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Telescópio Espacial Hubble 25 anos

Telescópio Espacial Hubble 25 anos

Hubble 25 anos

Hubble 25 anos

 

Nomes Alternativos: HST, Space Telescope;
Tipo de Telescópio: Refletor Ritchey-Chretien;
Lançamento: 24 de abril de 1990;
Veículo de Lançamento: Discovery – STS-31;
Desativação do telescópio: depois de 2020;
N° NSSDC: 1990-037B;
Massa: 11.110kg;

Informações do telescópio

Localização atual: Órbita terrestre;
Comprimento de onda: Luz visível, raios gama, raios-X, infravermelho;
Altitude: 589km;
Diâmetro: 2.4m;

Instrumentos

Telescópio Espacial Hubble é um satélite astronômico artificial não tripulado que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela agência espacial americana a NASA, em 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery, missão STS-31. O telescópio recebeu várias visitas para a manutenção e para a substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes.

O telescópio é a primeira missão da NASA dos Grandes Observatórios Espaciais de uma família de quatro observatórios orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho. Pela primeira vez se tornou possível ver mais longe do que as estrelas de nossa galáxia e estudar estruturas do Universo desconhecidas ou pouco observadas. O Hubble, deu à civilização humana uma nova visão do universo e proporcionou um salto como o dado pela luneta de Galileu Galilei no século XVII.

Imaginado nos anos 40, projetado e construído nos anos 70 e 80 e em funcionamento desde 1990, o Telescópio Espacial Hubble foi batizado em homenagem a Edwin Powell Hubble, que revolucionou a Astronomia ao constatar que o Universo estava se expandindo.

Concepção e objetivos

A história do Telescópio Espacial Hubble começa em 1923, quando Hermann Oberth publicou “Die Rakete zu den Planetenräumen”, onde mencionou como um telescópio poderia ser lançado em órbita da Terra por um foguete.

Em 1946 o astrônomo Lyman Spitzer escreveu o artigo “Astronomical advantages of an extraterrestrial observatory”, onde discutiu as duas principais vantagens que um observatório no espaço teria a mais do que os telescópios terrestres:
1) A resolução óptica: distância mínima de separação entre objetos na qual eles permaneçam claramente distintos estaria limitada apenas pela difração, sem os efeitos da turbulência da atmosfera que provocam o fenômeno Seeing que é o fenômeno observado nos detectores usados em telescópios ópticos em que a imagem de uma estrela é alargada. Os telescópios terrestres estão limitados a resoluções de 0,5-1,0 segundos de arco (arcsec).
2) A possibilidade de observar luz infravermelha e ultravioleta, que são fortemente absorvidas pela atmosfera. No mesmo ano, foram obtidos os primeiros espectros ultravioleta do Sol.

Cronologia

De 1962 a 1974 foram anos de luta e preocupação, com as dificuldades de financiamento e o ceticismo de alguns. No início do projeto em 1968 o tamanho do telescópio era com um espelho de 3m de diâmetro, conhecido provisoriamente como Grande Telescópio Orbital ou Grande Telescópio Espacial (LST), com lançamento em 1979.  Os planos enfatizavam a necessidade de missões tripuladas para a manutenção do telescópio, de forma a justificar um investimento tão caro ao longo de um tempo de vida extenso, e os projetos em redor da tecnologia reutilizável do Ônibus Espacial indicavam que seria possível em pouco tempo.

O Senado americano concorda com um orçamento na metade do que o Congresso recusara.

Telescópio Hubble especificações

Telescópio Hubble especificações

 

Dificuldades de financiamento reduziram a escala do projeto, o diâmetro do espelho passa de 3m para 2,4m no projeto final, que teve que se adaptar reduzindo custos e admitindo uma configuração mais compacta do hardware telescópico. Com o orçamento baixo veio a colaboração da Agência Espacial Europeia – ESA, que forneceu as células dos painéis solares e 15% dos custos, em troca da garantia de 15% do tempo de observação para astrónomos europeus.

Em 1978, o Congresso aprova um financiamento de 36 milhões de dólares. O desenho do LST iniciou-se de imediato, agendando o lançamento para 1983 e na década de 1980 o telescópio foi batizado em homenagem a Edwin Powel Hubble.

Construção, montagem e lançamento

A Marshall Space Flight Center ficou responsável pelo controle geral dos instrumentos científicos e controle terrestre durante a missão. O centro Marshall incumbiu a Perkin-Elmer, companhia do ramo da óptica, para conceber o mecanismo de montagem do telescópio (Optical Telescope Assembly – OTA) e os sensores de navegação (Fine Guidance Sensors) para o telescópio espacial. A Lockheed ficou responsável pela construção da nave espacial em que o telescópio ficaria alojado.

Hubble polimento do espelho

Hubble polimento do espelho

 

 

Em 1979, o Polimento do espelho primário do Hubble foi feito pela Perkin-Elmer Corporation, Danbury, Connecticut. No verão de 1985, a construção da nave já havia ultrapassado em 30% do orçamento e estava com três meses de atraso.

Sistema óptico

O Telescópio Espacial Hubble seria utilizado para observações na gama do ultravioleta ao infravermelho com uma resolução dez vezes superior aos telescópios antecessores, o espelho teria que ser polido com uma precisão de 10 nanômetros, cerca de 1/65 do comprimento de onda da luz vermelha.

A construção do espelho foi iniciada em 1979, utilizando vidro de expansão ultra reduzida. Para reduzir ao máximo o peso do espelho, ele foi acondicionado numa espécie de sanduíche de duas placas de cerca de uma polegada de altura e uma estrutura em forma de colmeia no meio. O polimento prolongou-se de 1979 até maio de 1981. O espelho foi concluído no fim de 1981, com o acréscimo de um revestimento refletivo em alumínio, com espessura de 75mm, e outro revestimento protetor de fluoreto de magnésio, de 25mm de espessura, o que permitia aumentar a reflexão da luz ultravioleta.

Lançamento

A NASA adia o lançamento do telescópio até abril de 1985. A Perkin-Elmer continuou a atrasar seu trabalho e a NASA foi forçada a reagendar o lançamento para 1 de março de 1986. A esta altura, o custo total do projeto tinha atingido 1,175 bilhões de dólares. Além disso, o software necessário para controlar o Hubble em terra não fica pronto em 1986 e só estaria acabado em 1990. Para completar o quadro de dificuldades, no mesmo ano aconteceu o acidente com a nave Challenger em 28 de janeiro de 1986, que decreta o esfriamento no programa espacial americano. O lançamento do telescópio foi reagendado para 1990. Em 24 de abril de 1990, a missão STS-31 do Discovery fez o lançamento do telescópio com sucesso em sua órbita prevista.

Lançamento do Hubble pela Discovery 1990

Lançamento do Hubble pela Discovery 1990

 

Desde a sua estimativa de custo inicial de cerca de 400 milhões de dólares, o telescópio chegou a custar mais de 2,5 bilhões de dólares para ser construído. Custos cumulativos do Hubble até hoje são estimados entre 4,5 e 6 bilhões de dólares, com uma contribuição financeira adicional da Europa de 593 milhões de euros, até a estimativa de 1999.

Falha no espelho

Dentro de poucas semanas após o lançamento do telescópio, pelas imagens que voltavam, ficou evidente que havia um sério problema com o sistema óptico. O telescópio falhou em obter um foco tão exato como esperado. Apesar de ter sido provavelmente o espelho mais precisamente construído de todos os tempos, com variações de apenas 10 nanômetros a partir da curva prevista, era plano em demasia nas bordas em cerca de 2.200 nanômetros (2,2 mícrones). Esta diferença foi catastrófica, produzindo uma anomalia esférica grave.

A NASA e o telescópio passaram a ser alvo de muitas piadas, e o projeto foi considerado um elefante branco. Durante os primeiros três anos da missão Hubble, mesmo antes das correções ópticas, o telescópio conseguiu realizar um grande número de observações produtivas. O erro foi bem caracterizado e era estável, permitindo aos astrônomos otimizar os resultados obtidos através de técnicas compensatórias sofisticadas de processamento de imagem.

Hubble conserto no espaço missão 2

Hubble conserto no espaço missão 2

 

Para se corrigir o problema da anomalia esférica foi estabelecido o sistema Corrective Optics Space Telescope Axial Replacement (COSTAR), constituído por dois espelhos de compensação da falha. Várias missões do ônibus espacial foram lançadas para consertos, substituição de instrumentos e outros ajustes.

Os astronautas também realizaram substituições de outros componentes, incluindo todas as seis baterias de níquel-hidrogênio, e três mantas de isolamento térmico de proteção. As baterias nunca tinham sido substituídas e duraram mais de 13 anos além da sua vida prevista.

O Hubble foi liberado para o espaço em 19 de maio de 2009, depois de todos os reparos serem feitos com sucesso. Depois de testes e calibração, o Hubble retomou a operação de rotina em setembro de 2009.

O Hubble foi concebido para ser devolvido à Terra a bordo de um ônibus espacial. Mas não será possível. Os engenheiros da NASA desenvolveram o Soft Capture and Rendezvous System (SCRS) que permitirá o encontro, captura e descarte seguro do Hubble por uma missão tripulada ou robótica no futuro.

fontes: Wikipedia
Site da ESA dedicado ao Hubble (em inglês)
Space Telescope Science Institute (em inglês)
Site da NASA sobre o Hubble para o público (em inglês)
Arquivo de dados do Hubble (em inglês)
Vídeo por Dailymotion (em inglês)
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Ciclo da água

molécula da água

molécula da água

Ciclo da água 

Modelo da molécula de água é composta por 2 átomos de Hidrogênio e 1 de Oxigênio (H2O). Temos a parte eletricamente negativa da molécula (na extremidade onde se encontra o Oxigênio) e a parte eletricamente positiva (onde estão os átomos de Hidrogênio). Por tal característica, a água é classificada como uma Molécula Polar. Moléculas que não possuem Polaridade são chamadas Apolares e não se dissolvem em água. 

estados físicos da água

estados físicos da água

A água é a única substância que existe, em circunstâncias normais, em todos os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) na natureza. A coexistência destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um estado para outro; esta sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera é chamada por ciclo hidrológico.

ciclo da água

ciclo da água

O ciclo da água, consiste no processo dinâmico de diferentes estágios da água. Para melhor compreensão deste ciclo podemos iniciar sua explicação através da evaporação da água dos oceanos. O vapor resultante da água do oceano é transportado pelo movimento das massas de ar. Este é um movimento infinito e circular. Sob determinadas condições, o vapor é condensado, formando as nuvens, que por sua vez resultam em precipitação, que pode ocorrer em forma de chuva, neve ou granizo. A maior parte fica temporariamente retida no solo, próxima de onde caiu, e finalmente retorna à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas e animais. Uma parte da água resultante, escoa sobre a superfície do solo ou através do solo para os rios, enquanto que a outra parte infiltra profundamente no solo e vai abastecendo os lençóis freáticos formando assim o ciclo da água mais uma vez.

Ao se formar nas nuvens um acúmulo de água muito grande, as gotas tornam-se cada vez maiores e a água se precipita, isto é, começa a chover. Em regiões muito frias da atmosfera, a água passa do estado gasoso para o estado líquido e, rapidamente, para o sólido, formando a neve ou os granizos (pedacinhos de gelo).

ciclo de água

ciclo de água

A água da chuva e da neve derretida se infiltra no solo, formando ou renovando os lençóis freáticos. As águas subterrâneas emergem para a superfície da terra, formando as nascentes dos rios. Assim o nível de água dos lagos, açudes, rios etc. é mantido. A água do solo é absorvida pelas raízes das plantas. Por meio da transpiração, as plantas eliminam água no estado de vapor para o ambiente, principalmente pelas folhas. E na cadeia alimentar, as plantas, pelos frutos, raízes, sementes e folhas, transferem água para os seus consumidores. Além do que é ingerido pela alimentação, os animais obtêm água bebendo-a diretamente. Devolvem a água para o ambiente pela transpiração, pela respiração e pela eliminação de urina e fezes. Essa água evapora e retorna à atmosfera. No nosso planeta, o ciclo de água é permanente.

O ciclo da água é de extrema importância para a manutenção da vida no planeta Terra. É através do ciclo da água que ocorrem a variações climáticas, determinando a criação de condições para o desenvolvimento de plantas, animais e o funcionamento de rios, oceanos e lagos.

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Gastos de água

Gastos de água

água - escovar os dentes

água – escovar os dentes

Água - Escovando os dentes

Com torneira aberta por 5 minutos – 20 litros de água;

Dica: Escove os dentes com a torneira fechada, enxague a boca com um copo de água;

Utilizando 4 copos de água – 1 litro de água.

 

água - lavando as mãos

água – lavando as mãos

Lavando o rosto e as mãos

Com torneira aberta durante 1 minuto – 15 litros de água;

Com a torneira meio aberta durante 1 minuto – 5 litros de água;

Dica: Colocar um tampão na pia e fazer do lavatório um tanquinho. Com água na pia tampada e torneira fechada – 1 litro de água.

 

água - fazendo a barba

água – fazendo a barba

Fazendo a barba

Ao fazer a barba em 5 minutos, com a torneira meio aberta, pode-se chegar a gastar 80 litros de água;

Com torneira meio aberta por 5 minutos – 22 litros de água;

Dica: A economia está em usar a pia com água tampada e torneira fechada assim, o gasto de água para fazer a barba cai para 2 litros de água.

 

água - tomando banho

água – tomando banho

Tomando banho

Chuveiro ligado por 10 minutos – 110 litros de água;

Chuveiro ligado por 5 minutos – 55 litros de água;

Com um balde de água – 10 litros de água;

Dica: limite seus banhos em aproximadamente cinco minutos e feche o chuveiro enquanto se ensaboa. Com esses cuidados o consumo de água cai.

 

água - vaso sanitário caixa acoplada

água – vaso sanitário caixa acoplada

Vaso sanitário

Com válvula de descarga de 12 segundos – 20 litros de água;

Com válvula de descarga pequena – 10 litros de água;

Com um balde de água – 6 litros de água reutilizada da máquina de lavar;

Dica: Se possível, troque seu vaso sanitário com válvula de descarga por um modelo com caixas de descarga ou utilize aquelas de baixo consumo de água. Uma bacia sanitária com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta de 10 a 14 litros de água.

água - lavar louças

água – lavar louças

 

Lavar a louça

Com torneira meio aberta por 15 minutos – 120 litros de água;

Reduzindo o volume da torneira pela metade – 60 litros de água;

Com água na pia até a metade e torneira fechada – 20 litros de água;

Dica: Ao lavar a louça, limpe os restos de comida dos utensílios com uma esponja e deixe de molho; Ensaboe tudo e abra a torneira para enxaguá-las; Máquina de lavar louça – ligue somente quando estiver com sua capacidade total preenchida.

água - regar o jardim

água – regar o jardim

Regar o jardim

Com mangueira aberta por 10 minutos – 186 litros de água;

Usando 1 regador por 2 m² de jardim – 20 litros de água;

Dica: Regue o jardim e as plantas das 6 às 8 horas da manhã ou após as 7 da noite. Isso evita que a água evapore em excesso e gere mais gastos.

 

água - lavar o carro

água – lavar o carro

Lavar o carro

Com mangueira, com torneira não muito aberta, por 30 minutos – 216 litros de água;

Com um WAP por 30 minutos – 100 litros de água;

Com dois baldes de 10 litros – 20 litros de água;

Dica: para reduzir, lave o carro uma vez por mês com balde de água.

água - limpar a calçada

água – limpar a calçada

 

Limpar a calçada e ao redor da casa

Com esguicho forte por 15 minutos – 279 litros de água;

Com um WAP por 15 minutos – 139,5 litros de água;

Dica: Utilize a água reaproveitada da máquina de lavar, você está estará economizando mais de 100 litros. Usando a vassoura para varrer os resíduos permitirá muita economia de água.

 

água - lavar roupas

água – lavar roupas

Lavar roupas

No tanque, com torneira meio aberta, por 15 minutos – 279 litros de água;

Na lavadora para 5 quilos de roupa – 135 litros de água;

Dica: Mantenha a torneira fechada ao esfregar e ensaboar as roupas; Evite lavar a roupa aos poucos; Deixe a roupa de molho para retirar a sujeira pesada.

 

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Água no Brasil

Água no Brasil

Água no Brasil

Água no Brasil

O Brasil detém 53% do manancial de água doce disponível na América do Sul e possui o maior rio do planeta (rio Amazonas). Os climas equatorial, tropical e subtropical que atuam sobre o território, proporcionam elevados índices pluviométricos.

recursos hídricos do Brasil

recursos hídricos do Brasil

No entanto, mesmo com grande disponibilidade de recursos hídricos, o país sofre com a escassez de água potável em alguns lugares. A água doce disponível em território brasileiro está irregularmente distribuída: aproximadamente, 80% dos mananciais estão presentes na região Amazônica, restando 16,7% para a região Centro-Sul e apenas 3,3% para a região Nordeste do país.

Água no Brasil

Água no Brasil

Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada que atinge regiões de mananciais.

Água no Brasil

Água no Brasil

Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água.

O agravante é a ausência de saneamento básico nas residências da população brasileira. Atualmente, 55% da população não tem água tratada nem saneamento básico. Políticas públicas deveriam ser desenvolvidas para reverter esse quadro. Análises indicam que para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o governo deixa de gastar R$ 5,00 em serviços de saúde, investimentos que proporcionam qualidade de vida para a população e economia aos cofres públicos a curto prazo.

Água no Brasil

Água no Brasil

Mais de 90% do território brasileiro tem chuvas abundantes durante o todo o ano e as condições climáticas e geológicas proporcionam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do semiárido brasileiro, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, tem sua distribuição de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, possui 80% da água superficial, enquanto no Sudeste, a relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.

Mesmo no Semiárido ou seja 10% do território brasileiro, que é quase metade dos estados do Nordeste, há diversos pontos onde a água é permanente, indicando que existem opções para solucionar problemas socioambientais atribuídos à seca.

Água no Brasil - desperdício

Água no Brasil – desperdício

Outro fator preocupante é a baixa eficiência das empresas de abastecimento se associa ao quadro de poluição: as perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de 64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. O saneamento básico não é implementado de forma adequada, já que 90% dos esgotos domésticos e 70% dos afluentes industriais são jogados sem tratamento nos rios, açudes e águas litorâneas, o que tem gerado um nível de degradação nunca imaginado.

Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, e dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) o desperdício assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos é desperdiçada no seu trajeto.

O que todos entendemos é que alguma coisa mais séria precisa ser feita para organizar o país para não pagarmos a todo momento os prejuízos de administrações incompetentes. Isso passa pela questão de escolhermos melhor desde o vereador e prefeito de nossa cidade, os deputados de nosso estado e o presidente do nosso país. Portanto quem é o responsável por tudo que está acontecendo somos todos nós; Eu, você que está lendo, todos que votam em troca de qualquer de favor, gente séria, gente honesta, corruptos e corruptores; Porque é assim que somos, essa soma de diferentes interesses e ideais, mas que precisamos construir uma cidade melhor, um estado melhor e assim um país melhor.

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Uma visita de São Nicolau ou quem é o Papai Noel?

Uma visita de São Nicolau ou quem é o Papai Noel?

São Nicolau

São Nicolau

A figura do Papai Noel foi inspirada num bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia em 280 DC que costumava ajudar as pessoas mais pobres deixando saquinhos com moedas próximo as chaminés das casas. Foi transformado em santo pela igreja católica por reconhecimento de seus feitos durante toda a vida, o popular São Nicolau.

papai noel primeiras roupas

papai noel primeiras roupas

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa na cor marrom ou verde escura.

Thomas Nast

Thomas Nast

Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem, a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Papai Noel

Papai Noel

Radicado nos Estados Unidos, Thomas Nast criou a nova imagem para o Papai Noel, a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, a criação de Nast foi baseada num poema escrito em 1822 por Clement Clarke Moore (nascido em 15 de julho de 1779 – falecido em 10 de julho de 1863) professor de literatura grega e línguas orientais de Nova Iorque e é considerado o verdadeiro marco sobre o Papai Noel, pois ele estabeleceu um conjunto de elementos que o caracterizam como personagem. Tais como o trenó e as renas, a entrega de presentes para crianças a noite, a forma humana de um velhinho com bochechas vermelhas. A imagem construída por Clement Clarke Moore em seu poema passou a ser a inspiração para as ilustrações que se seguiram por todo o século XIX.

Clement Clarke Moore

Clement Clarke Moore

Clement Clarke Moore escreveu o poema para seus filhos e o leu na véspera da noite de Natal. O poema fica muito famoso entre amigos e familiares que o incentivam a publicar. Ele por convicções religiosas reluta em publicá-lo, cede mas publica como anônimo na Sentinela de Nova Iorque em 23 de dezembro de 1823 sendo reimpresso várias vezes por vários anos. Moore reconhece a autoria em 1844 numa antologia poética intitulada “Poemas” por insistência de seus filhos a quem ele tinha dedicado originalmente, autenticado pelo editor da primeira publicação e mais seis pessoas. Desde 1911 a Igreja da Intercessão em Manhattan tem realizado um serviço que inclui a leitura do poema seguido de uma procissão ao túmulo de Clement Clarke Moore no “Trinity Cemetery” no domingo antes do Natal.

Uma visita de São Nicolau ficou conhecida também como Antes da véspera de Natal (Twas the Night Before Christmas) e este é o poema mais conhecido já escrito por um americano.

Aqui está o poema traduzido:

Uma visita de São Nicolau

Era véspera de Natal e nada na casa se movia,
Nenhuma criatura, nem mesmo um camundongo;
As meias com cuidado foram penduradas na lareira,
Na esperança de que São Nicolau logo chegasse;
As crianças aconchegadas, quentinhas em suas fronhas,
Enquanto rosquinhas de natal dançavam em seus sonhos;
Mamãe com seu lenço e eu com meu gorro,
Há pouco acomodados para uma longa soneca de inverno;
Quando no jardim começou uma barulhada,
Eu pulei da cama para ver o que estava acontecendo.
Para fora da janela como um raio eu voei,
Abri as persianas e subi pela cortina.
A lua no colo da recém-caída neve,
Dava um lustro de meio-dia em tudo em que tocava,
Quando, para meus olhos curiosos, o que apareceu:
Um trenó miniatura, e oitos renas pequenininhas,
Com um motorista velhinho, tão alerta e muito ágil,
E eu soube, na mesma hora, que era São Nicolau.
Mais rápido que uma águia vinha pelo caminho,
E assobiava e gritava e as chamava pelo nome;
“Agora, Corredora! Agora, Dançarina! Agora, Empinadora e Raposa!
Venha, Cometa! Venha, Cupido! Venham, Trovão e Relâmpago!
Por cima da sacada! Para o topo do telhado!
Agora fora, depressa!
Fora todos, bem depressa!”
Como folhas revoltas antes do furacão,
Sem encontrar obstáculos, voaram para o céu,
Tão alto, acima do telhado voaram,
O trenó cheio de brinquedos e São Nicolau nele também.
E então num piscar de olhos, ouvi no telhado
O toque-toque e o arrastar dos casquinhos.
Como um desenho em minha cabeça, assim que virei
Descendo a chaminé São Nicolau vinha resoluto
Todo vestido de peles, da cabeça até os pés,
E com a roupa toda manchada de cinzas e carvão;
Um saco de brinquedos em suas costas,
Parecia um mascate ao abrir o saco.
Seus olhos – como brilhavam!
Suas alegres covinhas!
Suas bochechas rosas, seu nariz como uma cereja!
Sua boquinha sapeca curvada para cima como num arco,
A barba em seu queixo tão branca como a neve;
O cabo do cachimbo bem preso em seus dentes,
A fumaça envolvendo sua cabeça como uma guirlanda;
Tinha um rosto redondo e uma barriga grande,
Que sacudia, quando ele sorria, como uma tigela de geleia.
Era gordinho e fofo, um perfeito elfo velhinho e alegre,
E eu ri quando o vi, sem poder evitar;
Uma piscada de olhos e um aceno de cabeça,
Na hora me fizeram entender que eu nada tinha a temer;
Não disse uma só palavra, mas voltou direto ao seu trabalho,
E recheou todas as meias; então virou no pé,
E colocando o dedo ao lado do nariz,
Acenando com a cabeça, a chaminé escalou;
Pulou em seu trenó, ao seu time assobiou,
E para longe voaram, como pétalas de dente-de-leão.
Mas ainda o ouvi exclamar, enquanto ele desaparecia
“Feliz Natal a todos e para todos uma Boa Noite!”

A criação de um mito, uma lenda, começa com questões simples como um poema, que de tão emocionante traduz os sentimentos de uma só pessoa e contagia as demais atravessando o tempo e construindo fatos que hoje nós compartilhamos com vocês.

A intenção do blog não é ditar regras mas mostrar possibilidades trazendo informações para todos os leitores.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

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Componentes de um Microscópio

Componentes de um Microscópio

Este é um post para você observar as instruções de funcionamento e manuseio corretos dos componentes de um microscópio ótico.

Os componentes do microscópio são:

componentes de um microscópio

componentes de um microscópio

Ocular, Cabeça de visualização, Braço, Revolver, Objetivas, Grampo ou Pinça, Platina, Placa do diafragma da Iris, Botão de ajuste do foco macro, Botão de ajuste do foco micrométrico, Coletor de luz, Base, Pés de borracha.

Os cuidados no uso do microscópio:

limpeza do microscopio

limpeza do microscopio

a) Nunca forçá-lo; Todas as conecções devem funcionar suavemente.

b) As lentes da objetiva nunca devem tocar a lâmina. Portanto, nunca focalizar abaixando o canhão com o parafuso macrométrico olhando para a ocular;

c) Não tocar as lentes. Se estiverem sujas, limpe-as com algodão, swab ou com pano para a limpeza;

d) Limpar sempre a objetiva de imersão após o uso. Se o óleo ficar endurecido, aplique um pouco de xilol sobre o algodão. Muito cuidado, pois o excesso de xilol pode dissolver o cimento das lentes;

e) Não esquecer a lâmina no microscópio após o uso;

f) Manter a platina sempre limpa e seca. Limpe-a com o material apropriado.

g) Não inclinar o microscópio, quase todas as técnicas empregadas exigem que a lâmina seja analisada sempre na posição horizontal;

h) Quando o microscópio não estiver em uso, guarde-o coberto em sua caixa;

i) Habitue-se a desligar a fonte de luz quando não estiver utilizando o microscópio.

Para a visualização do microscópio óptico é necessária a utilização de um instrumento de precisão, constituído por uma parte mecânica e outra óptica.

Parte mecânica: corpo ou braço do microscópio apoiado em uma base metálica. A extremidade superior do braço articula-se com o canhão (tubo metálico que suporta as lentes).

Explicando os componentes básicos do microscópio

visualização da lamina 01

visualização da lamina 01

Na parte inferior do canhão estão as objetivas, estas são rosqueadas em um dispositivo (revólver) Entre o canhão e a base existe uma plataforma metálica (mesa ou platina do microscópio) Sobre a platina é colocada a lâmina com a preparação a ser examinada Charriot: dispositivo que auxiliar no deslocamento da lâmina (para percorrer todo o campo).

lentes 10mm 40mm 100mm

lentes 10mm 40mm 100mm

Parte óptica: lentes e sistema de iluminação. Lentes: Oculares: através delas que o observador olha (geralmente aumento de 10x) Objetivas: conjunto de lentes. A maioria dos microscópios possuem 3 objetivas (4x; 10x; 40x) e uma objetiva de imersão (100x)
Objetiva de imersão: dá maior aumento e permite ver o objeto com mais nitidez ao se colocar uma gota de óleo de cedro ou óleo mineral sobre a preparação e baixar a objetiva sobre a lâmina (os raios luminosos não sofrem desvios).

Sistema de iluminação: representado pelo condensador, que dirige os raios de luz para o objeto. Este possui um diafragma com a finalidade de controlar a quantidade de luz desejada.

Cuidados com o microscópio após o uso

Nunca soprar as lentes para retirar a poeira, pois micropartículas de saliva podem se depositar nas lentes.
Nunca usar lenços faciais para limpeza de lentes, pois estes podem conter filamentos de vidro que riscam a lente.
Poderão ser usados tecidos de linho ou algodão hidrófilo.
Nunca limpar as lentes com o tecido especial para limpeza de lentes a seco.
Seguir rigorosamente as instruções do fabricante do equipamento quanto ao uso de solventes para a limpeza.
Nunca usar álcool para limpeza de lentes, pois a cola usada na montagem das mesmas é frequentemente solúvel em álcool.

limpeza da superfície óptica 01

limpeza da superfície óptica 01

Utilizar o swab em movimento espiralado para facilitar a limpeza.

limpeza da superfície óptica 02

limpeza da superfície óptica 02

Primeiro em movimentos do centro até a borda.

limpeza da superfície óptica 03

limpeza da superfície óptica 03

Em seguida da borda até o centro.

limpeza da superfície óptica 04

limpeza da superfície óptica 04

Não fazer movimentos em zig zag pois eles podem danificar a superfície da lente e também espalhar o resíduo do óleo de imersão.

Siga as recomendações listadas abaixo:

Limpar o óleo residual das objetivas ao final de cada uso com algodão hidrófilo, com um swab ou uma flanela macia, umedecido em xilol ou em éter-acetona 1:1.
Nunca deixar os orifícios de conexão das objetivas e oculares abertas.
Mantê-los fechados por plug de proteção adequados ou com as próprias oculares ou objetivas.
Não tocar nas lentes com as mãos.
Somente usar óleo de imersão que atenda a especificação estabelecida pelo fabricante.
Nunca usar óleo de imersão para trabalhos com objetivas que não sejam de imersão. Estes óleos danificam as substâncias de montagem destas objetivas.
Os microscópios devem ser colocados em superfícies livres de vibrações e não são recomendadas mudanças de localização.

Uso do microscópio:

refração

refração

a) Coloque a amostra a ser analisada sempre na parte superior, coloque a lâmina sobre a platina, tomando o cuidado para que a parte a ser examinada esteja bem no centro;
b) Ajuste a iluminação de forma que passe maior quantidade possível de luz através da amostra;
c) Coloque a objetiva de menor aumento e abaixe o canhão utilizando o parafuso micrométrico até que a lente esteja cerca de 0,5 cm da lâmina. Nunca efetue esta operação olhando pela ocular;
d) Olhar pela ocular e levantar levemente o canhão até obter uma focalização grosseira. Se não conseguir, repita a operação;
e) Após focalizar grosseiramente, utilize o parafuso micrométrico para uma focalização fina;
f) Acerte a quantidade de luz, movimentando o diafragma. A iluminação deve ser adequada, nem fraca nem excessiva. Nunca movimente o condensador para baixo para diminuir a quantidade de luz. O condensador deve estar sempre em posição elevada;
g) Para um aumento maior, gire o revolver e utilize a objetiva com aumento de 40X.

Reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação com o diafragma.

refração na objetiva

refração na objetiva

h) Para utilizar a objetiva 100X, é necessário a colocação de uma gota de óleo sobre a lâmina depois da perfeita focalização com as objetivas de aumento 10X e 40X. Observando lateralmente, gire o revolver até encaixar a objetiva de aumento 100X, ficando esta imersa no óleo e sem que a lente toque na lâmina. A seguir, reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação. Nunca tente focalizar diretamente com as objetivas de maior aumento.

componentes de um microscópio 02

componentes de um microscópio

O manuseio correto dos equipamentos são o alicerce de um bom trabalho em laboratório; A atenção sempre em primeiro lugar, a organização, o conhecimento técnico, a perfeita execução dos procedimentos técnicos, a limpeza e principalmente um bom microscópio.

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Diagrama de Hommel

O diagrama de Hommel ou diamante do perigo ou diamante de risco, é conhecido pelo código NFPA 704, é uma simbologia empregada pela Associação Nacional para Proteção contra Incêndios dos EUA (National Fire Protection Association). Nela, são utilizados quatro quadrados sobrepostos em cores diferentes (branco, azul, amarelo e vermelho) que representam os tipos de risco em graus que variam de 0 a 4, cada qual especificado por uma cor, riscos específicos, risco à saúde, reatividade e inflamabilidade.

Utilizada para rotular produtos, ela é permite num simples relance, saber a informação sobre o risco representado pela substância contida.

As quatro divisões são codificadas por cores, com o azul indicando o nível de perigo para a saúde, o vermelho indicando o nível de inflamabilidade, o amarelo a reatividade e branco contendo códigos especiais para riscos exclusivos de cada composto.

Cada uma das cores é taxada em uma escala de 0 (sem risco, substância normal) a 4 (risco sério ou grave).

Informações para o preenchimento do Diamante de Hommel ou Diamante do Perigo:

Diagrama de Hommel

Diagrama de Hommel

Cor azul – Riscos à Saúde

4 – Substância Letal
3 – Substância Severamente Perigosa
2 – Substância Moderadamente Perigosa
1 – Substância Levemente Perigosa
0 – Substância Não Perigosa ou de Risco Mínimo

Cor vermelha – Inflamabilidade

4 - Gases inflamáveis, líquidos muito voláteis (Ponto
de Fulgor abaixo de 22°C)

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Rádio, elemento químico e os milagres radioativos

Rádio, elemento químico e os milagres radioativos

Pierre e Marie Curie

Pierre e Marie Curie

Rádio, o elemento químico foi descoberto pelo casal Pierre e Marie Curie no final do século 19. Devido à ignorância e a crendices sem sentido, foram atribuídas propriedades quase milagrosas ao elemento e deixou no mundo a sensação de que uma nova era havia chegado.

Ainda com pouca pesquisa, o mundo foi tomado por uma série de produtos, cosméticos, tônicos, chás, sais de banho e até chocolates radioativos.
Todos alardeados pelas suas propriedades curativas.

radithor

radithor

Radithor foi um medicamento bem conhecido feito com água destilada três vezes contendo, no mínimo, 1 microcurie (Curie é uma unidade de medida de radioatividade) de Rádio 226 e de seu isótopo 228. Radithor  foi fabricado entre 1918 e 1928 pelo Bailey Radium Laboratories. Foi anunciado como “A luz do Sol perpétua” e dizia-se que curava câncer de estômago, doenças mentais e ajudava a restaurar a energia sexual e a vitalidade.

Eben Byers

Eben Byers

O milionário, atleta e industrial americano, Eben Byers era graduado em Yale, e presidente da Girard Iron Company, após uma contusão no braço no jogo anual de futebol Harvard-Yale, em 1927, tornou-se um ávido consumidor de Radithor, tomando três frascos ao dia por cerca de um ano e meio. Morreu em 31/03/1931 com uma dor torturante de um câncer na mandíbula, seus ossos faciais haviam se desintegrado, traumatizando a sociedade norte-americana, abalando a crença na “terapia suave do rádio” nos Estados Unidos e iniciando a sua proibição.

compressa radioativa

compressa radioativa

Compressa radioativa “Cosmos Radioactive Pad” (1928). Nos anos 1920, foram muito comuns propagandas destas compressas e almofadas radioativas destinadas ao tratamento de artrite, neurite, asma, bronquite, insônia… Produtos que tinham a característica de permitir “que as propriedades curativas do rádio estivessem ao alcance de todos” dado ao seu baixo preço. Alguns fabricantes recomendavam que o produto fosse exposto ao sol por alguns minutos para “ativar suas propriedades terapêuticas”.

Tho Radia cosméticos

Tho Radia cosméticos

Cosméticos – No início da década de 30, na França, a indústria cosmética lançou a marca de cosméticos Tho-Radia. O creme composto por uma base tório e rádio foi um grande sucesso em Paris, prometendo propriedades curativas e embelezadoras. A radioatividade de Tho-Radia era fornecida por 0,5g de cloreto de tório e 0,25mg de brometo de rádio para cada 100g de creme e era anunciado como uma criação do Dr. Alfred Curie, que nada tinha a ver com o casal Curie e que provavelmente nunca existiu.

revigator

revigator

Água radioativa – Jarras de cerâmica radioativas também eram comuns na época. Deixar a água para “radiar” de um dia para o outro era prática corriqueira (adicionar radônio à água potável). O mais bem sucedido dos sistemas para radiar água foi o “Revigator”, fabricado nos Estados Unidos. O folheto dizia: “Os resultados superam as dúvidas.” “Os milhões de raios penetram a água para formar esse saudável elemento que é a radioatividade. No dia seguinte, toda a família dispõe de 6 litros da autêntica e saudável água radioativa”. Um produtor de água mineral radioativa de Nova York afirmava ter 150 mil clientes.

Doramad pasta de dente

Doramad pasta de dente

Creme dental – “Doramad” foi produzido durante a Segunda Guerra Mundial pela, Auergesellschaft de Berlim. Na parte de trás do tubo lia-se: “A radioatividade aumenta as defesas dos dentes e gengivas. As células são carregadas com nova energia vital e os efeitos destrutivos das bactérias são impedidos. Ele lustra cuidadosamente, o esmalte dos seus dentes que são polidos e tornam-se brancos e brilhantes”.

radiendocrinator

radiendocrinator

O “Radioencrinator” foi desenvolvido para ser colocado sobre as glândulas endócrinas e aproveitar os seus benefícios. Num exemplo de uso, os homens eram informados assim: “colocar o aparato abaixo do escroto”.

chocolate radium

chocolate radium

Chocolate – comercializado na Alemanha entre 1931 e 1936. O “Radium” Chocolate era fabricado pela Burk & Braun e divulgado pelos seus “poderes rejuvenescedores”.

supositório vita radium

supositório vita radium

Supositórios – Produzido por uma companhia de Denver, no Colorado (EUA) este supositório garantia aos “homens fracos e debilitados” uma melhora rápida e eficaz, graças aos efeitos do Rádio. “Para garantir a privacidade de seus clientes o fabricante comprometia-se em enviá-lo em embalagem discreta”. ”Prove e sinta os resultados”, diziam os anúncios.

preservativos Radium Nutex

preservativos Radium Nutex

Preservativos – para revigorar sua vida sexual com preservativos “radioativos”.

cigarro NAC

cigarro NAC

Cigarro – placa NAC, assim como o outro modelo NICO clean, é uma placa de metal, do tamanho de um cartão de crédito, com um minério de urânio de baixo grau de um dos lados. Quando colocada em um maço de cigarros, emite íons para reduzir a nicotina, alcatrão e gases nocivos, sem afetar o sabor original do tabaco. Pelo menos é o que o fabricante alegava. E tinham uma patente para apoiá-los, a nicotina nos cigarros seria reduzida em 27% após uma exposição de quatro horas de um cartão, com uma atividade de 150 cpm (contagens por minuto) cm². A patente também descreve que o cigarro pode até gosto mais suave após o tratamento se a pessoa tivesse uma “língua sensível”.

produtos com rádio

produtos com rádio

Por outro lado, o termo “Radium” foi incorporado às marcas de um grande número de produtos, mesmo que estes produtos não tivessem realmente o rádio. A soda atômica “Zoé”, os novelos de “lã Oradium”, talco para bebês “Borate”, para combater a tuberculose “Tuberadine”, para hemorroidas “Supporadol”, para higiene íntima da mulher “Septoradol”, brilhantina “Tho Radia”, pomada oftálmica “Radio Bleu” e os sabonetes “Tho Radia”. Vendiam-se muitos produtos falsos, aproveitando a “febre” do rádio. Os efeitos mutagênicos da radiação, em particular o risco de câncer, foram descobertos em 1927 por Hermann Joseph Muller (1890-1967) e as autoridades da época proibiram o uso e a venda desses produtos, pelo consumo desenfreado ocasionando sérios riscos à saúde.

Pesquisa:
 Tho-Radia. Dictionnaire medical et phatique des soins de beauté. Paris: Author.
 Foster, O. D. (1920). Overcoming high resistance in marketing. Advertising & Selling. June 26, 29-30.
 Hairdresser and beauty trade. (1933). 41, 2. London.
 Madame Claire. (1937). The application of mud packs. Hairdresser and Beauty Trade. X(11). 9.
 Mould, D. Radiation history anecdotes. No 2: The mysterious Dr Alfred Curie.
 Rentetzi, M. (2007). Trafficking Materials and Gendered Experimental Practices.New York: Columbia University Press.
 http://histoireda.unblog.fr/2011/03/25/pouvoir-miraculeux-de-la-radioactivite/

http://mentalfloss.com/article/12732/9-ways-people-used-radium-we-understood-risks


http://atomicsarchives.chez.com/potions_radium.html
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