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Meios de cultura

Meios de cultura

Meios de cultura

Meios de cultura consistem da associação qualitativa e quantitativa de substâncias que fornecem os nutrientes necessários ao desenvolvimento (cultivo) de microrganismos fora do seu meio natural. Além dos nutrientes é preciso fornecer condições favoráveis ao desenvolvimento dos microrganismos, tais como pH, pressão osmótica, umidade, temperatura, atmosfera, dentre outras.

Meios de cultura

meios de cultura

Os meios de cultura são classificados quanto ao estado físico em sólidos, quando contém agentes solidificantes, ágar (cerca de 1 a 2,0 %) semi-sólidos, quando a quantidade de ágar e ou gelatina é de 0,075 a 0,5 % e líquidos, sem agentes solidificantes, apresentando-se como um caldo, utilizados para ativação das culturas, repiques de microrganismos, provas bioquímicas, dentre outros.

Meios de cultura

Meios de cultura básicos são aqueles que permitem o crescimento bacteriano, sem satisfazer nenhuma exigência em especial.
Preparar meios de cultura – Caldo Simples

Formulação:
Extrato de carne………… 0,3 g
Peptona……………………. 1,0 g
ClorEto de sódio………… 0,5 g
Água destilada………….. 100,0 ml

O ágar simples é obtido adicionando-se 1,0 a 1,5 % de ágar-ágar ao meio de caldo simples (o meio pode ficar um pouco amolecido, a depender da qualidade do ágar). Aumentando-se a concentração de ágar para 2,0% o meio fica bem sólido e pode-se evitar que certos microrganismos se espalhem, como os Proteus (Proteus é um gênero de bactérias gram-negativas com coloração vermelha) da família Enterobacteriaceae).

Preparação dos equipamentos (vidrarias)
1. Pesar as substâncias e colocá-las em um béquer (a exceção do ágar).

Meios de cultura

vidrarias de laboratório

2. Acrescentar a metade dos 100 ml de água destilada ou desmineralizada, medida com uma proveta.
3. Dissolver os ingredientes em água agitando continuamente com um bastão de vidro ou com um agitador elétrico (uso de barra magnética), evitando a formação de espuma. Após a formação de uma suspensão homogênea, completar o volume do meio com o restante da água.
4. Quando necessário, dissolver os ingredientes do meio de cultura em banho-maria, vapor fluente em autoclave ou utilizando a chama do bico de Bunsen, ou chapa aquecedora elétrica, protegida com tela de amianto, ou ainda em forno de microondas, até a ebulição, agitando sempre. Evitar o aquecimento desnecessário.

Meios de cultura

banho maria retangular

5. Filtrar em papel de filtro qualitativo para retirar as impurezas.
6. Verificar o pH através de potenciômetro ou fita indicadora de pH e ajustar para 7,2 usando solução de ácido lático (0,1 %) ou hidróxido de sódio (1,0 N), com pipeta de 1 mililitro, gotejando aos poucos. O pH do “ágar simples” é ajustado antes da adição do ágar-ágar.
7. Distribuir 50 ml do meio em tubos de ensaio (5 a 7 ml por tubo).
8. Tamponar os tubos protegê-los com papel e amarrá-los com barbante.
9. Esterilizar em autoclavea 121°C (1 atmosfera de pressão) por 20 minutos. Deixar dois tubos sem esterilizar, incubá-los a 37°C por 24 a 48 horas, para constatar a necessidade de esterilização.
Observação: Alguns meios de cultura são preparados da mesma forma, porém se for necessário utilizar algumas substâncias termolábeis (uréia) ou que reajam com as substâncias dos meios (aminoácidos, açúcares), as mesmas são esterilizadas à parte ou por filtração utilizando Filtro Seitz ou Filtros contendo membranas (de nitrocelulose ou acetato de celulose) com poros de 0,22um de diâmetro (Millipore, Sartorius), e depois incorporadas, assépticamente, ao meio previamente esterilizado. Ainda, podem ser esterilizados por tindalização, também conhecida como esterilização fracionada (100°C por 1 hora por 3 dias consecutivos, intercalados por incubação entre 30 a 45°C), ou a 110°C por 10 a 15 minutos, a depender do tipo e carga microbiana.

mcientifica

 

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Principais Vidrarias de Laboratório

As principais vidrarias de laboratório são de uso geral

Becker

principais vidrarias de laboratório

copo becker

O béquer, becker, copo ou gobelé é um recipiente simples utilizado em laboratório. Béqueres são geralmente de formato cilíndrico com fundo chato e um bico em sua parte superior. Eles são graduados, oferecendo medidas pouco precisas. Não há um tamanho padrão para esses materiais, podendo medir volumes muito pequenos, de poucos mililitros, até volumes maiores, com vários litros.
De modo muito grosseiro efetua-se medidas com o copo de Becker, pois a sua medida é muito imprecisa (normalmente com precisão variante em 5% do mercado). Os béckers são frascos T.C. (to contain) como o tubo de ensaio ou os erlenmeyers. Suas principais diferenças são:
• Apresentar uma escala para medição aproximada
• Possuir base plana para uso autônomo
• Conter bico para transferência
• Ser provido de boca larga
Seu uso é recomendado para experimentos e misturas. Feito de vidro pyrex refratário ou de polímeros como o polietileno ou o polipropileno, o bécker pode ser utilizado em uma ampla faixa de temperatura. Suas capacidades volumétricas mais comuns são de 80 a 400mL, mas indo até 4L ou mais entre os feitos de vidro e 20L entre os de polímeros.

Erlenmeyer

principais vidrarias de laboratório

Erlenmeyer

 

O  Erlenmeyer é um frasco de vidro ou plástico que leva o nome do químico alemão, Emil Erlenmeyer. Sua utilização é vasta, podendo ser usado para misturas e soluções, mas a sua utilização mais comum é para a titulação, processo que determina a quantidade de uma determinada substância em uma solução.

A boca estreita do Erlenmeyer se torna uma vantagem quando o solvente é volátil, impedindo-o de evaporar. Da mesma forma, em soluções químicas, o bico estreito não permite respingamento, mesmo quando há agitação de seu conteúdo. A agitação, aliás, é uma de suas utilizações, já que facilita algumas reações químicas.

Sua parede em forma de cone invertido evita que o líquido em seu interior espirre para fora.

Apesar de amplamente utilizado, o erlenmeyer possui limitações, já que não podem ser utilizados para determinar medidas precisas, e sim medidas aproximadas.

Em alguns experimentos, o erlenmeyer pode ser desaerado e tampado, para que não ocorra qualquer influência externa ou em compostos sensíveis ao ar.

O erlenmeyer também pode ser aquecido diretamente no Bico de Bunsen, função que também é bastante utilizado em titulações. O erlenmeyer é usado em associação com diversos materiais, como a bureta e a pipeta. Pode ser utilizado para a criação de culturas bacterianas também..

Apresenta variações de tamanhos de bocas, tampas de vidro esmerilhado e plástico e inclusive estrias em suas paredes para melhor homogenização de soluções.

Balão de Fundo Redondo

principais vidrarias de laboratório

Balão de fundo redondo

Utilizado principalmente em sistemas de refluxo e evaporação a vácuo, acoplado a ROTAEVAPORADOR.

O balão de fundo redondo é um recipiente de forma esférica, redondo no fundo, com uma embocadura (gargalo) na sua extremidade superior para enchimento e ligação a outras peças de equipamento laboratorial e com um tubo de saída lateral.
A sua aplicação restringe-se à destilação, processo de separação de constituintes de misturas líquidas ou eliminação de impurezas, onde serve de recipiente para o aquecimento energético – normalmente manta de aquecimento, bico de Bunsen ou banho – do fluído até este entrar em ebulição.
O balão de destilação, como também é conhecido, só deve estar cheio até cerca de metade da sua capacidade, para evitar projeções do líquido.
O balão de fundo redondo é de vidro, uma vez que a sua utilização exige temperaturas muito elevadas não podendo por este fato ser de outro material.

 

 

 

 

 

Balão de Fundo Chato

principais vidrarias de laboratório

Balão de fundo chato

Utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções, ou mesmo, fazer reações com desprendimento de gases. Pode ser aquecido sobre o TRIPÉ com TELA DE AMIANTO.

O balão de fundo chato destina-se a destilações químicas, seu uso é semelhante ao balão de fundo redondo, porém mais apropriado aos aquecimentos sob refluxo pois  pode ser apoiado sob superfícies planas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Balão volumétrico

principais vidrarias de laboratório

Balão volumétrico

O balão volumétrico, é um recipiente com forma de pera, de fundo plano e com um gargalo retilíneo, comprido, estreito e com tampa, no qual está gravado uma marca transversal que indica o volume exato do recipiente a 20o C.
O balão volumétrico é usado para preparar soluções de concentração rigorosa e para medir o volume de líquidos. Assim, como todo o material de medida exata, não se devem aquecer nem introduzir sólidos no seu interior.
Os balões volumétricos são de vidro e as capacidades mais frequentes são as de 50, 100, 250, 500 e 1000 ml.

 

 

 

 

 

 

As principais vidrarias de laboratório você pode encotrar no site da Mcientífica.

 

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