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Componentes de um Microscópio

Componentes de um Microscópio

Este é um post para você observar as instruções de funcionamento e manuseio corretos dos componentes de um microscópio ótico.

Os componentes do microscópio são:

componentes de um microscópio

componentes de um microscópio

Ocular, Cabeça de visualização, Braço, Revolver, Objetivas, Grampo ou Pinça, Platina, Placa do diafragma da Iris, Botão de ajuste do foco macro, Botão de ajuste do foco micrométrico, Coletor de luz, Base, Pés de borracha.

Os cuidados no uso do microscópio:

limpeza do microscopio

limpeza do microscopio

a) Nunca forçá-lo; Todas as conecções devem funcionar suavemente.

b) As lentes da objetiva nunca devem tocar a lâmina. Portanto, nunca focalizar abaixando o canhão com o parafuso macrométrico olhando para a ocular;

c) Não tocar as lentes. Se estiverem sujas, limpe-as com algodão, swab ou com pano para a limpeza;

d) Limpar sempre a objetiva de imersão após o uso. Se o óleo ficar endurecido, aplique um pouco de xilol sobre o algodão. Muito cuidado, pois o excesso de xilol pode dissolver o cimento das lentes;

e) Não esquecer a lâmina no microscópio após o uso;

f) Manter a platina sempre limpa e seca. Limpe-a com o material apropriado.

g) Não inclinar o microscópio, quase todas as técnicas empregadas exigem que a lâmina seja analisada sempre na posição horizontal;

h) Quando o microscópio não estiver em uso, guarde-o coberto em sua caixa;

i) Habitue-se a desligar a fonte de luz quando não estiver utilizando o microscópio.

Para a visualização do microscópio óptico é necessária a utilização de um instrumento de precisão, constituído por uma parte mecânica e outra óptica.

Parte mecânica: corpo ou braço do microscópio apoiado em uma base metálica. A extremidade superior do braço articula-se com o canhão (tubo metálico que suporta as lentes).

Explicando os componentes básicos do microscópio

visualização da lamina 01

visualização da lamina 01

Na parte inferior do canhão estão as objetivas, estas são rosqueadas em um dispositivo (revólver) Entre o canhão e a base existe uma plataforma metálica (mesa ou platina do microscópio) Sobre a platina é colocada a lâmina com a preparação a ser examinada Charriot: dispositivo que auxiliar no deslocamento da lâmina (para percorrer todo o campo).

lentes 10mm 40mm 100mm

lentes 10mm 40mm 100mm

Parte óptica: lentes e sistema de iluminação. Lentes: Oculares: através delas que o observador olha (geralmente aumento de 10x) Objetivas: conjunto de lentes. A maioria dos microscópios possuem 3 objetivas (4x; 10x; 40x) e uma objetiva de imersão (100x)
Objetiva de imersão: dá maior aumento e permite ver o objeto com mais nitidez ao se colocar uma gota de óleo de cedro ou óleo mineral sobre a preparação e baixar a objetiva sobre a lâmina (os raios luminosos não sofrem desvios).

Sistema de iluminação: representado pelo condensador, que dirige os raios de luz para o objeto. Este possui um diafragma com a finalidade de controlar a quantidade de luz desejada.

Cuidados com o microscópio após o uso

Nunca soprar as lentes para retirar a poeira, pois micropartículas de saliva podem se depositar nas lentes.
Nunca usar lenços faciais para limpeza de lentes, pois estes podem conter filamentos de vidro que riscam a lente.
Poderão ser usados tecidos de linho ou algodão hidrófilo.
Nunca limpar as lentes com o tecido especial para limpeza de lentes a seco.
Seguir rigorosamente as instruções do fabricante do equipamento quanto ao uso de solventes para a limpeza.
Nunca usar álcool para limpeza de lentes, pois a cola usada na montagem das mesmas é frequentemente solúvel em álcool.

limpeza da superfície óptica 01

limpeza da superfície óptica 01

Utilizar o swab em movimento espiralado para facilitar a limpeza.

limpeza da superfície óptica 02

limpeza da superfície óptica 02

Primeiro em movimentos do centro até a borda.

limpeza da superfície óptica 03

limpeza da superfície óptica 03

Em seguida da borda até o centro.

limpeza da superfície óptica 04

limpeza da superfície óptica 04

Não fazer movimentos em zig zag pois eles podem danificar a superfície da lente e também espalhar o resíduo do óleo de imersão.

Siga as recomendações listadas abaixo:

Limpar o óleo residual das objetivas ao final de cada uso com algodão hidrófilo, com um swab ou uma flanela macia, umedecido em xilol ou em éter-acetona 1:1.
Nunca deixar os orifícios de conexão das objetivas e oculares abertas.
Mantê-los fechados por plug de proteção adequados ou com as próprias oculares ou objetivas.
Não tocar nas lentes com as mãos.
Somente usar óleo de imersão que atenda a especificação estabelecida pelo fabricante.
Nunca usar óleo de imersão para trabalhos com objetivas que não sejam de imersão. Estes óleos danificam as substâncias de montagem destas objetivas.
Os microscópios devem ser colocados em superfícies livres de vibrações e não são recomendadas mudanças de localização.

Uso do microscópio:

refração

refração

a) Coloque a amostra a ser analisada sempre na parte superior, coloque a lâmina sobre a platina, tomando o cuidado para que a parte a ser examinada esteja bem no centro;
b) Ajuste a iluminação de forma que passe maior quantidade possível de luz através da amostra;
c) Coloque a objetiva de menor aumento e abaixe o canhão utilizando o parafuso micrométrico até que a lente esteja cerca de 0,5 cm da lâmina. Nunca efetue esta operação olhando pela ocular;
d) Olhar pela ocular e levantar levemente o canhão até obter uma focalização grosseira. Se não conseguir, repita a operação;
e) Após focalizar grosseiramente, utilize o parafuso micrométrico para uma focalização fina;
f) Acerte a quantidade de luz, movimentando o diafragma. A iluminação deve ser adequada, nem fraca nem excessiva. Nunca movimente o condensador para baixo para diminuir a quantidade de luz. O condensador deve estar sempre em posição elevada;
g) Para um aumento maior, gire o revolver e utilize a objetiva com aumento de 40X.

Reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação com o diafragma.

refração na objetiva

refração na objetiva

h) Para utilizar a objetiva 100X, é necessário a colocação de uma gota de óleo sobre a lâmina depois da perfeita focalização com as objetivas de aumento 10X e 40X. Observando lateralmente, gire o revolver até encaixar a objetiva de aumento 100X, ficando esta imersa no óleo e sem que a lente toque na lâmina. A seguir, reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação. Nunca tente focalizar diretamente com as objetivas de maior aumento.

componentes de um microscópio 02

componentes de um microscópio

O manuseio correto dos equipamentos são o alicerce de um bom trabalho em laboratório; A atenção sempre em primeiro lugar, a organização, o conhecimento técnico, a perfeita execução dos procedimentos técnicos, a limpeza e principalmente um bom microscópio.

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Vagalume ou Lampyris noctiluca

O vagalume acende sua "lanterna biológica" para chamar a atenção de sua parceira.

Larvas de vagalumes acesas num cupinzeiro.

Vagalume ou Lampyris noctiluca

O vagalume ou Lampyris noctiluca acende sua “lanterna biológica” para chamar a atenção de sua parceira, a intensidade, a velocidade e a frequência dos flashes variam de acordo com a espécie. A emissão de luz para os vagalumes faz parte do comportamento sexual. As cores de suas lanternas oscilam do verde amarelado ao laranja, passando pelo vermelho, cor emitida por um único grupo de coleópteros que só se pode encontrar no Brasil. A intensidade do brilho, a cor emitida e duração da emissão fazem parte de um código de comunicação que permite na escuridão da noite os vagalumes de uma mesma espécie se encontrar para a reprodução.

Os vagalumes são insetos carnívoros, predadores de outros insetos.

Os vagalumes são insetos carnívoros, predadores de outros insetos.

Os vagalume ou lampyris noctiluca são insetos carnívoros, predadores de outros insetos, às vezes canibais como em algumas espécies as fêmeas atraem machos não para se reproduzir, mas para comer, portanto a emissão de luz pode auxiliar na captura do alimento.

Esse fenômeno de emissão de luz é denominado "bioluminescência".

Esse fenômeno de emissão de luz é denominado “bioluminescência”.

Bioluminescência

Esse fenômeno de emissão de luz é denominada “bioluminescência” e diversos organismos possuem essa capacidade de emitir luz. Na definição geral, temos que é “o processo em que luz é produzida por uma reação química que origina no organismo”. A bioluminescência é encontrada principalmente no fundo do oceano, mas vagalumes também possuem esta habilidade. Ambos os sexos de vagalumes fazem uso de um padrão de flash. Alguns animais utilizam bioluminescência para confundir ou assustar predadores além de controlar a cor, muitas lulas, polvos e sépias podem também produzir luz e controlar sua intensidade.

Mas como o vagalume gera a luz?
Pesquisadores nos Estados Unidos descobriram em um trabalho de dois anos que a mesma substância responsável pelo controle da pressão sanguínea que leva à ereção do pênis, o óxido nítrico (NO) é a ligação entre o impulso elétrico emitido pelos neurônios do vagalume e o disparo do flash. A reação química que faz a emissão de luz é interessantíssima. Além do fato de ser algo que chame nossa atenção, é também interessante que 90 a 96% da energia produzida é convertida em luz, e somente de 4 a 10% é convertida em calor, o inverso de uma lâmpada comum!

As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos.

As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos.

Uma molécula de luciferina é oxidada por oxigênio, em presença de trifosfato de adenosina, ocorrendo assim a formação de uma molécula de oxiluciferina, que é uma molécula energizada. Quando esta molécula perde sua energia, passa a emitir luz. Esse processo só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima responsável pelo processo de oxidação. As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos e é a sequência destes aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie de vagalume. Este processo é chamado de “oxidação biológica” e permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor.

Vagalume macho femea

Vagalume macho femea

Os vagalumes machos ao voar emitem luz, muitas vezes de forma contínua outras vezes acendem e apagam para facilitar sua visualização, as fêmeas de algumas espécies não voam mas emitem luz para serem localizadas pelos machos, sincronizando seus sinais.  Larvas podem utilizar a luminescência para iluminar o caminho em caminhadas noturnas. Em algumas espécies, uma reunião de larvas de vagalumes podem se agrupar na presença de um predador, um sapo, por exemplo e emitirem um forte feixe luminoso, uma espécie de farol de advertência, compreendido pelo predador como um animal muito grande e talvez perigoso, evitando que a maioria destas larvas sejam mortas .

Larva

Larva do vagalume

Características
O vagalume ou lampyris noctiluca é conhecido também por pirilampo, o vagalume macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm. O macho tem duas asas e élitros. Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea do vagalume não voa. Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se algo muito especial durante a evolução do vagalume, pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância que em determinadas condições se torna luminescente. A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé aéreo e venha juntar-se à fêmea. Essa diferenciação tão marcada entre os sexos é rara entre os coleópteros. A espécie Lampyris noctiluca é a mais comum no Brasil sua larva luminescente é muito parecida com a fêmea adulta.

Conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm.

Conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20mm.

Habitat - áreas rurais e urbanas, jardins e matas.
Ocorrência - em todo o Brasil
Hábitos - Os lampejos equivalem ao início do namoro, são os códigos para atrair o parceiro. Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça.
Alimentação - lesmas e caracóis, mas é capaz de comer até criaturas muito maiores injetando-lhe antes um líquido paralisante.
Reprodução - o estágio larval dura seis meses, a maior parte passada debaixo da terra. Ao emitir luz, a fêmea do vagalume corre um risco, pois atrai seus predadores.
Predadores naturais - caranguejos, aves e rãs.
Ameaças - destruição do habitat, poluição e agrotóxicos.

Visão microscópica do vagalume

As lâminas do microscópio nos trazem belas imagens e ressaltam a importância desta ferramenta para o microbiologista no estudo da espécie ajudando a entender melhor como funciona e suas principais características em imagens detalhadamente.

bacterias luminescentes

bacterias luminescentes

vagalume no microscopio

vagalume no microscopio

 

 Os outros nomes do vagalume pelo Brasil 

Vagalume, pirilampo, caga-lume, caga-fogo, cudelume, luzecu, luze-luze, lampíride, lampírio, lampiro, lumeeira, lumeeiro, mosca-de-fogo, noctiluz, pirí-fora, salta-martim, uauá.

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