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Frutas de A a Z em pdf

Frutas de A a Z em pdf

Conheça melhor as características das frutas de A a Z, valores nutricionais e medicinais e tire um ótimo proveito dessa fonte natural de saúde; muitas frutas possuem propriedades curativas e podem ser uma maneira econômica de eliminar alguns incômodos passageiros. Conheça as propriedades de algumas frutas que agora colocamos a sua disposição gratuitamente em PDF.

Não é um livro Medicina de A a Z, mas mostra um pouco da realidade sobre as frutas e de como elas podem ajudar no melhor funcionamento do seu corpo.

Recebemos muitos emails sobre a postagem das frutas de A a Z então resolvemos colocar tudo num arquivo para você acessar direto de seu computador sempre que precisar. Fizemos a montagem do livro com as frutas de A a Z com todo o texto e fotos publicados no blog para e para você baixar o arquivo é só clicar no link abaixo salvar no computador e pesquisar a vontade:
Frutas de A a Z em pdf

Capa Frutas de A a Z em pdf

Capa Frutas de A a Z

Saiba mais sobre suas frutas favoritas nesta publicação. Escolha a fruta disponível e escolha para ter informações sobre sua origem, cor, formato, sabor, sazonalidade e muito mais. Assim fica muito mais fácil adotar hábitos inteligentes na sua dieta!

Todas elas estão disponíveis na postagem da mcientifica. Boa pesquisa!

 

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Vagalume ou Lampyris noctiluca

O vagalume acende sua "lanterna biológica" para chamar a atenção de sua parceira.

Larvas de vagalumes acesas num cupinzeiro.

Vagalume ou Lampyris noctiluca

O vagalume ou Lampyris noctiluca acende sua “lanterna biológica” para chamar a atenção de sua parceira, a intensidade, a velocidade e a frequência dos flashes variam de acordo com a espécie. A emissão de luz para os vagalumes faz parte do comportamento sexual. As cores de suas lanternas oscilam do verde amarelado ao laranja, passando pelo vermelho, cor emitida por um único grupo de coleópteros que só se pode encontrar no Brasil. A intensidade do brilho, a cor emitida e duração da emissão fazem parte de um código de comunicação que permite na escuridão da noite os vagalumes de uma mesma espécie se encontrar para a reprodução.

Os vagalumes são insetos carnívoros, predadores de outros insetos.

Os vagalumes são insetos carnívoros, predadores de outros insetos.

Os vagalume ou lampyris noctiluca são insetos carnívoros, predadores de outros insetos, às vezes canibais como em algumas espécies as fêmeas atraem machos não para se reproduzir, mas para comer, portanto a emissão de luz pode auxiliar na captura do alimento.

Esse fenômeno de emissão de luz é denominado "bioluminescência".

Esse fenômeno de emissão de luz é denominado “bioluminescência”.

Bioluminescência

Esse fenômeno de emissão de luz é denominada “bioluminescência” e diversos organismos possuem essa capacidade de emitir luz. Na definição geral, temos que é “o processo em que luz é produzida por uma reação química que origina no organismo”. A bioluminescência é encontrada principalmente no fundo do oceano, mas vagalumes também possuem esta habilidade. Ambos os sexos de vagalumes fazem uso de um padrão de flash. Alguns animais utilizam bioluminescência para confundir ou assustar predadores além de controlar a cor, muitas lulas, polvos e sépias podem também produzir luz e controlar sua intensidade.

Mas como o vagalume gera a luz?
Pesquisadores nos Estados Unidos descobriram em um trabalho de dois anos que a mesma substância responsável pelo controle da pressão sanguínea que leva à ereção do pênis, o óxido nítrico (NO) é a ligação entre o impulso elétrico emitido pelos neurônios do vagalume e o disparo do flash. A reação química que faz a emissão de luz é interessantíssima. Além do fato de ser algo que chame nossa atenção, é também interessante que 90 a 96% da energia produzida é convertida em luz, e somente de 4 a 10% é convertida em calor, o inverso de uma lâmpada comum!

As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos.

As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos.

Uma molécula de luciferina é oxidada por oxigênio, em presença de trifosfato de adenosina, ocorrendo assim a formação de uma molécula de oxiluciferina, que é uma molécula energizada. Quando esta molécula perde sua energia, passa a emitir luz. Esse processo só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima responsável pelo processo de oxidação. As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos e é a sequência destes aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie de vagalume. Este processo é chamado de “oxidação biológica” e permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor.

Vagalume macho femea

Vagalume macho femea

Os vagalumes machos ao voar emitem luz, muitas vezes de forma contínua outras vezes acendem e apagam para facilitar sua visualização, as fêmeas de algumas espécies não voam mas emitem luz para serem localizadas pelos machos, sincronizando seus sinais.  Larvas podem utilizar a luminescência para iluminar o caminho em caminhadas noturnas. Em algumas espécies, uma reunião de larvas de vagalumes podem se agrupar na presença de um predador, um sapo, por exemplo e emitirem um forte feixe luminoso, uma espécie de farol de advertência, compreendido pelo predador como um animal muito grande e talvez perigoso, evitando que a maioria destas larvas sejam mortas .

Larva

Larva do vagalume

Características
O vagalume ou lampyris noctiluca é conhecido também por pirilampo, o vagalume macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm. O macho tem duas asas e élitros. Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea do vagalume não voa. Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se algo muito especial durante a evolução do vagalume, pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância que em determinadas condições se torna luminescente. A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé aéreo e venha juntar-se à fêmea. Essa diferenciação tão marcada entre os sexos é rara entre os coleópteros. A espécie Lampyris noctiluca é a mais comum no Brasil sua larva luminescente é muito parecida com a fêmea adulta.

Conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm.

Conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm.

Habitat - áreas rurais e urbanas, jardins e matas.
Ocorrência - em todo o Brasil
Hábitos - Os lampejos equivalem ao início do namoro, são os códigos para atrair o parceiro. Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça.
Alimentação - lesmas e caracóis, mas é capaz de comer até criaturas muito maiores injetando-lhe antes um líquido paralisante.
Reprodução - o estágio larval dura seis meses, a maior parte passada debaixo da terra. Ao emitir luz, a fêmea do vagalume corre um risco, pois atrai seus predadores.
Predadores naturais - caranguejos, aves e rãs.
Ameaças - destruição do habitat, poluição e agrotóxicos.

Visão microscópica do vagalume

As lâminas do microscópio nos trazem belas imagens e ressaltam a importância desta ferramenta para o microbiologista no estudo da espécie ajudando a entender melhor como funciona e suas principais características em imagens detalhadamente.

bacterias luminescentes

bacterias luminescentes

vagalume no microscopio

vagalume no microscopio

 

 Os outros nomes do vagalume pelo Brasil 

Vagalume, pirilampo, caga-lume, caga-fogo, cudelume, luzecu, luze-luze, lampíride, lampírio, lampiro, lumeeira, lumeeiro, mosca-de-fogo, noctiluz, pirí-fora, salta-martim, uauá.

facebook mcientifica

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Reduzir o foco da dor – Bandagem Kinesio Tape

Um estudante e um professor doutor da Youngstown State University de programa de fisioterapia se uniram para estudar um tratamento pouco conhecido que poderia ajudar milhões de pessoas que sofrem de dor lombar crônica, dor articular e dores musculares para reduzir o foco da dor – Bandagem Kinesio Tape. O estudante Daniel Yanek e o professor assistente Weiqing Ge, irão apresentar as conclusões deste estudo sobre as bandagens elásticas na reunião anual da American Physical Therapy Association, em Tampa, na Flórida, em junho de 2012.

Reduzir o foco da dor - Bandagem Kinesio Tape

O estudante Daniel Yanek e o Professor Weiqing Ge da Youngstown State University

A pesquisa faz parte do projeto sênior Yanek, que analisa a eficácia do alívio da dor com o método conhecido como “Kinesio Taping”, introduzido há 33 anos pelo quiroprático japonês Dr. Kenso Kase. A técnica envolve a colocação especial de uma fita de textura elástica sobre uma área do corpo para apoiar e estabilizar os músculos e articulações. O resultado pode ser a redução da dor, um melhor desempenho físico o aumento da circulação e a cura.

Reduzir o foco da dor – Bandagem Kinesio Tape

O método das bandagens elásticas ganhou atenção mundial quando a atleta de vôlei de praia Kerri Walsh, que sofreu uma cirurgia no ombro em 2007, utilizando as bandagens para dar a estabilidade articular e redução da dor no Jogos Olímpicos Pequim 2008.

Reduzir o foco da dor - Bandagem Kinesio Tape

Kerri Walsh – reduzir o foco da dor – Bandagem Kinesio Tape

Weiqing Ge, um médico Chinês graduado do principal instituto de pesquisas da Academia Chinesa de Ciências Médicas, reconheceu que, por enquanto há uma falta de pesquisas científicas sólidas para apoiar as reivindicações do método Kinesio Taping, mas os resultados são impressionantes. “O estudo não está a tentar responder por que ou como ele funciona… Estamos observando para ver se funciona e se a forma de aplicar a fita faz a diferença”, disse ele.

Duas técnicas de bandagem foram utilizadas neste estudo – facilitadoras e inibidoras. O método das bandagens facilitadoras dá apoio e assistência que imita o movimento normal, mantendo a amplitude de movimento, enquanto a técnica de inibição diminui a inflamação e limita a contração muscular hiperativa.

O estudo foi composto por um participante de 43 anos de idade com uma história de dor lombar crônica, um especialista em bandagem Kinesio com certificação para aplicação da bandagem. “A aplicação é bem simples, mas a técnica e a experiência em aplicação são fundamentais” disse Daniel Yanek. “Tudo depende de como você direcionar a força da fita. Vários níveis de estiramento podem ser aplicados à bandagem com técnicas diferentes.”

Participante com uma histórico de dor lombar crônica.

A bandagem foi primeiro aplicada na parte inferior das costas, utilizando as técnicas facilitadoras. A bandagem permaneceu sobre o local de cinco a sete dias e medidas foram tomadas para avaliar a melhoria de sintomas. A técnica de inibição foi testada usando o mesmo procedimento.

Os resultados indicam que ambas as técnicas melhoraram em nível global a participação da função e diminuiu o nível de deficiência. A pesquisa sugere ainda a técnica de inibição parece ser mais eficaz.

Daniel Yanek espera que o estudo atrairá a atenção de pesquisadores e clínicos na conferência nacional em junho, levando a uma maior aceitação da técnica da aplicação das bandagens. “O estudo provou que esta é uma forma não-invasiva para tratar a dor lombar… Eu não estou dizendo que este é o fim da dor lombar, mas pode ajudar”, disse ele.

Daniel Yanek, que se forma em maio, planeja certificar-se em Kinesio Taping e buscar a educação continuada em Terapia Manual. “Eu quero ficar nesta área e trabalho em uma clínica de terapia ambulatorial física”, disse ele. “Eu também quero continuar a trabalhar com a YSU para me tornar um instrutor clínico para os alunos dentro do programa de fisioterapia.” (Robert Merz – Youngtown State University)

 

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Alexander Fleming

Alexander Fleming

Alexander Fleming – 06/08/1881 Lochfield, Ayrshire, Escócia 11/03/1955, Londres, Inglaterra

Alexander Fleming – A penicilina

Alexander Fleming chegou à descoberta da penicilina e de suas propriedades antibióticas em 1928, ao observar uma cultura de bactérias do tipo estafilococo e o desenvolvimento do mofo a seu redor, onde as bactérias circulam livres. O laboratório de Alexander Fleming estava habitualmente bagunçado, o que resultou em uma grande vantagem para sua importante descoberta. Em Setembro de 1928, Fleming estava realizando vários experimentos em seu laboratório e ao inspecionar suas culturas antigas antes de destruí-las notou que a colônia de um fungo havia crescido espontaneamente, como um contaminante, numa das placas de Petri semeadas com Staphylococcus aureus. Fleming estava prestes a lavar as placas, quando Merlin Pryce, seu antigo assistente, entrou no laboratório e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes e então percebeu que, em uma das placas, havia uma área transparente ao redor do mofo, indicando que não havia bactérias naquela região. Aparentemente, o fungo que tinha causado o mofo estava secretando uma substância que matava as bactérias.

Alexander Fleming identificou esse fungo como Penicillium notatum e por isso, chamou a substância produzida por ele de penicilina. Posteriormente, descobriu-se que a penicilina matava também outros tipos de bactérias e o melhor: ela não era tóxica para o corpo humano, o que significava que poderia ser usada como medicamento.
Alexander FlemingAlexander FlemingAlexander Fleming

Ainda que tenha reconhecido imediatamente a importância deste seu achado, seus colegas subestimaram-no, como sempre acontece com as grandes descobertas que mudaram o mundo. Aprofundando sua pesquisa, Alexander Fleming constata que uma cultura líquida de mofo do gênero Penicillium evita o crescimento dos estafilococos. Publica os resultados desses estudos no British Journal of Experimental Pathology em 1929, mas não obtém reconhecimento nem recursos financeiros para aperfeiçoar o produto durante os anos seguintes.

No entanto, o antibiótico despertou o interesse dos investigadores norte-americanos, que durante a Segunda Guerra Mundial tentavam imitar a medicina militar alemã que possuía as sulfamidas. Os farmacêuticos Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey descobriram o método de extração e purificação da penicilina como também os ensaios clínicos. Howard Walter Florey, Ernest Boris Chain e Norman Heatley foram os grandes responsáveis para transformar a penicilina em medicamento antibiótico, porém isso somente foi possível após Fleming ter tomado os créditos pela pesquisa clínica gerenciada por Florey.

A produção industrial começou nos Estados Unidos (EUA) no início da II Guerra Mundial. Fleming, Florey e Chain recebem juntos o Nobel de Fisiologia e Medicina de 1945. Alexander Fleming não patenteou sua descoberta, pois achava que assim seria mais fácil a difusão de um produto necessário para o tratamento das numerosas infecções que castigavam a população.

por Ethel Leontine Gabain, óleo sobre tela, 1944

Curiodades
Alexander Fleming foi membro do Chelsea Arts Club, clube privado para artistas fundado em 1891 por sugestão do pintor James McNeil Whistler. Conta-se que Fleming foi admitido no clube depois de realizar “pinturas com germes” e que estas pinturas consistiam em pincelar o lenço com bactérias pigmentadas, as quais eram invisíveis no início, mas que surgiam com intensas cores quando incubadas e crescidas. As espécies bacterianas que utilizava eram:
Serratia marcescens – cor vermelha
Chromobacterium violaceum – cor púrpura
Micrococcus luteus – cor amarela
Micrococcus varians – branca
Micrococcus roseus – cor rosa
Bacillus sp. – alaranjada

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