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James Webb – O telescópio espacial que substituirá o Hubble

James Webb – O telescópio espacial que substituirá o Hubble

ilustração do telescópio espacial James Webb

ilustração do telescópio espacial James Webb

O Telescópio Espacial Hubble passou 17 anos tirando fotos de todo os cantos jamais vistos do universo e deve ser substituído por um outro projeto inicialmente denominado de Next Generation Space Telescope NGST, posteriormente chamado de Telescópio Espacial James Webb, (James Webb Space Telescope – JWST) com a previsão de lançamento para outubro de 2018.

O Telescópio Espacial James Webb é um projeto de missão não tripulada norte-americana da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA), com a finalidade de colocar no espaço um observatório para captar a radiação infravermelha. Como o Hubble, o James Webb observará o universo a partir do espaço, por isso, estará um passo à frente dos telescópios na Terra. Isso porque, na hora de captar a luz dos corpos celestes e formar imagens de cada um, esse telescópio não terá como obstáculo a atmosfera (camada de gases que envolve o nosso planeta e que interfere na concepção das fotos dos astros).

Como o Telescópio Espacial Hubble lançado pela NASA, o James Webb terá a missão de aprofundar o conhecimento sobre processos do nascimento de uma estrela, a evolução das galáxias e a formação das primeiras estruturas no Universo. Porém, o novo telescópio também conta com novos objetivos e equipamentos.

comparação dos espelhos primários dos Telescópios

comparação dos espelhos primários dos Telescópios

Enquanto o Hubble tem cerca de 13 metros de comprimento, quatro metros de largura e um espelho coletor de luz com quase 2,4m de diâmetro, o Telescópio Espacial James Webb – JWST, tem 22 metros de comprimento por 12 metros de largura e um espelho coletor com mais de 6,5m de diâmetro, permitindo-lhe cobrir uma área 15 vezes maior que seu antecessor e coletar 7 vezes mais luz.

Ao invés de usar o vidro convencional, a principal superfície refletora do James Webb emprega berílio em sua composição, um metal extremamente forte e leve, capaz de corroer a pele humana ao entrar em contato. Ele é revestido por uma camada de ouro extremamente fina, responsável por aprimorar a reflexão de raios infravermelhos, para completar, diversos espelhos menores (18 segmentos individuais de espelhos) vão ser utilizados para direcionar a luz ao espelho central do aparelho.

ilustração das distâncias dos telescópios

ilustração das distâncias dos telescópios

 

O Telescópio Espacial James Webb estará mais distante de nós, enquanto o Hubble está a 589km em órbita ao redor do planeta, o James Webb ficará a um milhão e meio de quilômetros de distância, acompanhando a Terra em seu movimento ao redor do Sol, mas sem girar em torno do nosso planeta. Além disso, mesmo a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, o telescópio poderia ser reparado por robôs ou mesmo astronautas.

Para que o Telescópio Espacial James Webb consiga sobreviver às baixas temperaturas do espaço, foi necessário o desenvolvimento de um metal que não existia na natureza, o “unobtanium”, material que apresenta resistência suficiente para permanecer intacto em condições extremas, incluindo o estresse pelo qual o aparelho passará em seu lançamento.

O James Webb – JWST vai contar com um escudo solar capaz de filtrar raios infravermelhos indesejados provenientes da Terra, da Lua e do Sol, responsável por bloquear a radiação produzida por instrumentos do próprio satélite. Como o material usado no dispositivo seria suficiente para preencher a área ocupada por cinco quadras de tênis, foi preciso que a NASA criasse um modelo com 30% do tamanho do satélite para testar a tecnologia em uma câmera criogênica.

O novo telescópio priorizará suas atenções para as luzes infravermelhas, ao contrário do Hubble, que está voltado para as luzes ultravioletas e as visíveis ao olho humano. Um telescópio captando luz infravermelha é importante porque somente assim poderemos identificar o que está escondido atrás ou dentro de nuvens de poeira cósmicas, como estrelas e planetas que acabaram de se formar. A luz infravermelha emitida por esses astros é a única que consegue atravessar essas nuvens. Além disso, objetos frios, como planetas, emitem infravermelho e para enxergar objetos distantes no Universo, também é preciso utilizar essa forma de luz, pois esses corpos celestes ficam “avermelhados” devido à expansão do Universo.

Com potente visão e posicionamento privilegiado, o Telescópio Espacial James Webb superará o Spitzer, atual telescópio espacial de infravermelho, em alcance e definição das imagens, tornando-se um instrumento de observação de grande utilidade para os cientistas. Esta é a aposta mais arriscada da NASA com o uso de novas tecnologias que ainda não foram testadas exaustivamente, muitos projetos estão sendo construídos ao redor deste projeto com mais de 100 companhias espalhadas por todo o mundo colaborando com a NASA, com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense na criação do telescópio cujos custos já ultrapassaram a casa dos 5 bilhões de dólares.

fontes:
Wikipédia;
hubblesite.org/;
www.esa.int/ESA;
www.asc-csa.gc.ca/eng/;
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Telescópio Espacial Hubble 25 anos

Telescópio Espacial Hubble 25 anos

Hubble 25 anos

Hubble 25 anos

 

Nomes Alternativos: HST, Space Telescope;
Tipo de Telescópio: Refletor Ritchey-Chretien;
Lançamento: 24 de abril de 1990;
Veículo de Lançamento: Discovery – STS-31;
Desativação do telescópio: depois de 2020;
N° NSSDC: 1990-037B;
Massa: 11.110kg;

Informações do telescópio

Localização atual: Órbita terrestre;
Comprimento de onda: Luz visível, raios gama, raios-X, infravermelho;
Altitude: 589km;
Diâmetro: 2.4m;

Instrumentos

Telescópio Espacial Hubble é um satélite astronômico artificial não tripulado que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela agência espacial americana a NASA, em 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery, missão STS-31. O telescópio recebeu várias visitas para a manutenção e para a substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes.

O telescópio é a primeira missão da NASA dos Grandes Observatórios Espaciais de uma família de quatro observatórios orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho. Pela primeira vez se tornou possível ver mais longe do que as estrelas de nossa galáxia e estudar estruturas do Universo desconhecidas ou pouco observadas. O Hubble, deu à civilização humana uma nova visão do universo e proporcionou um salto como o dado pela luneta de Galileu Galilei no século XVII.

Imaginado nos anos 40, projetado e construído nos anos 70 e 80 e em funcionamento desde 1990, o Telescópio Espacial Hubble foi batizado em homenagem a Edwin Powell Hubble, que revolucionou a Astronomia ao constatar que o Universo estava se expandindo.

Concepção e objetivos

A história do Telescópio Espacial Hubble começa em 1923, quando Hermann Oberth publicou “Die Rakete zu den Planetenräumen”, onde mencionou como um telescópio poderia ser lançado em órbita da Terra por um foguete.

Em 1946 o astrônomo Lyman Spitzer escreveu o artigo “Astronomical advantages of an extraterrestrial observatory”, onde discutiu as duas principais vantagens que um observatório no espaço teria a mais do que os telescópios terrestres:
1) A resolução óptica: distância mínima de separação entre objetos na qual eles permaneçam claramente distintos estaria limitada apenas pela difração, sem os efeitos da turbulência da atmosfera que provocam o fenômeno Seeing que é o fenômeno observado nos detectores usados em telescópios ópticos em que a imagem de uma estrela é alargada. Os telescópios terrestres estão limitados a resoluções de 0,5-1,0 segundos de arco (arcsec).
2) A possibilidade de observar luz infravermelha e ultravioleta, que são fortemente absorvidas pela atmosfera. No mesmo ano, foram obtidos os primeiros espectros ultravioleta do Sol.

Cronologia

De 1962 a 1974 foram anos de luta e preocupação, com as dificuldades de financiamento e o ceticismo de alguns. No início do projeto em 1968 o tamanho do telescópio era com um espelho de 3m de diâmetro, conhecido provisoriamente como Grande Telescópio Orbital ou Grande Telescópio Espacial (LST), com lançamento em 1979.  Os planos enfatizavam a necessidade de missões tripuladas para a manutenção do telescópio, de forma a justificar um investimento tão caro ao longo de um tempo de vida extenso, e os projetos em redor da tecnologia reutilizável do Ônibus Espacial indicavam que seria possível em pouco tempo.

O Senado americano concorda com um orçamento na metade do que o Congresso recusara.

Telescópio Hubble especificações

Telescópio Hubble especificações

 

Dificuldades de financiamento reduziram a escala do projeto, o diâmetro do espelho passa de 3m para 2,4m no projeto final, que teve que se adaptar reduzindo custos e admitindo uma configuração mais compacta do hardware telescópico. Com o orçamento baixo veio a colaboração da Agência Espacial Europeia – ESA, que forneceu as células dos painéis solares e 15% dos custos, em troca da garantia de 15% do tempo de observação para astrónomos europeus.

Em 1978, o Congresso aprova um financiamento de 36 milhões de dólares. O desenho do LST iniciou-se de imediato, agendando o lançamento para 1983 e na década de 1980 o telescópio foi batizado em homenagem a Edwin Powel Hubble.

Construção, montagem e lançamento

A Marshall Space Flight Center ficou responsável pelo controle geral dos instrumentos científicos e controle terrestre durante a missão. O centro Marshall incumbiu a Perkin-Elmer, companhia do ramo da óptica, para conceber o mecanismo de montagem do telescópio (Optical Telescope Assembly – OTA) e os sensores de navegação (Fine Guidance Sensors) para o telescópio espacial. A Lockheed ficou responsável pela construção da nave espacial em que o telescópio ficaria alojado.

Hubble polimento do espelho

Hubble polimento do espelho

 

 

Em 1979, o Polimento do espelho primário do Hubble foi feito pela Perkin-Elmer Corporation, Danbury, Connecticut. No verão de 1985, a construção da nave já havia ultrapassado em 30% do orçamento e estava com três meses de atraso.

Sistema óptico

O Telescópio Espacial Hubble seria utilizado para observações na gama do ultravioleta ao infravermelho com uma resolução dez vezes superior aos telescópios antecessores, o espelho teria que ser polido com uma precisão de 10 nanômetros, cerca de 1/65 do comprimento de onda da luz vermelha.

A construção do espelho foi iniciada em 1979, utilizando vidro de expansão ultra reduzida. Para reduzir ao máximo o peso do espelho, ele foi acondicionado numa espécie de sanduíche de duas placas de cerca de uma polegada de altura e uma estrutura em forma de colmeia no meio. O polimento prolongou-se de 1979 até maio de 1981. O espelho foi concluído no fim de 1981, com o acréscimo de um revestimento refletivo em alumínio, com espessura de 75mm, e outro revestimento protetor de fluoreto de magnésio, de 25mm de espessura, o que permitia aumentar a reflexão da luz ultravioleta.

Lançamento

A NASA adia o lançamento do telescópio até abril de 1985. A Perkin-Elmer continuou a atrasar seu trabalho e a NASA foi forçada a reagendar o lançamento para 1 de março de 1986. A esta altura, o custo total do projeto tinha atingido 1,175 bilhões de dólares. Além disso, o software necessário para controlar o Hubble em terra não fica pronto em 1986 e só estaria acabado em 1990. Para completar o quadro de dificuldades, no mesmo ano aconteceu o acidente com a nave Challenger em 28 de janeiro de 1986, que decreta o esfriamento no programa espacial americano. O lançamento do telescópio foi reagendado para 1990. Em 24 de abril de 1990, a missão STS-31 do Discovery fez o lançamento do telescópio com sucesso em sua órbita prevista.

Lançamento do Hubble pela Discovery 1990

Lançamento do Hubble pela Discovery 1990

 

Desde a sua estimativa de custo inicial de cerca de 400 milhões de dólares, o telescópio chegou a custar mais de 2,5 bilhões de dólares para ser construído. Custos cumulativos do Hubble até hoje são estimados entre 4,5 e 6 bilhões de dólares, com uma contribuição financeira adicional da Europa de 593 milhões de euros, até a estimativa de 1999.

Falha no espelho

Dentro de poucas semanas após o lançamento do telescópio, pelas imagens que voltavam, ficou evidente que havia um sério problema com o sistema óptico. O telescópio falhou em obter um foco tão exato como esperado. Apesar de ter sido provavelmente o espelho mais precisamente construído de todos os tempos, com variações de apenas 10 nanômetros a partir da curva prevista, era plano em demasia nas bordas em cerca de 2.200 nanômetros (2,2 mícrones). Esta diferença foi catastrófica, produzindo uma anomalia esférica grave.

A NASA e o telescópio passaram a ser alvo de muitas piadas, e o projeto foi considerado um elefante branco. Durante os primeiros três anos da missão Hubble, mesmo antes das correções ópticas, o telescópio conseguiu realizar um grande número de observações produtivas. O erro foi bem caracterizado e era estável, permitindo aos astrônomos otimizar os resultados obtidos através de técnicas compensatórias sofisticadas de processamento de imagem.

Hubble conserto no espaço missão 2

Hubble conserto no espaço missão 2

 

Para se corrigir o problema da anomalia esférica foi estabelecido o sistema Corrective Optics Space Telescope Axial Replacement (COSTAR), constituído por dois espelhos de compensação da falha. Várias missões do ônibus espacial foram lançadas para consertos, substituição de instrumentos e outros ajustes.

Os astronautas também realizaram substituições de outros componentes, incluindo todas as seis baterias de níquel-hidrogênio, e três mantas de isolamento térmico de proteção. As baterias nunca tinham sido substituídas e duraram mais de 13 anos além da sua vida prevista.

O Hubble foi liberado para o espaço em 19 de maio de 2009, depois de todos os reparos serem feitos com sucesso. Depois de testes e calibração, o Hubble retomou a operação de rotina em setembro de 2009.

O Hubble foi concebido para ser devolvido à Terra a bordo de um ônibus espacial. Mas não será possível. Os engenheiros da NASA desenvolveram o Soft Capture and Rendezvous System (SCRS) que permitirá o encontro, captura e descarte seguro do Hubble por uma missão tripulada ou robótica no futuro.

fontes: Wikipedia
Site da ESA dedicado ao Hubble (em inglês)
Space Telescope Science Institute (em inglês)
Site da NASA sobre o Hubble para o público (em inglês)
Arquivo de dados do Hubble (em inglês)
Vídeo por Dailymotion (em inglês)
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Marie Curie

Marie Curie – Física, Química e uma grande Mulher

Maria Sklodowska mudou seu nome para Marie Curie, após o casamento com Pierre Curie. Foi a primeira mulher laureada duas vezes com um Prêmio Nobel; O primeiro de Física, em 1903 dividido com seu marido, Pierre Curie e Becquerel e pelas suas descobertas no campo da radioatividade e o segundo Nobel de Química de 1911 pela descoberta de novos elementos químicos: o rádio e polônio.

Marie Curie

Marie Curie

Maria Sklodowska – Marie Curie, nasceu na atual capital da Polônia, Varsóvia, em 7 de novembro de 1867, quando a cidade fazia parte do Império Russo. Seu pai era professor numa escola secundária. Marie Curie educou-se em pequenas escolas da região de Varsóvia. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris, onde concluiu os seus estudos. Estudando na Sorbonne, obteve licenciatura em física e em matemática. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, com quem no ano seguinte se casou.

familia Marie Curie

familia Marie Curie

Becquerel

Becquerel

 

Em 1897, após uma gravidez difícil, nasceu sua primeira filha, Irène. Logo depois, com o apoio do marido, Marie Curie resolveu tentar aquilo que nenhuma mulher havia ainda conseguido: um título de doutora em física, pela Sorbonne. O tema escolhido para o doutoramento foi a estranha radiação emitida pelos compostos de urânio, que Henri Becquerel havia descoberto anos antes. Nessa época, não se falava em “radioatividade” – essa palavra só foi inventada em meados de 1898, pela própria Maria Curie.

O trabalho do casal Curie foi sendo gradualmente reconhecido, e já em 1900 eles eram considerados os mais importantes pesquisadores da área. No final de 1903, Marie, Pierre Curie e Becquerel, recebem a medalha Davy da Real Sociedade inglesa e o prêmio Nobel de Física pela descoberta da radioatividade. Fato inédito na época, para uma mulher. Ela tem nessa altura 35 anos. Em dezembro do mesmo ano, MarieCurie recebeu o reconhecimento internacional pelo seu trabalho, ganhando o prêmio Nobel de Física, pela descoberta do polônio e do rádio.

Marie Curie

Marie Curie

O seu livro “Radioactivité” (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioatividade clássica.

Em 1914 ajudou à fundação do Instituto de Radio, em Paris e foi a primeira diretora do Instituto. Trabalha no desenvolvimento dos raios X com a sua filha Irene. Marie Curie percebeu que os raios X seriam muito importantes e iram permitir detectar balas e facilitar as cirurgias. Como era de extrema importância que os feridos não fossem deslocados, ela inventou também carrinhos de transporte de aparelhos de raios X e treinou cerca de 150 mulheres para trabalharem com esses aparelhos.

Dá-se em 1932 a Inauguração do Instituto do Rádio em Varsóvia. A irmã de Marie, Bronia, assume a direção. Em 1934 os Joliot-Curies descobrem a radioatividade artificial e nesse mesmo ano em 4 de Julho, Marie Curie morre, em Sancellemoz,  de leucemia com 66 anos, causada provavelmente pela longa exposição aos elementos radioativos.
A sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte da morte de Marie Curie.

Marie Curie

Marie Curie

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Anders Celsius

Anders Celsius

Anders Celsius

Anders Celsius

(1701 – 1744)

Na família de Anders Celsius, a ciência não era assunto estranho. Seu pai e seu avô eram matemáticos e um tio, botânico. O principal interesse de Celsius era a Astronomia. Tornou-se professor dessa ciência em 1 730 e, dez anos depois, foi encarregado de dirigir um observatório recém-construído. Foi o primeiro a estabelecer uma escala para classificar a magnitude das estrelas com base em medidas mais objetivas que a visão humana.

O trabalho mais conhecido de Anders Celsius, porém, não está ligado à Astronomia, mas sim à medição da temperatura. Em 1742, criou uma escala em que utilizava como pontos de referência a solidificação e a ebulição da água. De início, atribuiu valor zero para a ebulição e 100 para o congelamento. Um ano mais tarde, inverteria esses valores.

escala Celsius

escala Celsius

Por sua simplicidade, tal escala viria a se tornar praticamente universal. Durante muito tempo, foi chamada de escala centígrada, mas em 1948, por convenção internacional, decidiu-se mudar seu nome para escala Celsius. 

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10 dicas para uma caminhada

10 dicas para uma caminhada

Siga as 10 dicas para uma caminhada e sinta as mudanças.

 

10 dicas para uma caminhada

10 dicas para uma caminhada

1. Faça um exame médico

Antes de sair andando ou correndo por aí, consulte um cardiologista e um ortopedista. O cardiologista vai analisar como está o seu sistema cardiovascular e o ortopedista fará uma avaliação, observando, se seus os joelhos estão em boas condições para a caminhada que você pretende fazer.

2. Invista em equipamentos de qualidade

Um bom tênis com sistema de amortecimento diminui o impacto da pisada e protege as articulações. Ao invés de peças de algodão, use short e camiseta de tecidos sintéticos, que facilitem a perda de calor, eles são mais leves e por isso, mais confortáveis.

3. Alongue-se

O alongamento é fundamental para aumentar a flexibilidade das pernas e preparar os músculos para a atividade física. Atenção com o alongamento depois da prática do exercício deve ser leve para não ultrapassar os limites do corpo. Lembre-se: após a atividade, há um desgaste natural em todo o corpo, portanto cuidado, pois podem ocorrer microlesões.

4. Hidrate-se

Caminhada ou corrida é uma questão de hábito e beber bastante água, porque ela vai sendo perdida conforme nos exercitamos. Em percursos mais longos, leve um squeeze para se hidratar.

5. Escolha o melhor local

Para quem está começando a caminhada, um terreno muito irregular ou íngreme contribui para problemas nas articulações. Forçar uma determinada região pode desenvolver uma tendinite ou uma torsão. Prefira a grama ou a esteira, se você ainda não está acostumado a dar voltas pelo bairro. Os cantos de ruas, geralmente são inclinados. Então, evite-os para não sofrer uma sobrecarga nos joelhos.

6. O melhor horário

Prefira os períodos do dia com temperatura mais amena para a caminhada. O calor excessivo acaba limitando seu treinamento. É melhor sair quando houver menos trânsito. Assim, você faz seu exercício com mais segurança e menos poluição.

7. Posição dos braços

Deixe os antebraços paralelos ao solo. Isso quer dizer que no plano, eles devem ficar em um ângulo de 90 graus em relação ao resto do corpo. Ao subir, a postura muda. Assim, você ganha equilíbrio, tornando todos os outros movimentos mais harmônicos para uma boa caminhada.

8. Sinal vermelho

Esse é um obstáculo inevitável para a caminhada ou corrida pelas ruas da cidade. E a ordem é não ficar parado. Por isso, quando não for possível prosseguir, dê pequenas voltas enquanto aguarda a luz verde. Ou vá até determinado ponto da calçada e retorne.

9. Respiração

Inspire pelo nariz e expire pela boca. Ao imprimir um ritmo mais veloz ao exercício, acaba-se abrindo a boca na hora errada para levar mais ar para os pulmões. Isso pode ser evitado — basta não acelerar mais do que o habitual.

10. Tome um banho frio

Após a atividade física, alongue-se levemente mais uma vez, como o recomendado no item 3, e fique embaixo d água em temperatura baixa. Uma ducha fria evita a inflamação dos músculos, relaxa a região e minimiza as dores.

Siga as 10 dicas para uma caminhada.

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Benefícios da caminhada

beneficios da caminhada

beneficios da caminhada

Benefícios da caminhada

1. Melhora a circulação

Num estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, prova que caminhar durante 40 minutos reduz a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.  A caminhada faz as válvulas do coração trabalharem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo.

2. Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.
A prática da caminhada, ajuda a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

4. Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.
Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma caminhada em parques e jardins, podem melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima.

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para o corpo ficar em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumentam a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. A adrenalina deixa o corpo mais disposto depois do exercício. A caminhada melhora a qualidade do sono de noite.
Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

O maior benefício da caminhada é que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas.
A pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.

9. Controla a vontade de comer

Uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade de comer doces. Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo.

11. Diabetes

A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.
Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes.

 

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Termodinâmica

A palavra termodinâmica vem do grego therme que significa “calor” e dynamis que significa “potência”.
A termodinâmica é o ramo da Física que estuda as causas e os efeitos de mudanças na temperatura, pressão e volume (e de outras grandezas termodinâmicas fundamentais em casos menos gerais) em sistemas físicos em escala macroscópica. A termodinâmica estuda o movimento da energia e como a energia cria movimento. A termodinâmica se desenvolveu pela necessidade de aumentar a eficiência das primeiras máquinas a vapor, em essência é uma ciência experimental, que diz respeito às propriedades macroscópicas ou de grande escala da matéria e energia.

desenho Robert Boyle

desenho Robert Boyle

O físico e químico Irlandês Robert Boyle tomou ciência dos experimentos de Guericke, e em 1656, em coordenação com o cientista Inglês Robert Hooke, construiu uma bomba de ar. Usando esta bomba, Boyle e Hooke perceberam uma correlação entre pressão, temperatura e volume. Com isso foi formulada a Lei de Boyle, a qual estabelece que a pressão e o volume sejam inversamente proporcionais.

desenho Robert Hooke

desenho Robert Hooke

Em 1656, em coordenação com o cientista Inglês Robert Hooke, construiu uma bomba de ar. Usando esta bomba, Boyle e Hooke perceberam uma correlação entre pressão, temperatura e volume.

microscopio de Robert Hooke

microscopio de Robert Hooke

Atribui-se ao cientista Robert Hooke, a invenção do microscópio.

Embora nesta época as máquinas fossem brutas e ineficientes, elas atraíram a atenção dos principais cientistas da época. Um destes cientistas foi Sadi Carnot, o “pai da termodinâmica“, que em 1824 publicou “Reflexões sobre a Potência Motriz do Fogo”, um discurso sobre o calor, potência e eficiência de máquina. O texto trouxe as relações energéticas básicas entre a máquina de Carnot, o ciclo de Carnot e a potência motriz. Isto marcou o início da termodinâmica como ciência moderna.

desenho Sadi Carnot

desenho Sadi Carnot

Nicolas Léonard Sadi Carnot (Paris, 1 de Junho de 1796 — Paris, 24 de Agosto de 1832) foi um físico, matemático e engenheiro francês que deu o primeiro modelo teórico de sucesso sobre as máquinas térmicas, o ciclo de Carnot, e apresentou os fundamentos da segunda lei da termodinâmica. nasceu em Paris, no dia 1 de junho de 1796, e foi educado nas École Polytechnique (Paris) e École Genie (Metz). Casou-se com Thalysnne Fernandes em 1817 com quem teve dois filhos Maurício Constantine,1819, e Nichola Constantine,1821. Seus diversos interesses incluíram um leque de pesquisas e estudos, na matemática, reforma tributária, desenvolvimento industrial e até mesmo belas-artes.

Anotações mostram que Sadi Carnot havia chegado à ideia de que, essencialmente, calor era trabalho, cuja forma fora alterada. Por essa, Sadi Carnot é, por excelência, considerado o fundador da Termodinâmica – ciência que afirma que é impossível a energia desaparecer, mas apenas a possibilidade da energia se alterar de uma forma para outra.

A possibilidade de interconversão entre calor e trabalho possui restrições para as chamadas máquinas térmicas. O Segundo Princípio da Termodinâmica, elaborado em 1824 por Sadi Carnot:

Leis da Termodinâmica

As principais definições de grandezas termodinâmicas constam de suas leis:

Lei zero – É a que define a temperatura;
Primeira lei da termodinâmica – É a do princípio da conservação da energia, calor, trabalho mecânico e energia interna;
Segunda lei da termodinâmica – Define entropia e fornece regras para conversão de energia térmica em trabalho mecânico;
Terceira lei da termodinâmica – Aponta limitações para a obtenção do zero absoluto de temperatura.

Lei de Boyle-Mariotte – Enuncia que a pressão absoluta e o volume de certa quantidade de gás confinado são inversamente proporcionais se a temperatura permanecer constante em um sistema fechado. Em outras palavras, ela afirma que o produto da pressão e do volume é uma constante para uma devida massa de gás confinado enquanto a temperatura for constante. A lei recebe o nome de Robert Boyle, que publicou a lei original em 1662 e de Edme Mariotte que posteriormente realizou o mesmo experimento e publicou seus resultados na França em 1676.

desenho Mariotte

desenho Mariotte

Em um gráfico pressão x volume, sob uma temperatura constante, o produto entre pressão e volume deveria ser constante, se o gás fosse perfeito. Existe uma temperatura em que o gás real aparentemente obedece à lei de Boyle-Mariotte. Esta temperatura é chamada de temperatura de Mariotte.

 

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A Química e a Tatuagem

Provas arqueológicas afirmam que as tatuagens foram feitas no Egito a aproximadamente 4000 e 2000 A.C. e também por nativos de outras regiões, como: Polinésia, Indonésia, Filipinas e Nova Zelândia, estes nativos tatuavam-se em rituais e cultos religiosos em nossa postagem veremos a química e a tatuagem.
Durante a idade média a igreja católica baniu a tatuagem de toda a Europa, sendo considerado pela igreja como uma prática demoníaca.

A Química e a TatuagemA Química e a TatuagemA Química e a Tatuagem

A Química e a Tatuagem como sempre presente a química não poderia estar distante das tatuagens, é a partir dela que surgem as tatuagens. Os elementos de transição possuem a propriedade de formar compostos coloridos, por isso são empregados para muitos fins e surgem as cores das tatuagens.

A Química e a Tatuagem

A técnica utilizada nas tatuagens permanentes consiste em introduzir na derme com o auxilio de agulhas, pigmentos que ficam retidos nas células da pele. Os pigmentos mais comuns e suas cores especificas estão relacionados a seguir:
Óxido de Titânio – Branco
Óxido de Ferro – Castanho, Rosa e Amarelo
Sais de Crômio – Verde
Sais de Cádmio – Amarelo ou Vermelho
Sais de Cobalto – Azul
Sulfeto de Mercúrio – Preto

A cada dia, temos técnicas mais aperfeiçoadas para a composição química e as tatuagens com imagens mais trabalhadas e coloridas. Todas as cores utilizadas são provenientes dos metais de transição, chamados metais pesados. Porém, apesar das concentrações dos metais pesados existentes serem muito baixas, não causando danos imediatos à saúde, é bom lembrar que os metais se acumulam ao longo da vida.

Como foi mostrada a utilização de alguns metais, na pigmentação das tatuagens, também deve ser abordado o tema saúde.
A intoxicação por metais pesados ocorre quando eles são absorvidos pelo corpo humano e passam a substituir alguns metais necessários para as nossas funções biológicas. É importante lembrar que a intoxicação se dá pela ingestão, ao longo da vida. Os metais pesados depositam-se nos tecidos ósseos e gordurosos, não sendo eliminados com o passar do tempo.

A Química e a TatuagemA Química e a TatuagemA Química e a Tatuagem

Com a Química e a Tatuagem aqui estão alguuns problemas causados por alguns dos metais pesados, usados nas tatuagens, no nosso organismo:

Alumínio - Anemia por deficiência de ferro; intoxicação crônica.
Cádmio - Cancer de pulmões e próstata; lesão nos rins.
Chumbo – Saturnismo (cólicas abdominais, tremores, fraqueza muscular, lesão renal e cerebral).
Mercúrio - Intoxicação do sistema nervoso central.
Cobalto - Fibrose pulmonar (endurecimento do pulmão) que pode levar à morte.
Cromo – Asma (bronquite).

A tatuagem elétrica chegou ao Brasil em junho de 1959, através do dinamarquês “Knud Harld Likke Gregersen”, que ficou conhecido como “Lucky Tattoo”. Knud dizia que suas tatuagens davam sorte. A grande popularização da tatuagem nas Américas começou nos anos 70, quando a Califórnia foi o berço dos desenhos que reproduziram imagens de Marilyn Monroe, James Dean e Jimmy Hendrix. Nessa mesma época, os surfistas lançaram a moda de braços decorados com dragões e serpentes.

A Química e a TatuagemA Química e a TatuagemA Química e a TatuagemA Química e a Tatuagem

Alguns Significados
Abelha
: Prosperidade e fartura.
Águia: Símbolo da guerra e da estratégia.
Âncora: É o símboloa da segurança.
Anjos: Mensageiros divinos.
Borboleta: Símbolo de liberdade, metamorfose ou transformação.
Coração: Amor, paixão , amizade, religiosidade, misticismo,.
Corrente: Inteiras simbolizam vínculos com a família ou religião. Quebradas, simbolizam a liberdade
de um aprisionamento físico, mental ou espiritual.
Dragão: Nobreza, magia, transformação, imaginação, perseverança, lealdade, coragem, o dever e honra. Representam os quatro elementos: Ar, água, terra e fogo
Esses são alguns dos significados, me comprometo em encontrar outros e publicá-los em breve.

 

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