Regras básicas de segurança em laboratório

Regras básicas de segurança em laboratório

Para trabalhar em um laboratório, você precisa conhecer os riscos a que é exposto e como melhorar suas condições de segurança.

Regras básicas de segurança em laboratório e recomendações gerais para o desenvolvimento de um trabalho experimental seguro, estão principalmente relacionadas com a organização. Isso significa que o tempo dedicado à organização racional das atividades desenvolvidas no laboratório irá contribuir na prevenção de riscos químicos, biológicos e de acidentes com a manipulação de equipamentos e materiais serão minimizados quando se obedecem as regras básicas de segurança em laboratório.

Regras que devem ser respeitadas em todos os laboratórios:

Regras Básicas de Segurança 01

Use óculos ou máscaras protetoras

1. Use os óculos ou máscaras protetoras, sempre que estiver no laboratório. Evite usar lentes de contato no laboratório.

Regras Básicas de Segurança

Use sempre guarda-pó, luvas e sapatos fechados com sola de borracha

2. Use sempre guarda-pó com mangas compridas. Use luvas e sapatos fechados com sola de borracha.

Regras Básicas de Segurança

Aprenda a usar o extintor

3. Aprenda a usar o extintor antes que um acidente aconteça.

Regras Básicas de Segurança

não fume, não coma ou beba quando estiver no laboratório

4. Não fume, não coma ou beba quando estiver no laboratório.

Regras Básicas de Segurança

evite trabalhar sozinho e fora das horas convencionais de trabalhos

5. Evite trabalhar sozinho e fora das horas convencionais de trabalhos.

Regras Básicas de Segurança

não jogue material insolúvel nas pias, use frascos de resíduos apropriados

6. Não jogue material insolúvel nas pias (sílica, carvão ativo, vidro, etc). Use frascos de resíduos apropriados.

Regras Básicas de Segurança

em caso de acidente, mantenha a calma, desligue os aparelhos, inicie o combate ao fogo e se for o caso chame os bombeiros

7. Em caso de acidente, mantenha a calma, desligue os aparelhos próximos, agitador magnético, manta aquecedora, estufas, mufla, entre outros e inicie o combate ao fogo, isole os inflamáveis e se for o caso chame os bombeiros.

Regras Básicas de Segurança

use máscara de proteção contra gases em locais de acidentes

8. Não entre em locais de acidentes sem uma máscara de proteção contra gases.

Regras Básicas de Segurança

verifique se está tudo em ordem e desligue tudo ao sair

9. Verifique se está tudo em ordem e desligue tudo ao sair do laboratório.

Regras Básicas de Segurança

use a cabine de segurança com protetor acrílico

10. Trabalhando com reações perigosas, explosivas, tóxicas ou cuja periculosidade você não está habituado, use a cabine de segurança com protetor acrílico  tenha sempre um extintor por perto.

Regras Básicas de Segurança

coloque o lixo em recipientes adequados

11. Nunca jogue no lixo os resíduos de reações químicas. Coloque-os em recipientes adequados.

Regras Básicas de Segurança

procure um médico indicando o produto utilizado

12. Em caso de acidente (por contato ou ingestão de produtos químicos) procure um médico indicando o produto utilizado.

Regras Básicas de Segurança

se atingir os olhos, abra bem as pálpebras e lave em água corrente

13. Se atingir os olhos, abra bem as pálpebras e lave em água corrente.

Regras Básicas de Segurança

retire a roupa impregnada e lave a pele com bastante água

14. Atingindo outras partes do corpo, retire a roupa impregnada e lave a pele com bastante água.

De maneira geral, as medidas de segurança para os riscos em laboratório envolvem: Conhecimento da Legislação Brasileira de Biossegurança. O conhecimento dos riscos pelo manipulador envolvem diretamente as regras básicas de segurança em laboratório.

Algumas Boas Práticas para um Laboratório Seguro

  • Lavar as mãos na entrada e saída do laboratório.
  • Nunca fumar, mascar chicletes, brincar no laboratório.
  • Começar as práticas somente depois de devidamente equipado.
  • Nunca improvisar.
  • Somente permitir entradas de pessoas no ambiente laboratorial que sejam necessárias a realização da prática.
  • Ter informações prévias sobre os aparatos e equipamentos.
  • Leitura prévia da FISPQ para começar a manusear substâncias. (FISPQ - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725).

Essas são algumas práticas para o bom funcionamento de um laboratório, sabemos da diversidade de tipos de laboratório e suas especificações, usamos este post para exemplificar um modelo básico para sala de aula podendo acrescentar e ou retirar itens para o seu funcionamento.

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Componentes de um Microscópio

Componentes de um Microscópio

Este é um post para você observar as instruções de funcionamento e manuseio corretos dos componentes de um microscópio ótico.

Os componentes do microscópio são:

componentes de um microscópio

componentes de um microscópio

Ocular, Cabeça de visualização, Braço, Revolver, Objetivas, Grampo ou Pinça, Platina, Placa do diafragma da Iris, Botão de ajuste do foco macro, Botão de ajuste do foco micrométrico, Coletor de luz, Base, Pés de borracha.

Os cuidados no uso do microscópio:

limpeza do microscopio

limpeza do microscopio

a) Nunca forçá-lo; Todas as conecções devem funcionar suavemente.

b) As lentes da objetiva nunca devem tocar a lâmina. Portanto, nunca focalizar abaixando o canhão com o parafuso macrométrico olhando para a ocular;

c) Não tocar as lentes. Se estiverem sujas, limpe-as com algodão, swab ou com pano para a limpeza;

d) Limpar sempre a objetiva de imersão após o uso. Se o óleo ficar endurecido, aplique um pouco de xilol sobre o algodão. Muito cuidado, pois o excesso de xilol pode dissolver o cimento das lentes;

e) Não esquecer a lâmina no microscópio após o uso;

f) Manter a platina sempre limpa e seca. Limpe-a com o material apropriado.

g) Não inclinar o microscópio, quase todas as técnicas empregadas exigem que a lâmina seja analisada sempre na posição horizontal;

h) Quando o microscópio não estiver em uso, guarde-o coberto em sua caixa;

i) Habitue-se a desligar a fonte de luz quando não estiver utilizando o microscópio.

Para a visualização do microscópio óptico é necessária a utilização de um instrumento de precisão, constituído por uma parte mecânica e outra óptica.

Parte mecânica: corpo ou braço do microscópio apoiado em uma base metálica. A extremidade superior do braço articula-se com o canhão (tubo metálico que suporta as lentes).

Explicando os componentes básicos do microscópio

visualização da lamina 01

visualização da lamina 01

Na parte inferior do canhão estão as objetivas, estas são rosqueadas em um dispositivo (revólver) Entre o canhão e a base existe uma plataforma metálica (mesa ou platina do microscópio) Sobre a platina é colocada a lâmina com a preparação a ser examinada Charriot: dispositivo que auxiliar no deslocamento da lâmina (para percorrer todo o campo).

lentes 10mm 40mm 100mm

lentes 10mm 40mm 100mm

Parte óptica: lentes e sistema de iluminação. Lentes: Oculares: através delas que o observador olha (geralmente aumento de 10x) Objetivas: conjunto de lentes. A maioria dos microscópios possuem 3 objetivas (4x; 10x; 40x) e uma objetiva de imersão (100x)
Objetiva de imersão: dá maior aumento e permite ver o objeto com mais nitidez ao se colocar uma gota de óleo de cedro ou óleo mineral sobre a preparação e baixar a objetiva sobre a lâmina (os raios luminosos não sofrem desvios).

Sistema de iluminação: representado pelo condensador, que dirige os raios de luz para o objeto. Este possui um diafragma com a finalidade de controlar a quantidade de luz desejada.

Cuidados com o microscópio após o uso

Nunca soprar as lentes para retirar a poeira, pois micropartículas de saliva podem se depositar nas lentes.
Nunca usar lenços faciais para limpeza de lentes, pois estes podem conter filamentos de vidro que riscam a lente.
Poderão ser usados tecidos de linho ou algodão hidrófilo.
Nunca limpar as lentes com o tecido especial para limpeza de lentes a seco.
Seguir rigorosamente as instruções do fabricante do equipamento quanto ao uso de solventes para a limpeza.
Nunca usar álcool para limpeza de lentes, pois a cola usada na montagem das mesmas é frequentemente solúvel em álcool.

limpeza da superfície óptica 01

limpeza da superfície óptica 01

Utilizar o swab em movimento espiralado para facilitar a limpeza.

limpeza da superfície óptica 02

limpeza da superfície óptica 02

Primeiro em movimentos do centro até a borda.

limpeza da superfície óptica 03

limpeza da superfície óptica 03

Em seguida da borda até o centro.

limpeza da superfície óptica 04

limpeza da superfície óptica 04

Não fazer movimentos em zig zag pois eles podem danificar a superfície da lente e também espalhar o resíduo do óleo de imersão.

Siga as recomendações listadas abaixo:

Limpar o óleo residual das objetivas ao final de cada uso com algodão hidrófilo, com um swab ou uma flanela macia, umedecido em xilol ou em éter-acetona 1:1.
Nunca deixar os orifícios de conexão das objetivas e oculares abertas.
Mantê-los fechados por plug de proteção adequados ou com as próprias oculares ou objetivas.
Não tocar nas lentes com as mãos.
Somente usar óleo de imersão que atenda a especificação estabelecida pelo fabricante.
Nunca usar óleo de imersão para trabalhos com objetivas que não sejam de imersão. Estes óleos danificam as substâncias de montagem destas objetivas.
Os microscópios devem ser colocados em superfícies livres de vibrações e não são recomendadas mudanças de localização.

Uso do microscópio:

refração

refração

a) Coloque a amostra a ser analisada sempre na parte superior, coloque a lâmina sobre a platina, tomando o cuidado para que a parte a ser examinada esteja bem no centro;
b) Ajuste a iluminação de forma que passe maior quantidade possível de luz através da amostra;
c) Coloque a objetiva de menor aumento e abaixe o canhão utilizando o parafuso micrométrico até que a lente esteja cerca de 0,5 cm da lâmina. Nunca efetue esta operação olhando pela ocular;
d) Olhar pela ocular e levantar levemente o canhão até obter uma focalização grosseira. Se não conseguir, repita a operação;
e) Após focalizar grosseiramente, utilize o parafuso micrométrico para uma focalização fina;
f) Acerte a quantidade de luz, movimentando o diafragma. A iluminação deve ser adequada, nem fraca nem excessiva. Nunca movimente o condensador para baixo para diminuir a quantidade de luz. O condensador deve estar sempre em posição elevada;
g) Para um aumento maior, gire o revolver e utilize a objetiva com aumento de 40X.

Reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação com o diafragma.

refração na objetiva

refração na objetiva

h) Para utilizar a objetiva 100X, é necessário a colocação de uma gota de óleo sobre a lâmina depois da perfeita focalização com as objetivas de aumento 10X e 40X. Observando lateralmente, gire o revolver até encaixar a objetiva de aumento 100X, ficando esta imersa no óleo e sem que a lente toque na lâmina. A seguir, reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação. Nunca tente focalizar diretamente com as objetivas de maior aumento.

componentes de um microscópio 02

componentes de um microscópio

O manuseio correto dos equipamentos são o alicerce de um bom trabalho em laboratório; A atenção sempre em primeiro lugar, a organização, o conhecimento técnico, a perfeita execução dos procedimentos técnicos, a limpeza e principalmente um bom microscópio.

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Diagrama de Hommel

O diagrama de Hommel ou diamante do perigo ou diamante de risco, é conhecido pelo código NFPA 704, é uma simbologia empregada pela Associação Nacional para Proteção contra Incêndios dos EUA (National Fire Protection Association). Nela, são utilizados quatro quadrados sobrepostos em cores diferentes (branco, azul, amarelo e vermelho) que representam os tipos de risco em graus que variam de 0 a 4, cada qual especificado por uma cor, riscos específicos, risco à saúde, reatividade e inflamabilidade.

Utilizada para rotular produtos, ela é permite num simples relance, saber a informação sobre o risco representado pela substância contida.

As quatro divisões são codificadas por cores, com o azul indicando o nível de perigo para a saúde, o vermelho indicando o nível de inflamabilidade, o amarelo a reatividade e branco contendo códigos especiais para riscos exclusivos de cada composto.

Cada uma das cores é taxada em uma escala de 0 (sem risco, substância normal) a 4 (risco sério ou grave).

Informações para o preenchimento do Diamante de Hommel ou Diamante do Perigo:

Diagrama de Hommel

Diagrama de Hommel

Cor azul – Riscos à Saúde

4 – Substância Letal
3 – Substância Severamente Perigosa
2 – Substância Moderadamente Perigosa
1 – Substância Levemente Perigosa
0 – Substância Não Perigosa ou de Risco Mínimo

Cor vermelha – Inflamabilidade

4 - Gases inflamáveis, líquidos muito voláteis (Ponto
de Fulgor abaixo de 22°C)

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Rádio, elemento químico e os milagres radioativos

Rádio, elemento químico e os milagres radioativos

Pierre e Marie Curie

Pierre e Marie Curie

Rádio, o elemento químico foi descoberto pelo casal Pierre e Marie Curie no final do século 19. Devido à ignorância e a crendices sem sentido, foram atribuídas propriedades quase milagrosas ao elemento e deixou no mundo a sensação de que uma nova era havia chegado.

Ainda com pouca pesquisa, o mundo foi tomado por uma série de produtos, cosméticos, tônicos, chás, sais de banho e até chocolates radioativos.
Todos alardeados pelas suas propriedades curativas.

radithor

radithor

Radithor foi um medicamento bem conhecido feito com água destilada três vezes contendo, no mínimo, 1 microcurie (Curie é uma unidade de medida de radioatividade) de Rádio 226 e de seu isótopo 228. Radithor  foi fabricado entre 1918 e 1928 pelo Bailey Radium Laboratories. Foi anunciado como “A luz do Sol perpétua” e dizia-se que curava câncer de estômago, doenças mentais e ajudava a restaurar a energia sexual e a vitalidade.

Eben Byers

Eben Byers

O milionário, atleta e industrial americano, Eben Byers era graduado em Yale, e presidente da Girard Iron Company, após uma contusão no braço no jogo anual de futebol Harvard-Yale, em 1927, tornou-se um ávido consumidor de Radithor, tomando três frascos ao dia por cerca de um ano e meio. Morreu em 31/03/1931 com uma dor torturante de um câncer na mandíbula, seus ossos faciais haviam se desintegrado, traumatizando a sociedade norte-americana, abalando a crença na “terapia suave do rádio” nos Estados Unidos e iniciando a sua proibição.

compressa radioativa

compressa radioativa

Compressa radioativa “Cosmos Radioactive Pad” (1928). Nos anos 1920, foram muito comuns propagandas destas compressas e almofadas radioativas destinadas ao tratamento de artrite, neurite, asma, bronquite, insônia… Produtos que tinham a característica de permitir “que as propriedades curativas do rádio estivessem ao alcance de todos” dado ao seu baixo preço. Alguns fabricantes recomendavam que o produto fosse exposto ao sol por alguns minutos para “ativar suas propriedades terapêuticas”.

Tho Radia cosméticos

Tho Radia cosméticos

Cosméticos – No início da década de 30, na França, a indústria cosmética lançou a marca de cosméticos Tho-Radia. O creme composto por uma base tório e rádio foi um grande sucesso em Paris, prometendo propriedades curativas e embelezadoras. A radioatividade de Tho-Radia era fornecida por 0,5g de cloreto de tório e 0,25mg de brometo de rádio para cada 100g de creme e era anunciado como uma criação do Dr. Alfred Curie, que nada tinha a ver com o casal Curie e que provavelmente nunca existiu.

revigator

revigator

Água radioativa – Jarras de cerâmica radioativas também eram comuns na época. Deixar a água para “radiar” de um dia para o outro era prática corriqueira (adicionar radônio à água potável). O mais bem sucedido dos sistemas para radiar água foi o “Revigator”, fabricado nos Estados Unidos. O folheto dizia: “Os resultados superam as dúvidas.” “Os milhões de raios penetram a água para formar esse saudável elemento que é a radioatividade. No dia seguinte, toda a família dispõe de 6 litros da autêntica e saudável água radioativa”. Um produtor de água mineral radioativa de Nova York afirmava ter 150 mil clientes.

Doramad pasta de dente

Doramad pasta de dente

Creme dental – “Doramad” foi produzido durante a Segunda Guerra Mundial pela, Auergesellschaft de Berlim. Na parte de trás do tubo lia-se: “A radioatividade aumenta as defesas dos dentes e gengivas. As células são carregadas com nova energia vital e os efeitos destrutivos das bactérias são impedidos. Ele lustra cuidadosamente, o esmalte dos seus dentes que são polidos e tornam-se brancos e brilhantes”.

radiendocrinator

radiendocrinator

O “Radioencrinator” foi desenvolvido para ser colocado sobre as glândulas endócrinas e aproveitar os seus benefícios. Num exemplo de uso, os homens eram informados assim: “colocar o aparato abaixo do escroto”.

chocolate radium

chocolate radium

Chocolate – comercializado na Alemanha entre 1931 e 1936. O “Radium” Chocolate era fabricado pela Burk & Braun e divulgado pelos seus “poderes rejuvenescedores”.

supositório vita radium

supositório vita radium

Supositórios – Produzido por uma companhia de Denver, no Colorado (EUA) este supositório garantia aos “homens fracos e debilitados” uma melhora rápida e eficaz, graças aos efeitos do Rádio. “Para garantir a privacidade de seus clientes o fabricante comprometia-se em enviá-lo em embalagem discreta”. ”Prove e sinta os resultados”, diziam os anúncios.

preservativos Radium Nutex

preservativos Radium Nutex

Preservativos – para revigorar sua vida sexual com preservativos “radioativos”.

cigarro NAC

cigarro NAC

Cigarro – placa NAC, assim como o outro modelo NICO clean, é uma placa de metal, do tamanho de um cartão de crédito, com um minério de urânio de baixo grau de um dos lados. Quando colocada em um maço de cigarros, emite íons para reduzir a nicotina, alcatrão e gases nocivos, sem afetar o sabor original do tabaco. Pelo menos é o que o fabricante alegava. E tinham uma patente para apoiá-los, a nicotina nos cigarros seria reduzida em 27% após uma exposição de quatro horas de um cartão, com uma atividade de 150 cpm (contagens por minuto) cm². A patente também descreve que o cigarro pode até gosto mais suave após o tratamento se a pessoa tivesse uma “língua sensível”.

produtos com rádio

produtos com rádio

Por outro lado, o termo “Radium” foi incorporado às marcas de um grande número de produtos, mesmo que estes produtos não tivessem realmente o rádio. A soda atômica “Zoé”, os novelos de “lã Oradium”, talco para bebês “Borate”, para combater a tuberculose “Tuberadine”, para hemorroidas “Supporadol”, para higiene íntima da mulher “Septoradol”, brilhantina “Tho Radia”, pomada oftálmica “Radio Bleu” e os sabonetes “Tho Radia”. Vendiam-se muitos produtos falsos, aproveitando a “febre” do rádio. Os efeitos mutagênicos da radiação, em particular o risco de câncer, foram descobertos em 1927 por Hermann Joseph Muller (1890-1967) e as autoridades da época proibiram o uso e a venda desses produtos, pelo consumo desenfreado ocasionando sérios riscos à saúde.

Pesquisa:
 Tho-Radia. Dictionnaire medical et phatique des soins de beauté. Paris: Author.
 Foster, O. D. (1920). Overcoming high resistance in marketing. Advertising & Selling. June 26, 29-30.
 Hairdresser and beauty trade. (1933). 41, 2. London.
 Madame Claire. (1937). The application of mud packs. Hairdresser and Beauty Trade. X(11). 9.
 Mould, D. Radiation history anecdotes. No 2: The mysterious Dr Alfred Curie.
 Rentetzi, M. (2007). Trafficking Materials and Gendered Experimental Practices.New York: Columbia University Press.
 http://histoireda.unblog.fr/2011/03/25/pouvoir-miraculeux-de-la-radioactivite/

http://mentalfloss.com/article/12732/9-ways-people-used-radium-we-understood-risks


http://atomicsarchives.chez.com/potions_radium.html
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Pepino Doce – A nova fruta

Pepino Doce

Recebemos um e-mail de Maria Anicia uma leitora de nosso blog moradora de São José, cidade vizinha de Florianópolis, Santa Catarina nos mostrando uma fruta de seu quintal com fotos e descrevendo com precisão todas as informações para pesquizarmos. Depois de muita investigação em textos e imagens conseguimos encontrar a fruta e com as informações que coletamos esperamos fazer uma postagem muito esclarecedora e interessante também para todos os leitores. Assim segue abaixo a publicação:

pepino doce

pepino doce

Pepino Doce
Solanum muricatum Ait.
Solanaceae
Nomes comuns: pepino doce, pepino, melão pêra, melão arbusto, pêra melão, melão andino.

É um arbusto perene originário da região andina da América do Sul, onde é cultivada há milhares de anos. Nas línguas nativas da região de origem, o fruto é conhecido por cachum ou xachum (em quechua) e por kachuma (em aimará). No nome científico Solanum muricatum, a palavra muricatum significa “áspero”, devido às saliências ásperas dos galhos.

Usos: Comestível e ornamental!
Cultivo: Fácil. Não resiste bem às geadas, Se cultiva como anual, mesmo sendo planta perene de curta duração.
Nativa: América Subtropical.
Família: Solanaceae.
Informação: Sabor intenso ao experimentar este delicioso “melão”, que sendo uma solanácea é da família dos tomates e não uma cucurbitácea como os melões!

Espécies relacionadas: Wonderberry (Solanum X burbanikii ), Tzimbalo (S. caripense ) , Lulita (S. pectinatum ), Lulo comun (S. pseudolulo ), Naranjilla (S. quitoense ), Jardim Huckleberry (S. scabrum ), Cocona (S . sessiliflorum );

Afinidade Distante: Árvore de tomate, Tamarillo (Cyphomandra betacea) , Casana (Cyphomandra Casana), tomate (Lycopersicon lycopsersicum), mexicana Husk Tomate, Tomatillo (Physalis ixocarpa), Cabo groselha, Poha Berry (Physalis peruviana) e outros.

Pepino Doce

Pepino Doce

Origem: O pepino doce é nativa das regiões andinas temperadas da Colômbia, Peru e Chile. A planta é pouco divulgada e os detalhes sobre sua origem não são conhecidos. A fruta é cultivada comercialmente na Nova Zelândia, Chile e Austrália Ocidental. O pepino doce estava sendo cultivada em San Diego antes de 1889 e foi listada por Francisco Franceschi de Santa Barbara em 1897. Cultivos melhorados foram importados para a Califórnia, da Nova Zelândia e em outros lugares mais recentemente.

pepino doce

mercado de Santiago – Chile

Adaptação: O Pepino Doce é uma planta bastante resistente que cresce em altitudes que variam de próximo ao nível do mar até 10.000 pés em suas regiões de origem. No entanto, cresce melhor em um clima mais quente, relativamente temperado. A planta irá sobreviver a uma temperatura de -2 até -3 °C se o congelamento não for prolongado, mas pode perder muitas das suas folhas. Ela pode ser cultivada em muitas partes do centro e do sul da Califórnia, embora ela se cresça melhor em locais mais afastados da costa. Pepino Doce tem sido cultivado e tem frutificado nas áreas mais leves do norte da Califórnia. A planta é suficientemente pequena para ser cultivada de forma satisfatória num vaso.

Descrição: Hábito de crescimento: Pepino Doce é uma indefesa planta herbácea de pequeno ou médio arbusto com uma base amadeirada e raízes fibrosas. O crescimento é ereto ou ascendente a cerca de 3 metros de altura e vários metros de diâmetro. É semelhante nesses aspectos a uma pequena vinha de tomate e como o tomate pode precisar de tutoramento ou outro suporte.

Folha: As folhas verdes brilhantes são escassamente cobertas com muito pequenos pêlos. Na aparência o Pepino Doce é muito parecido com uma planta da batata, mas as folhas podem assumir muitas formas – simples e inteiras, lobadas, ou divididas.

Flores: As pequenas flores são em tons de azul, violeta – roxo ou branco marcado com roxo e são semelhantes em forma às flores de batata fechadas. O Pepino Doce é considerado partenocárpico (em botânica e horticultura, partenocarpia é a produção natural ou induzida artificialmente de frutos que se formam sem fertilização. Somente em raros casos as sementes irão se desenvolver), mas um muito mais pesado ​​resultado das culturas de autopolinização ou de polinização cruzada. As plantas não frutificaram até que as temperaturas noturnas estejam acima de 14°C.

pepino doce

pepino doce

Fruto: Também mostram uma considerável diversidade de tamanho e forma. Nas áreas de sua origem é pequeno, comprido e alongado com muitas sementes, enquanto outros são em formato de pêra ou com poucas ou muitas sementes em formato de coração. Outros são redondos, um pouco maior que uma bola de beisebol e completamente sem sementes. As cores também variam do verde e roxo sólido ou verde com listras roxas, ou de cor creme com ou sem listras roxas. Os frutos produzidos no país são geralmente redondos com cerca de 2 a 4 centímetros de comprimento, com alguns crescendo até 15 centímetros em forma de ovo. A pele é geralmente amarela ou verde arroxeada, muitas vezes com numerosas manchas escuras ou listras. A polpa vai do esverdeado ao branco e do amarelo ao laranja. A qualidade dos frutos é moderadamente doce, refrescante e suculenta com um sabor e aroma semelhante a uma combinação de melão e pepino. Em variedades pobres do fruto pode haver um desagradável “gosto amarrado”. O fruto amadurece de 30 a 80 dias após a polinização.
Cultura.

Localização: A planta gosta de um local ensolarado ou semi-sombreado, abrigada dos ventos fortes. Ela se arranja bem quando plantada ao lado de uma parede virada ao sul ou em um pátio.

Solo: O Pepino Doce cresce melhor num terreno com drenagem (mas não muito fértil), solo neutro (pH de 6.5-7.5 ). Não é tão tolerante a salinidade como o tomate. A cobertura vegetal vai ajudar a suprimir o crescimento de ervas daninhas.

Irrigação: O Pepino Doce é muito sensível à umidade, espalha o seus sistemas radiculares (raízes) e são bastante superficiais. Técnicas de irrigação são fundamentais para a saúde das plantas, também para a polinização, frutificação e qualidade da colheita de frutas. Alguns produtores acham que aspersão aérea pode até favorecer o aumento da polinização. Microjatos são melhores para levar a umidade do que de irrigação por gotejamento.

Fertilização: Deve ser fertilizada de maneira semelhante ao tomate, a mistura em alguns estrumes para o local da instalação de várias semanas antes e completando com um granulado de fertilizante NPK 5-10-10, conforme necessário. Os solos que são muito ricos produzem um crescimento vegetativo vigoroso, que pode levar à redução da frutificação e qualidade, além de um aumento dos problemas de pragas.

Poda: Poda do Pepino Doce não é necessária a menos que a planta seja criada em uma treliça. Neste caso, tratá-la como uma videira tomate. Abrindo os frutos sob a luz aumenta a segmentação da cor roxa e melhora a aparência geral.

pepino doce

pepino doce

Proteção Geada: Em áreas onde a geada pode ser um problema, forneça alguma proteção à planta como um contrapeso ou plante-a ao lado de uma parede ou de um edifício para ter proteção suficiente. Plantas individuais são pequenas o suficiente para ser facilmente cobertas durante as ondas de frio, colocando lonas plásticas, sobre uma armação e em torno delas. Coberturas de plástico também irão fornecer alguma proteção contra geadas para plantações maiores. Espécimes em vasos podem ser levados para uma área longe do frio extremo.

Propagação: O Pepino Doce pode ser cultivado a partir de sementes, mas normalmente é propagada vegetativamente a partir de estacas. Três a cinco polegadas de estacas são tomadas deixando 4 ou 5 folhas na extremidade superior . O tratamento com hormônios de enraizamento vai ajudar a aumentar a uniformidade no enraizamento e desenvolvimento de sistemas radiculares mais pesados. As estacas são colocadas como um meio rápido de drenagem e colocados sob neblina ou legalmente protegidas contra perda excessiva de água. Aquecimento inferior também é útil. Com as condições certas a maioria das estacas raiz rapidamente e estão prontos para envasamento em recipientes individuais. Estacas enraizadas estabelecidos depois que o perigo de geadas (fevereiro a abril) deve ser grande o suficiente para começar a floração logo após o plantio. A fruta terá, então, tempo para crescer e amadurecer durante os meses quentes de verão. Quando plantadas, recomenda-se um espaçamento de cerca de 2 a 3 pés entre arbustos.

Pragas e Doenças: A planta é afetada por muitas das doenças e pragas que afligem os tomates e outras solanáceas, incluindo mancha-bacteriana, antracnose e pragas causadas por Alternaria spp e Phytophthora spp. As várias pragas incluem ácaros, corte verme, bicho-mineiro, pulga besouro, escaravelho e outros. Mosca de fruta é uma praga séria. Plantas cultivadas na estufa são particularmente susceptíveis ao ataque de ácaros, moscas brancas e pulgões.

pepino doce

pepino doce

Colheita: frutas individuais não devem ser colhidas até que estejam completamente maduras para garantir o sabor e o maior teor de açúcar. As cores de fundo de muitos frutos maduros vão do amarelo ao laranja claro. A fruta madura se machuca de forma fácil e requer um tratamento cuidadoso. Esses frutos devem ser bem guardados em 3 a 4 semanas em torno de 3°C sob umidade relativamente alta. Fruta destinada para mercados distantes são colhidas no início, pouco antes de maturação completa. Como se vê este passa a ser um bom momento para colher os frutos. Estudos têm mostrado que a fruta no grau médio de maturação tem o melhor desempenho em armazenamento a frio. Frutos demasiado maduros sofrem mais com problemas fisiológicos, como escurecimento interno, descoloração e desidratação. Se colhidos demasiado cedo, tem maturação e desenvolvimento insuficiente de sabor e doçura. O pepino doce é comumente consumido fresco e refrigerado é muito parecido com um melão.

pepino doce

pepino doce

Potencial Comercial: O Pepino Doce é uma cultura comercial de sucesso em vários países, como Nova Zelândia e Chile; não parece haver nenhuma razão que não se possa encontrar um nicho no país para vender no mercado interno a produção de pequenos produtores. O fruto é extremamente atraente e sua capacidade de armazenamento e prazo de validade permite uma grande flexibilidade na comercialização. Para uma boa aceitação no mercado é importante escolher o cultivo com o fruto mais doce e saboroso. Criação adicional e a seleção também são necessárias para melhorar ainda mais essas qualidades.

pepino doce

Pepino doce – tipo Colossal

Tipo Colossal:
Frutas grandes, principalmente com marcações de roxo na cor creme. Muito suculentas e doces, com sabor de melão, especialmente quando maduras. Auto-férteis, mas produz frutos maiores quando a polinização for cruzada.

pepino doce

pepino doce – tipo Equatoriana Ouro

Tipo Equatoriana Ouro:
Cultivado na América do Sul produz boas colheitas de frutas com gosto de pera durante um longo período vegetativo. A fruta tem uma cor atraente, sabor bem marcado e se sustenta bem na planta. Auto-férteis, mas devem ser descompostas para um melhor tamanho do fruto.

Tipo Miski Prolific:
Difundida na Nova Zelândia em 1982 a partir de material coletado no Chile. De médio a grande porte, frutas em forma de ovo com listras roxas regulares. Às vezes, produzem frutos com outro sabor além do identificado pela sua cor creme- verde. Um dos dois principais cultivos comerciais na Nova Zelândia é o Miski Prolific, originado em San Jose, na Califórnia por Nancy Garrison, cultivada como uma muda da Nova Zelândia.

Tipo Miski Fruit:
Cor creme com um brilho fraco de salmão, levemente listrada com roxo. Polpa salmão densa. Sabor intenso, doce e aromático, sem gosto amarrado. Poucas sementes ou nenhuma. Amadurece cedo. A planta cresce bem sem polinização.

Tipo Nova Iorquino:
Introduzido na Califórnia por Vincent Rizzo a partir de material obtido no Chile. Frutas ovaladas de porte médio a grande. Pele amarela dourada suave quando madura, com destaque listrado em roxo. Polpa firme, suculenta, amarelo-laranja. Sabor doce, praticamente livre do gosto amarrado. Poucas sementes. Mantém-se durante várias semanas. Define bem as frutas sem polinização cruzada.

Tipo Rio Bamba:
Originado em Vista, Califórnia por Patrick J. Worley. Com o nome da cidade no Equador onde planta original foi coletada. Frutos de tamanho médio, fortemente listrado com roxo. Excelente sabor. Crescimento tipo trepadeira, criando um excelente escalador.

Tipo Dark:
Folhas com veias avermelhadas ou púrpuras, caule roxo. Flores mais escuras do que o normal, criando uma excelente apresentação.

Tipo Tentação:
Introduzido pela Association of Western Australia das Nurserymen. Grande, com frutos de alta qualidade.

pepino doce

pepino doce – tipo Toma

Tipo Toma:
Introduzido na Nova Zelândia a partir de espécies do Chile, em 1979, lançado lá em 1983. Fruto oval de tamanho médio, 4 centímetros de comprimento, 3 cm de diâmetro, pontiaguda, parte superior arredondada. Pele lisa, quando madura, destaque listrado com roxo escuro cor creme. Polpa firme, de cor creme clara, muito suculenta.  Sabor doce e refrescante, com ligeiro gosto amarrado. Sementes geralmente presentes. Mantendo a qualidade excelente. Um cultivo de exportação importante no Chile.

Tipo Vista:
Originado em Vista, Califórnia por Patrick J. Worley. Um cruzamento de Rio Bamba e uma muda da América do Sul. Frutos de tamanho médio têm bom sabor e aroma. Planta vertical, bastante compacta de grande vigor, auto-férteis e rendimento lento. Verde brilhante, folhas longas de 3 polegadas.

bibliografia:
Butterfield , Harry M. The History of subtropical fruits and nuts in California. University of California Agricultural Experiment Station. 1963.
Facciola, Stephen. Cornucopia: a source book of edible plants. Kampong Publicações, 1990. 435-436.
Heiser, Charles B. Jr. The Fascinating World of the Nightshades. Dover Publications, 1987. Republication of the 1969 edition. pp 123-127.
National Research Council. Lost Crops of the Incas. National Academy Press, 1989.
Tankard , Glen . Tropical fruit. Viking O’Neil, 1987. pp 84-85.

http://www.plantamundo.com/produto_completo.asp?IDProduto=572

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mel%C3%A3o-andino

 

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pH – Como medir o valor?

pH – Como medir o valor?

escala de ph

escala de ph

O pH pode ser determinado usando um medidor próprio, também conhecido como pHmetro, que consiste em um eletrodo acoplado a um potenciômetro. Esse medidor é um milivoltímetro com uma escala que converte o valor de potencial do eletrodo em unidades de pH. Este tipo de eletrodo é conhecido como eletrodo de vidro, que na verdade, é um eletrodo do tipo “íon seletivo”.

O pHmetro

Orville Arnold Beckman

Orville Arnold Beckman

Orville Arnold Beckman foi um industrial americano, investidor, inventor, químico e filantrópico, que nasceu no dia 10 de abril de 1900 e morreu em 18 de maio de 2004.

Arnold Beckman modelo pHMetro

Arnold Beckman – modelo de pHMetro

Em 1934 inventou o pHmetro, que consistia em um instrumento que realizava a medição de acidez ou basicidade de uma dada solução e que originalmente era chamado de “acidimeter”. Nessa época, o “acidimeter” pesava cerca de 7Kg. O primeiro pHmetro tinha um medidor de falha de concepção, em que as leituras de pH eram influenciadas pela profundidade de imersão dos eletrodos. Para solucionar este problema, Beckman resolveu selar de vidro a ampola do eletrodo.

Baseado em seu invento, fundou a Beckman Instruments Inc. em 1935. Em 1955 realizou uma divisão dessa empresa, criando o Shockley Semiconductor Laboratory, que se estabeleceu perto de Mountain View, na California. Esse laboratório possibilitou uma série de pesquisas e trabalhos com semicondutores de silício, dando origem ao chamado “Vale do Silício”.

Como determinar o pH ?

Ele pode ser determinado indiretamente pela adição de um indicador de pH na solução em análise, que altera a cor conforme a acidez ou basicidade da solução. Alguns indicadores comuns são a fenolftaleína, o alaranjado de metilo e o azul de tornassol.

Outro indicador muito usado em laboratórios é o chamado papel de tornassol (papel de filtro impregnado com tornassol). Este indicador apresenta uma ampla faixa de viragem, servindo para indicar se uma solução é nitidamente ácida (quando ele fica vermelho) ou nitidamente básica (quando ele fica azul).

papel indicador de ph

papel indicador de ph

Utiliza-se ainda em grande escala, o papel indicador universal, que é uma mistura de indicadores de pH em solução ou secos em tiras de papel absorvente. Essas tiras apresentam distintas cores para cada pH, em uma escala de 1 a 14. Tabelas com cores padrões das possibilidades de resultado do pH medido são fornecidas com as tiras, para que se possa determinar o valor por comparação da tabela com a cor obtida na tira embebida na solução a analisar.

Embora o valor compreenda uma faixa de 0 a 14 unidades, estes não são os limites para o pH. É possível valores acima e abaixo desta faixa, como exemplo, uma solução que fornece pH = -1,00, apresenta matematicamente -log [H+] = -1,00, ou seja, [H+] = 10 mol/L-1. Este é um valor de concentração facilmente obtido em uma solução concentrada de um ácido forte, como o HCl.

fonte: Infopédia, Wikipédia, Wikipédia espanhol.
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A escala de pH

A escala de pH

O bioquímico Søren Peter Lauritz Sørensen nasceu em Havrebjerg no dia 9 de janeiro de 1868 e faleceu em Copenhagen no dia 12 de fevereiro de 1939.
Realizou vários trabalhos sobre enzimas e proteínas e, em 1909, introduziu o conceito de pH para exprimir a concentração de íons de hidrogênio.

pH - Soren Peter Lauritz Sorensen

pH – Soren Peter Lauritz Sorensen

Sørensen formou-se em 1881 e até 1899, ano em que se doutorou, trabalhou no estudo da síntese inorgânica na Universidade Técnica da Dinamarca, em Copenhagen. Em 1900, Sørensen é convidado a dirigir o Laboratório Carlsberg, que é associado à cerveja Carlsberg, em Copenhagen. Neste laboratório, começa a realizar diversas experiências bioquímicas relacionadas com aminoácidos, proteínas e enzimas, com o objetivo de facilitar seus trabalhos no controle de qualidade de cervejas. Foi então que no meio dessas experiências, descobriu a medição do pH.

A escala de pH é uma maneira de indicar a concentração de íon de hidrogênio (H+) numa solução. Esta escala varia entre o valor mínimo 0 (acidez máxima), e o máximo 14 (acidez mínima ou basicidade máxima). A 25 °C, uma solução neutra tem um valor de pH = 7.

A letra “p”, da sigla pH, vem do alemão potenz, que significa poder de concentração.  Já o “h” vem do íon de hidrogênio (H+). Matematicamente o “p” equivale ao simétrico do logaritmo (cologaritmo) de base 10 da atividade dos íons a que se refere. Para íons H+:

pH= -log10[aH+]

Sendo que aH+ representa a atividade em mol/dm-3.
Em soluções diluídas (abaixo de 0,1 mol/dm-3), os valores da atividade se aproximam dos valores da concentração, permitindo que a equação anterior seja escrita da seguinte forma:

pH= -log10[H+]

Para que serve a escala de pH ?

escala de ph

escala de ph

A escala de pH é uma escala de valores e serve para determinar o grau de acidez ou de basicidade de uma dada substância. Varia entre 0 e 14, sendo o valor médio, o sete, correspondente a soluções neutras. Para valores superiores a 7 as soluções são consideradas básicas, e para valores inferiores a 7, serão ácidas.

A escala de pH foi rapidamente aceita pela comunidade bioquímica. Em 1914, a química alemã Leonor Michaelis (1875-1949) publicou um livro relacionado com o assunto. O uso da escala de pH tornou-se indispensável e em 1935 o químico norte americano Arnold Beckman criou o primeiro medidor portátil de pH. Fundou a Beckman Coulter e também fundou a primeira companhia para produzir transistores de silício, dando assim origem ao Vale do Silício.

fonte: Infopédia, Wikipédia, Wikipédia espanhol.
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garrafa de Klein

Felix Klein nasceu a 25 de Abril de 1849 em Düsseldorf, Prussia (atual Alemanha) e faleceu em 22 de Junho de 1925 em Göttingen, Alemanha e criou o conceito da garrafa de Klein.

Felix Klein

Felix Klein

Em 1908 criou a Comissão Internacional de Instrução Matemática, que padronizou o ensino de matemática no mundo. Trabalhou de 1908 até 1920 em uma pesquisa cujo objeto era a evolução da Educação Matemática em diversos países. A garrafa de Klein foi estudada em 1882.

Conhecida por suas “propriedades estranhas”, a garrafa de Klein é um objeto matemático que vive em um espaço de quatro dimensões embora possa ser visualizado em um espaço de três dimensões. A garrafa de Klein, um conceito da matemática bastante interessante, trata-se de uma superfície fechada sem margens e não orientável, isto é, uma superfície onde não é possível definir um “interior” e um “exterior”.

garrafa de Klein

garrafa de Klein

A garrafa de Klein pode ser construída no sentido matemático, porque esta não pode ser concebida fisicamente sem permitirmos que a superfície apresente uma intersecção com ela mesma pela junção de ambos os lados de duas tiras de Möbius. (A fita de Möbius é um espaço topológico obtido pela colagem das duas extremidades de uma fita, após efetuar meia volta numa delas. Deve o seu nome a August Ferdinand Möbius, que a estudou em 1858).

fita de Möbius

fita de Möbius

Construção da garrafa de Klein

garrafa de Klein

garrafa de Klein

O Diagrama acima mostra um quadrado, para construir a Garrafa de Klein cole as bodas azuis e vermelhas conforme a orientação das bordas. Precisamente, a Garrafa de Klein é o espaço quociente descrito como o quadrado [0,1] × [0,1], com as faces identificadas pelas relações:

(0, y) ~ (1, y) para 0 ≤ y ≤ 1
( x, 0) ~ (1 – x, 1) para 0 ≤ x ≤ 1

Quem construiu a garrafa de Klein

Mitsugi Ohno nasceu em 28 de Junho do ano de 1926 em Bato-machi, Tochigi-ken, no Japão. Graduou-se em seu curso elementar em 1939 e seus pais o enviaram para Tokyo, onde seria aprendiz de seu tio que havia adquirido a Companhia Takagi de instrumentos científicos em vidro. Durante a guerra Mitsugi trabalhou como soprador de vidro no departamento de pesquisa da Divisão de Suprimentos de Medicina Naval.

Mitsugi Ohno

Mitsugi Ohno

Mitsugi imigrou para os Estados Unidos, juntamente com sua esposa Kimiyo e seus filhos no dia 05 de Fevereiro de 1961, aos 35 anos. Ele foi para a Universidade Estadual de Kansas (KS) e o Professor Alvin B. Carwell lhe ofereceu a posição de soprador de vidro, onde desenvolveu as vidrarias usadas da universidade.

Nas horas vagas ele produzia esculturas de vidro em escala reduzida. Suas esculturas de vidro eram extremamente detalhadas e Mitsugi tornou-se conhecido na Universidade de Kansas por dizer: “Tudo aquilo que pode ser produzido com o vidro, sou capaz de fazer”.

O Professor Cardwell lhe fez um desafio: construir uma garrafa de Klein legítima em vidro. A garrafa de Klein foi inicialmente descrita no ano de 1822 pelo matemático alemão Felix Klein. Na matemática, a garrafa de Klein é uma superfície não-orientável ou informalmente, uma superfície na qual as noções de esquerda e direita ou acima e abaixo não podem ser definidas.

 

A garrafa de Klein pode ser construída (no sentido matemático, porque esta não pode ser concebida fisicamente sem permitirmos que a superfície apresente uma intersecção com ela mesma) pela junção de ambos os lados de duas tiras de Möbius. Enquanto a tira de Möbius consiste numa superfície com fronteiras, a garrafa de Klein é caracterizada como uma superfície sem fronteiras.

Após vários dias tentando, construir a garrafa de Klein com uma única abertura, Mitsugi afirmou que o objeto seria impossível de fabricar em vidro. Mas, algum tempo depois, a solução do problema foi revelada a ele num sonho e Mitsugi foi ao laboratório para soprar o vidro e fabricá-la. Essa foi a mais complexa obra de Mitsugi ao longo de sua carreira como soprador de vidro.

garrafa de Klein

garrafa de Klein

Sua primeira versão bem sucedida da garrafa de Klein em vidro encontra-se em exposição permanente na Galeria Mitsugi Ohno da Universidade Estadual de Kansas (KS). Mitsugi morreu no dia 22 de Outubro do ano de 1999.

 

 

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