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Julio Verne

Nasceu na cidade de Nantes em 8 de fevereiro de 1828 e faleceu em 24 de março de 1905 na cidade de Amiens na França.

Julio Verne

Jules Gabriel Verne, conhecido popularmente como Júlio Verne foi um importante escritor, ensaísta e dramaturgo do século XIX. Nasceu na cidade de Nantes em 8 de fevereiro de 1828 e faleceu em 24 de março de 1905 na cidade de Amiens na França.

Júlio Verne passou a infância com a família na cidade de Nantes. Por ser uma cidade portuária, alguns biógrafos do escritor afirmam que Júlio Verne adorava ficar olhando os navios chegarem e partirem. Este fato pode ter estimulado seu gosto pelas aventuras e viagens.

Monumento a Julio Verne no Porto de Vigo.

Monumento a Julio Verne no Porto de Vigo.

Foi o filho mais velho do advogado Pierre Verne e da aristocrata Sophie Allote de la Fuÿe. Já adulto Júlio Verne foi enviado pelo pai para a cidade de Paris com o objetivo de que estudasse Direito e seguisse assim a mesma carreira do pai. Júlio Verne começou a publicar os seus primeiros textos no periódico Musée des familles, dirigido por Pierre-Chevalier.

Apaixonado pela literatura e pelo teatro logo começa a escrever peças e incentivado por Alexandre Dumas e estréia sua primeira peça em 1850 “Palhas Quebradas”, neste mesmo ano começa a trabalhar no Teatro Lírico de Paris. Deixando de lado o estudo das leis, fato que lhe causou o corte da ajuda financeira que vinha regularmente do pai. Para sobreviver, passou a trabalhar como corretor da bolsa de valores.

desenho de Julio Verne

desenho de Julio Verne

É o teatro sua primeira vocação, assim como os seus romances Júlio Verne deve ao teatro a sua glória e fortuna que o imortalizou. Em 1851 demonstra um grande interesse pelas novas descobertas científicas e pela geografia, ciências pelas quais sempre teve fascínio, porém agora ele as estuda mais seriamente visando seu propósito maior escrever suas obras.

Em 1857, se casou com Honorine de Morel, uma viúva com dois filhos. Em 1861, teve um filho com ela que se chamou Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo. Os escritos de Júlio Verne foram recusados por 15 editores.

No começo da década de 1860, Júlio Verne se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor muito conhecido, que trabalhava com grandes nomes da época e impulsionou a carreira de escritor de Júlio Verne.

Cinco semanas num Balão trata do relato de uma viagem à África em um balão.

Cinco semanas num Balão

Jules Hetzel publicou o primeiro sucesso de Júlio Verne em 1863, era o relato de uma viagem à África em balão, intitulada: Cinco semanas em um balão. Essa história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas, culturas e animais, que os leitores se perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Hetzel havia apresentado a Júlio Verne o cientista interessado em navegação aérea e balonismo Félix Nadar, de quem se tornou grande amigo e que o introduziu ao seu círculo de amigos cientistas.

Júlio Verne nunca havia estado em um balão ou viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e de sua capacidade de pesquisa.

O estilo literário de Júlio Verne fez um grande sucesso na segunda metade do século XIX, pois a literatura se expandia e a vontade em conhecer lugares exóticos era muito grande. Sua obra é marcada por doses de ficção científica, aventuras em locais extraordinários e aspectos culturais de povos e pessoas reais e imaginárias. Júlio Verne foi um visionário, previu inúmeros inventos: a televisão; o helicóptero; o cinema falado; a iluminação a néon; o ar condicionado; os arranha-céus; os mísseis teleguiados; os tanques de guerra; os veículos anfíbios; o avião; o helicóptero; a caça submarina; o aproveitamento da luz e da água do mar para geração de energia; o uso de gases como armas químicas; a viagem à lua; a vitrola; o gravador; as calçadas rolantes; o ar-condicionado; o fax; e o submarino nuclear.

Foi influenciado por Jonathan Swift, autor das Viagens de Gulliver, por Daniel Defoe autor de Robinson Crusoé e por Edgar Allan Poe e sua obra. É considerado o precursor do gênero de ficção científica. Suas previsões sobre os submarinos, aviões e outras máquinas voadoras e viagens à Lua encantaram gerações.

Volta ao Mundo em 80 dias

Obras de Júlio Verne:

Cinco semanas em um balão – 1863
O capitão Hateras – 1864-1867
Viagem ao centro da terra – 1864
Da Terra à Lua – 1865
Os filhos do capitão Grant – 1866-1868
Vinte mil léguas submarinas -1870
Os conquistadores – 1870
A volta ao mundo em oitenta dias – 1872
A ilha misteriosa – 1873-1875
O Chancellor – 1875
As Índias Negras – 1876-1877
Um capitão de quinze anos – 1878
História das grandes viagens e dos grandes viajantes – 1878
A revolta da Bounty – 1879
A jangada – 1880
A escola dos Robinsons – 1882
Dez horas de casa -1882
O arquipélago em chamas – 1883
Kerabán, o teimoso – 1883
Um bilhete de loteria – 1885
O náufrago do Cynthia – 1885
Robur, o conquistador – 1886
O caminho da França – 1887
Dois anos de férias – 1888
Família sem nome – 1888-1889
A esfinge dos gelos – 1895
Os irmãos Kip – 1902
Seu último livro O senhor do mundo, foi publicado no ano de 1904.

Suas obras foram premiadas pela Academia Francesa de Letras. Um dos seus livros Paris no século XX foi escrito em 1863 e publicado somente em 1989, quando o manuscrito foi encontrado por um bisneto de Júlio Verne. O livro de conteúdo depressivo foi rejeitado por Hetzel, que recomendou a Júlio Verne a não publicá-lo na época. A edição brasileira é da editora Ática em 1995.

Vinte mil léguas submarinas, romance concebido de 1866 nas férias de verão na casa dos seus pais em Chantenay. Começou a sua redação no início de 1868 e terminou em junho de 1869. Foram necessários quase cinco anos para concluir este romance e criar um dos mais notáveis personagens Vernianos: o capitão Nemo.

Capitão Nemo na Ilha Misteriosa

Capitão Nemo na Ilha Misteriosa

Nemo é um herói feito de paradoxos, onde convive intimamente entre o egoísmo cego com a rejeição total do interesse pessoal. Uma ilusão apaixonada da preocupação em conquistar o conhecimento para o bem estar da coletividade. Seu gosto pelo jogo etimológico das palavras estimulou Verne a dar a Nemo um duplo sentido; Literalmente o vocábulo latino Nemo significa: Ninguém; Que não vem de nenhuma parte, sem objetivo pessoal, fora da sociedade civilizada.

O capitão Nemo é, portanto um personagem humano, irredutível no seu desejo de independência, tinha como lema do Nautilus a expressão latina: Mobilis in Mobili – Móvel num elemento móvel.

Frases de Júlio Verne

“Tudo o que um homem pode imaginar, outros homens poderão fazer”.

“Um dia iremos visitar a Lua e planetas com a mesma facilidade com que nos dias de hoje se vai de Liverpool a Nova York”.

“A ciência é composta de erros, que por sua vez, são passos em direção à verdade”.

No ano de 1886 morre o editor Pierre-Jules Hetzel, grande amigo de Júlio Verne. O seu filho Michel passa a editar seus trabalhos e chega a escrever ele mesmo alguns capítulos que faltavam quando da morte de seu pai.

Júlio Verne morreu em 24 de março de 1905, ao todo escreveu 80 romances e montou 15 peças de teatro, no início foi colocado à margem das obras e dos grandes escritores do século XIX, porém sua imaginação incomparável e suas histórias extraordinárias conquistaram um público cativo que ávido por aventuras e descobertas científicas viram na obra de Verne uma válvula de escape.

Júlio Verne encontra-se sepultado emLa Madeleine Cemetery, Amiens, Picardia na França.

Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO.

Assinatura de Julio Verne

Assinatura de Julio Verne

 

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O Nautilus

desenho do Nautilus

desenho do Nautilus

Nautilus (vem do grego -”marinheiro”) são cephalopodes (cabeça com pés) marinhos arcaicos que foram muito abundantes no período Paleozóico, existindo ainda um gênero vivo que vive no sudoeste do Oceano Pacífico. Seus pés são modificados para tentáculos, apresentam concha externa ao corpo. Têm uma cabeça dotada de olhos bem desenvolvidos com braços preênsis (que podem segurar).

Nautilus com a concha quase fechada

Nautilus com a concha quase fechada

Nautilus com os tentáculos aparentes

Nautilus com os tentáculos aparentes

 

 

Nautilus com a concha vazia

Nautilus com a concha vazia

Nautilus navegando

Nautilus navegando

São nectópodes (da família dos moluscos, que têm só uma barbatana no abdómen são animais que tem os pés achatados e membranosos, próprios para nadar), tendo uma concha formada por uma série de câmaras separadas por paredes divisórias (tabiques), que se comunica por orifícios sifonais, (extensão tubular da abertura da concha, para suporte do sifão). O Nautilus ocupa a última câmara e as outras, cheias de ar, fazem de o papel de flutuadores.

Nautilus acasalando

Nautilus acasalando

O nome Nautilus originalmente se referia aos polvos pelágicos (de mar aberto) do gênero Argonauta, também conhecido como “Paper Nautiluses”, os povos antigos acreditavam que esses animais utilizavam os braços expandindo-os como velas. Uma curiosidade sobre essa família de animais é que eles se reproduzem apenas uma vez na vida e logo após a reprodução eles morrem.

Os Nautilus, assim como os outros animais dessa família, são moluscos marinhos que apresentam simetria lateral. São animais bastante lentos. Seu corpo pode modificar de cor para camuflagem. As fêmeas fabricam sua concha de calcária branca, para abrigar seu corpo.

Seu corpo pode modificar de cor para camuflagem.

Seu corpo pode modificar de cor para camuflagem.

O Nautilus é um dos seres vivos que apresenta a razão áurea em seu corpo, desenvolvido em forma de Espiral logarítmica?

A espiral de Fibonacci e o Nautilus

Depois de pesquisar sobre o Nautilus me deparei com um pormenor importante que me despertou a curiosidade para o complemento e perfeito para ilustrar essa postagem era  a espiral áurea!Li que a ligação entre a natureza e a ciência se explicava melhor com a imagem sobreposta da concha do Natilus e a espiral áurea. Procurei mais imagens e me deparei com o trabalho da escritora e engenheira de softwares Akkana Peck que discordava veementemente desta afirmação publicada nos livros e tão agraciada pela internet.

Resolvi então complementar esta postagem com o trabalho proposto por ela, que me convenceu a não acreditar em tudo que se lê na internet, sem confrontar e checar suas fontes!!!

corte transversal na concha do Nautilus

corte transversal na concha do Nautilus

A espiral de Fibonacci e o Nautilus – por de Akkana Peck

espiral áurea de Fibonacci

espiral áurea de Fibonacci

“Eu tenho trabalhado em um breve discurso sobre os números da espiral de Fibonacci para a classe de um amigo professor de matemática.”

“Quando eu estava no colégio, eu fiz um projeto de pesquisa sobre os números da espiral de Fibonacci (a sua utilização no planejamento do crescimento de estações de energia em uma cidade) e por um tempo eu tive que explicar o projeto sem parar, então eu pensei e me lembrei alguns tipos de recursos visuais que eu precisaria – algumas pinhas, pétalas de flores, algumas plantas, a proporção áurea dos gráficos e da espiral áurea de Fibonacci, alguns efeitos visuais agradáveis ​​de maravilhas naturais como as câmaras do Nautilus e como tudo se encaixa com a espiral áurea de Fibonacci.”

“Eu coletei algumas pinhas, tirei algumas fotos e fiz alguns slides, então era hora de começar a trabalhar nas espirais douradas. Eu montei no GIMP (programa de edição de imagens de código aberto), um script para gerar uma espiral de Fibonacci e um conjunto de caixas, depois fui à procura de uma imagem da câmara do Nautilus em que eu poderia sobrepor a espiral e encontrei uma muito boa feita por Chris 73 no Wikipedia. Eu colei a imagem no GIMP e a espiral dourada em cima dela, ativado a ferramenta Scale (Keep Aspect Ratio) e começou a escala.”

“E eu não pude combiná-los!” diz Akkana Peck

espiral áurea e a concha do Nautilus

espiral áurea e a concha do Nautilus

“Não importa como eu tenha escalado ou demonstrado a espiral, ela simplesmente não se expande na mesma taxa que a concha.”

“Então eu procurei no Google Images e tentei algumas imagens diferentes do Nautilus – com exatamente o mesmo resultado. Eu não poderia dar início a minha espiral de Fibonacci para só me aproximar do resultado!”

“No artigo da Science News Intitulado “Espirais da concha do mar” diz que eu não sou a única. Em 1999, o matemático aposentado Clemente Falbo, medindo uma série de conchas de Nautilus na Califórnia na Academia de Ciências de San Francisco, chegou a esta mesma conclusão. Em 2002, John Sharp notou o mesmo problema, como o artigo que o Science News aponta.”

“No entanto, muitos ainda insistem que uma secção transversal da cocha do Nautilus mostra o padrão de crescimento das câmaras governadas pelo segmento áureo.”

“Sem brincadeira! Pesquise você no Google sobre o espiral áurea de Fibonacci e Nautilus e terá uma batelada de páginas usando a  concha do Nautilus como a ilustração do segmento áureo de Fibonacci na natureza. Não é só na web, embora eu tenha lido sobre Fibonacci e Nautilus como exemplos em alguns livros e revistas nas últimas décadas. Todos esses escritores simplesmente passaram o que leram em outros lugares… Assim como eu fiz durante todos esses anos, nunca medi realmente uma concha de Nautilus ou tentei marcar a espiral áurea em uma dessas conchas.”

“Agora faça uma pesquisa de imagens do Google para os mesmos termos e você vai ter muitas fotos bonitas de cortes tranversais das conchas do Nautilus. Além disso, você terá muito poucas fotos de espirais de Fibonacci; mas nenhuma dessas belas imagens terá realmente tanto o Nautilus e a espiral na mesma imagem e agora eu sei porque!”

“Porque elas não combinam!” diz Akkana Peck.

(Esse pode ser um assunto muito melhor para o meu texto do que a ilustração do Nautilus que eu originalmente havia planejado. “Não acredite em tudo que lê!!!” É sempre uma boa lição para estudantes do ensino médio… E é mais relevante para nós adultos também).

fonte: http://www.shallowsky.com/blog/science/fibonautilus.html
Shallowsky.com – site de Akkana Peck, que é engenheira, programadora de softwares, escritora e vive na área da baía de San Francisco.

 

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