Química e a TatuagemA Química e a Tatuagem

A Química e a Tatuagem como sempre presente a química não poderia estar distante das tatuagens, é a partir dela que surgem as tatuagens. Os elementos de transição possuem a propriedade de formar compostos coloridos, por isso são empregados para muitos fins e surgem as cores das tatuagens.

A Química e a Tatuagem

A técnica utilizada nas tatuagens permanentes consiste em introduzir na derme com o auxilio de agulhas, pigmentos que ficam retidos nas células da pele. Os pigmentos mais comuns e suas cores especificas estão relacionados a seguir:
Óxido de Titânio – Branco
Óxido de Ferro – Castanho, Rosa e Amarelo
Sais de Crômio – Verde
Sais de Cádmio – Amarelo ou Vermelho
Sais de Cobalto – Azul
Sulfeto de Mercúrio – Preto

A cada dia, temos técnicas mais aperfeiçoadas para a composição química e as tatuagens com imagens mais trabalhadas e coloridas. Todas as cores utilizadas são provenientes dos metais de transição, chamados metais pesados. Porém, apesar das concentrações dos metais pesados existentes serem muito baixas, não causando danos imediatos à saúde, é bom lembrar que os metais se acumulam ao longo da vida.

Como foi mostrada a utilização de alguns metais, na pigmentação das tatuagens, também deve ser abordado o tema saúde.
A intoxicação por metais pesados ocorre quando eles são absorvidos pelo corpo humano e passam a substituir alguns metais necessários para as nossas funções biológicas. É importante lembrar que a intoxicação se dá pela ingestão, ao longo da vida. Os metais pesados depositam-se nos tecidos ósseos e gordurosos, não sendo eliminados com o passar do tempo.

A Química e a TatuagemA Química e a TatuagemA Química e a Tatuagem

Com a Química e a Tatuagem aqui estão alguuns problemas causados por alguns dos metais pesados, usados nas tatuagens, no nosso organismo:

Alumínio - Anemia por deficiência de ferro; intoxicação crônica.
Cádmio - Cancer de pulmões e próstata; lesão nos rins.
Chumbo – Saturnismo (cólicas abdominais, tremores, fraqueza muscular, lesão renal e cerebral).
Mercúrio - Intoxicação do sistema nervoso central.
Cobalto - Fibrose pulmonar (endurecimento do pulmão) que pode levar à morte.
Cromo – Asma (bronquite).

A tatuagem elétrica chegou ao Brasil em junho de 1959, através do dinamarquês “Knud Harld Likke Gregersen”, que ficou conhecido como “Lucky Tattoo”. Knud dizia que suas tatuagens davam sorte. A grande popularização da tatuagem nas Américas começou nos anos 70, quando a Califórnia foi o berço dos desenhos que reproduziram imagens de Marilyn Monroe, James Dean e Jimmy Hendrix. Nessa mesma época, os surfistas lançaram a moda de braços decorados com dragões e serpentes.

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Alguns Significados
Abelha
: Prosperidade e fartura.
Águia: Símbolo da guerra e da estratégia.
Âncora: É o símboloa da segurança.
Anjos: Mensageiros divinos.
Borboleta: Símbolo de liberdade, metamorfose ou transformação.
Coração: Amor, paixão , amizade, religiosidade, misticismo,.
Corrente: Inteiras simbolizam vínculos com a família ou religião. Quebradas, simbolizam a liberdade
de um aprisionamento físico, mental ou espiritual.
Dragão: Nobreza, magia, transformação, imaginação, perseverança, lealdade, coragem, o dever e honra. Representam os quatro elementos: Ar, água, terra e fogo
Esses são alguns dos significados, me comprometo em encontrar outros e publicá-los em breve.

 

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Tabela Periódica

A tabela periódica consiste em um ordenamento dos elementos conhecidos de acordo com as suas propriedades físicas e químicas, em que os elementos que apresentam as propriedades semelhantes são dispostos em colunas.

tabela periódica

Dmitri Mendeleiev – tabela periódica

Este ordenamento foi proposto pelo químico russo Dmitri Mendeleiev, substituindo o ordenamento pela massa atômica. Ele publicou a tabela periódica em seu livro Princípios da Química em 1869, época em que eram conhecidos apenas cerca de 60 elementos químicos.
Em 1930, através do trabalho do químico inglês Henry G. J. Monsey, que mediu as frequências de linhas espectrais específicas de raios X de um número de 40 elementos contra a carga do núcleo (Z), pôde-se identificar algumas inversões na ordem correta da tabela periódica, sendo, portanto, o primeiro dos trabalhos experimentais a ratificar o modelo atômico de Bohr. O trabalho de Moseley serviu para dirimir um erro em que a química se encontrava na época por desconhecimento: até então os elementos eram ordenados pela massa atômica e não pelo número atômico.

Modelo Atômico de Bohr

tabela periódica

Niels Bohr

O físico dinamarquês Niels Bohr (1885 – 1962) propôs um modelo atômico para o átomo de hidrogênio que depois foi estendido para outros elementos. O seu modelo baseia-se no Sistema Solar, no qual os planetas giram ao redor do Sol. Para Bohr, os elétrons giram em órbita ao redor do núcleo atômico agrupados em níveis energéticos.

Hoje sabemos que os elétrons giram ao redor do núcleo, mas não em órbita. Para ser considerada uma órbita, o movimento do elétron deveria ser sempre num mesmo plano, o que na prática não acontece. O movimento dos elétrons ao redor do núcleo é parecido ao de uma nuvem que envolve esse núcleo atômico.
No estado fundamental de um átomo, os elétrons se encontram no nível energético mais baixo possível. Se os elétrons de um átomo recebem energia ou colidem com outros elétrons, eles saltam para níveis mais externos. Neste caso, dizemos que os elétrons entram em estado excitado. Se os elétrons cedem energia, eles saltam para níveis mais internos e a energia liberada pelos elétrons sai em forma de quantum de luz ou fóton.
A dificuldade para se determinar a trajetória de um elétron ao redor do núcleo atômico consiste em que, para descobri-la, é necessário enviar um fóton ao átomo; mas quando isso acontece, o elétron salta de nível energético, mudando assim a sua trajetória.
O comportamento dos elétrons é parecido com o da luz. Ora eles se comportam como onda, ora como partícula. Durante o seu movimento normal ao redor do núcleo, o comportamento dos elétrons é de onda e quando recebem um fóton, eles se comportam como partícula.

Mudanças nos pesos atômicos
Pela primeira vez na história, os pesos atômicos de alguns elementos da Tabela Periódica serão alterados. Pesos atômicos deixam de ser constantes da natureza, e passarão a ser expressos em intervalos, com limites superiores e inferiores.
A nova Tabela Periódica, descrita em um relatório científico que acaba de ser divulgado, irá expressar os pesos atômicos de 10 elementos de uma forma diferente, para refletir com mais precisão como esses elementos são encontrados na natureza.
Os elementos que terão seus pesos atômicos alterados são: hidrogênio, lítio, boro, carbono, nitrogênio, oxigênio, silício, cloro, enxofre e tálio

tabela periódica

tabela periódica ilustrada

“Por mais de 150 anos os estudantes aprenderam a usar os pesos atômicos padrão – um valor único – encontrados na orelha dos livros didáticos de química e na Tabela Periódica dos elementos,” comenta o Dr. Michael Wieser, da Universidade de Calgary, no Canadá e membro da IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada).

Contudo, explica ele, conforme a tecnologia foi evoluindo, os cientistas descobriram que aqueles números tão bem decorados não são tão estáticos quanto se acreditava anteriormente.

Ciência, indústria e esportes
As modernas técnicas analíticas conseguem medir o peso atômico de vários elementos com altíssima precisão. E essas pequenas variações no peso atômico de um elemento são importantes não apenas nas pesquisas científicas, mas também em outras atividades práticas de laboratório.
Por exemplo, medições precisas da abundância dos isótopos de carbono podem ser usadas para determinar a pureza e a origem de alimentos como a baunilha ou o mel.
Medições dos isótopos de nitrogênio, cloro e outros são utilizadas para a detecção de poluentes em rios e águas subterrâneas. Nas investigações de doping nos esportes, a testosterona, que melhora o desempenho dos atletas, pode ser identificada no corpo humano porque o peso atômico do carbono na testosterona humana natural é maior do que na testosterona farmacêutica.

Pesos atômicos como intervalos
Os pesos atômicos destes 10 elementos agora serão expressos em intervalos, com limites superiores e inferiores.

E agora, professor?
“Embora esta mudança ofereça benefícios significativos na compreensão da química, pode-se imaginar o desafio para os professores e estudantes, que terão que escolher um único valor de um intervalo ao fazer cálculos de química,” diz a Dra Fabienne Meyers, diretor adjunto do IUPAC.
“Nós esperamos que os químicos e os educadores tomem este desafio como uma oportunidade única para incentivar o interesse dos jovens em química e gerar entusiasmo para o futuro criativo da química,”  afirma Meyers.
O trabalho que embasou a primeira correção já feita na Tabela Periódica durou de 1985 a 2010. A mudança vai coincidir com o Ano Internacional da Química, que está sendo celebrado em 2011.
Considerada um dos maiores feitos científicos de todos os tempos, a tradicional Tabela Periódica tem sofrido “ataques” de várias frentes de pesquisa, conforme o conhecimento científico avança.

Tabelas Periódicas Curiosas
Abaixo várias tabelas encontradas na internet muito curiosas e engraçadas com o sentido similar da tabela periódica mas com diversos motivos e objetivos diferentes, clique e divirta-se.

tabela periódica

tabela periódica de tipografia

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tabela do rock

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tabela periódica / super herois

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google tabela periódica

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tabela periódica em desenhos

 

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