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James Webb – O telescópio espacial que substituirá o Hubble

James Webb – O telescópio espacial que substituirá o Hubble

ilustração do telescópio espacial James Webb

ilustração do telescópio espacial James Webb

O Telescópio Espacial Hubble passou 17 anos tirando fotos de todo os cantos jamais vistos do universo e deve ser substituído por um outro projeto inicialmente denominado de Next Generation Space Telescope NGST, posteriormente chamado de Telescópio Espacial James Webb, (James Webb Space Telescope – JWST) com a previsão de lançamento para outubro de 2018.

O Telescópio Espacial James Webb é um projeto de missão não tripulada norte-americana da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA), com a finalidade de colocar no espaço um observatório para captar a radiação infravermelha. Como o Hubble, o James Webb observará o universo a partir do espaço, por isso, estará um passo à frente dos telescópios na Terra. Isso porque, na hora de captar a luz dos corpos celestes e formar imagens de cada um, esse telescópio não terá como obstáculo a atmosfera (camada de gases que envolve o nosso planeta e que interfere na concepção das fotos dos astros).

Como o Telescópio Espacial Hubble lançado pela NASA, o James Webb terá a missão de aprofundar o conhecimento sobre processos do nascimento de uma estrela, a evolução das galáxias e a formação das primeiras estruturas no Universo. Porém, o novo telescópio também conta com novos objetivos e equipamentos.

comparação dos espelhos primários dos Telescópios

comparação dos espelhos primários dos Telescópios

Enquanto o Hubble tem cerca de 13 metros de comprimento, quatro metros de largura e um espelho coletor de luz com quase 2,4m de diâmetro, o Telescópio Espacial James Webb – JWST, tem 22 metros de comprimento por 12 metros de largura e um espelho coletor com mais de 6,5m de diâmetro, permitindo-lhe cobrir uma área 15 vezes maior que seu antecessor e coletar 7 vezes mais luz.

Ao invés de usar o vidro convencional, a principal superfície refletora do James Webb emprega berílio em sua composição, um metal extremamente forte e leve, capaz de corroer a pele humana ao entrar em contato. Ele é revestido por uma camada de ouro extremamente fina, responsável por aprimorar a reflexão de raios infravermelhos, para completar, diversos espelhos menores (18 segmentos individuais de espelhos) vão ser utilizados para direcionar a luz ao espelho central do aparelho.

ilustração das distâncias dos telescópios

ilustração das distâncias dos telescópios

 

O Telescópio Espacial James Webb estará mais distante de nós, enquanto o Hubble está a 589km em órbita ao redor do planeta, o James Webb ficará a um milhão e meio de quilômetros de distância, acompanhando a Terra em seu movimento ao redor do Sol, mas sem girar em torno do nosso planeta. Além disso, mesmo a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, o telescópio poderia ser reparado por robôs ou mesmo astronautas.

Para que o Telescópio Espacial James Webb consiga sobreviver às baixas temperaturas do espaço, foi necessário o desenvolvimento de um metal que não existia na natureza, o “unobtanium”, material que apresenta resistência suficiente para permanecer intacto em condições extremas, incluindo o estresse pelo qual o aparelho passará em seu lançamento.

O James Webb – JWST vai contar com um escudo solar capaz de filtrar raios infravermelhos indesejados provenientes da Terra, da Lua e do Sol, responsável por bloquear a radiação produzida por instrumentos do próprio satélite. Como o material usado no dispositivo seria suficiente para preencher a área ocupada por cinco quadras de tênis, foi preciso que a NASA criasse um modelo com 30% do tamanho do satélite para testar a tecnologia em uma câmera criogênica.

O novo telescópio priorizará suas atenções para as luzes infravermelhas, ao contrário do Hubble, que está voltado para as luzes ultravioletas e as visíveis ao olho humano. Um telescópio captando luz infravermelha é importante porque somente assim poderemos identificar o que está escondido atrás ou dentro de nuvens de poeira cósmicas, como estrelas e planetas que acabaram de se formar. A luz infravermelha emitida por esses astros é a única que consegue atravessar essas nuvens. Além disso, objetos frios, como planetas, emitem infravermelho e para enxergar objetos distantes no Universo, também é preciso utilizar essa forma de luz, pois esses corpos celestes ficam “avermelhados” devido à expansão do Universo.

Com potente visão e posicionamento privilegiado, o Telescópio Espacial James Webb superará o Spitzer, atual telescópio espacial de infravermelho, em alcance e definição das imagens, tornando-se um instrumento de observação de grande utilidade para os cientistas. Esta é a aposta mais arriscada da NASA com o uso de novas tecnologias que ainda não foram testadas exaustivamente, muitos projetos estão sendo construídos ao redor deste projeto com mais de 100 companhias espalhadas por todo o mundo colaborando com a NASA, com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense na criação do telescópio cujos custos já ultrapassaram a casa dos 5 bilhões de dólares.

fontes:
Wikipédia;
hubblesite.org/;
www.esa.int/ESA;
www.asc-csa.gc.ca/eng/;
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Regras básicas de segurança em laboratório

Regras básicas de segurança em laboratório

Para trabalhar em um laboratório, você precisa conhecer os riscos a que é exposto e como melhorar suas condições de segurança.

Regras básicas de segurança em laboratório e recomendações gerais para o desenvolvimento de um trabalho experimental seguro, estão principalmente relacionadas com a organização. Isso significa que o tempo dedicado à organização racional das atividades desenvolvidas no laboratório irá contribuir na prevenção de riscos químicos, biológicos e de acidentes com a manipulação de equipamentos e materiais serão minimizados quando se obedecem as regras básicas de segurança em laboratório.

Regras que devem ser respeitadas em todos os laboratórios:

Regras Básicas de Segurança 01

Use óculos ou máscaras protetoras

1. Use os óculos ou máscaras protetoras, sempre que estiver no laboratório. Evite usar lentes de contato no laboratório.

Regras Básicas de Segurança

Use sempre guarda-pó, luvas e sapatos fechados com sola de borracha

2. Use sempre guarda-pó com mangas compridas. Use luvas e sapatos fechados com sola de borracha.

Regras Básicas de Segurança

Aprenda a usar o extintor

3. Aprenda a usar o extintor antes que um acidente aconteça.

Regras Básicas de Segurança

não fume, não coma ou beba quando estiver no laboratório

4. Não fume, não coma ou beba quando estiver no laboratório.

Regras Básicas de Segurança

evite trabalhar sozinho e fora das horas convencionais de trabalhos

5. Evite trabalhar sozinho e fora das horas convencionais de trabalhos.

Regras Básicas de Segurança

não jogue material insolúvel nas pias, use frascos de resíduos apropriados

6. Não jogue material insolúvel nas pias (sílica, carvão ativo, vidro, etc). Use frascos de resíduos apropriados.

Regras Básicas de Segurança

em caso de acidente, mantenha a calma, desligue os aparelhos, inicie o combate ao fogo e se for o caso chame os bombeiros

7. Em caso de acidente, mantenha a calma, desligue os aparelhos próximos, agitador magnético, manta aquecedora, estufas, mufla, entre outros e inicie o combate ao fogo, isole os inflamáveis e se for o caso chame os bombeiros.

Regras Básicas de Segurança

use máscara de proteção contra gases em locais de acidentes

8. Não entre em locais de acidentes sem uma máscara de proteção contra gases.

Regras Básicas de Segurança

verifique se está tudo em ordem e desligue tudo ao sair

9. Verifique se está tudo em ordem e desligue tudo ao sair do laboratório.

Regras Básicas de Segurança

use a cabine de segurança com protetor acrílico

10. Trabalhando com reações perigosas, explosivas, tóxicas ou cuja periculosidade você não está habituado, use a cabine de segurança com protetor acrílico  tenha sempre um extintor por perto.

Regras Básicas de Segurança

coloque o lixo em recipientes adequados

11. Nunca jogue no lixo os resíduos de reações químicas. Coloque-os em recipientes adequados.

Regras Básicas de Segurança

procure um médico indicando o produto utilizado

12. Em caso de acidente (por contato ou ingestão de produtos químicos) procure um médico indicando o produto utilizado.

Regras Básicas de Segurança

se atingir os olhos, abra bem as pálpebras e lave em água corrente

13. Se atingir os olhos, abra bem as pálpebras e lave em água corrente.

Regras Básicas de Segurança

retire a roupa impregnada e lave a pele com bastante água

14. Atingindo outras partes do corpo, retire a roupa impregnada e lave a pele com bastante água.

De maneira geral, as medidas de segurança para os riscos em laboratório envolvem: Conhecimento da Legislação Brasileira de Biossegurança. O conhecimento dos riscos pelo manipulador envolvem diretamente as regras básicas de segurança em laboratório.

Algumas Boas Práticas para um Laboratório Seguro

  • Lavar as mãos na entrada e saída do laboratório.
  • Nunca fumar, mascar chicletes, brincar no laboratório.
  • Começar as práticas somente depois de devidamente equipado.
  • Nunca improvisar.
  • Somente permitir entradas de pessoas no ambiente laboratorial que sejam necessárias a realização da prática.
  • Ter informações prévias sobre os aparatos e equipamentos.
  • Leitura prévia da FISPQ para começar a manusear substâncias. (FISPQ - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725).

Essas são algumas práticas para o bom funcionamento de um laboratório, sabemos da diversidade de tipos de laboratório e suas especificações, usamos este post para exemplificar um modelo básico para sala de aula podendo acrescentar e ou retirar itens para o seu funcionamento.

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garrafa de Klein

Felix Klein nasceu a 25 de Abril de 1849 em Düsseldorf, Prussia (atual Alemanha) e faleceu em 22 de Junho de 1925 em Göttingen, Alemanha e criou o conceito da garrafa de Klein.

Felix Klein

Felix Klein

Em 1908 criou a Comissão Internacional de Instrução Matemática, que padronizou o ensino de matemática no mundo. Trabalhou de 1908 até 1920 em uma pesquisa cujo objeto era a evolução da Educação Matemática em diversos países. A garrafa de Klein foi estudada em 1882.

Conhecida por suas “propriedades estranhas”, a garrafa de Klein é um objeto matemático que vive em um espaço de quatro dimensões embora possa ser visualizado em um espaço de três dimensões. A garrafa de Klein, um conceito da matemática bastante interessante, trata-se de uma superfície fechada sem margens e não orientável, isto é, uma superfície onde não é possível definir um “interior” e um “exterior”.

garrafa de Klein

garrafa de Klein

A garrafa de Klein pode ser construída no sentido matemático, porque esta não pode ser concebida fisicamente sem permitirmos que a superfície apresente uma intersecção com ela mesma pela junção de ambos os lados de duas tiras de Möbius. (A fita de Möbius é um espaço topológico obtido pela colagem das duas extremidades de uma fita, após efetuar meia volta numa delas. Deve o seu nome a August Ferdinand Möbius, que a estudou em 1858).

fita de Möbius

fita de Möbius

Construção da garrafa de Klein

garrafa de Klein

garrafa de Klein

O Diagrama acima mostra um quadrado, para construir a Garrafa de Klein cole as bodas azuis e vermelhas conforme a orientação das bordas. Precisamente, a Garrafa de Klein é o espaço quociente descrito como o quadrado [0,1] × [0,1], com as faces identificadas pelas relações:

(0, y) ~ (1, y) para 0 ≤ y ≤ 1
( x, 0) ~ (1 – x, 1) para 0 ≤ x ≤ 1

Quem construiu a garrafa de Klein

Mitsugi Ohno nasceu em 28 de Junho do ano de 1926 em Bato-machi, Tochigi-ken, no Japão. Graduou-se em seu curso elementar em 1939 e seus pais o enviaram para Tokyo, onde seria aprendiz de seu tio que havia adquirido a Companhia Takagi de instrumentos científicos em vidro. Durante a guerra Mitsugi trabalhou como soprador de vidro no departamento de pesquisa da Divisão de Suprimentos de Medicina Naval.

Mitsugi Ohno

Mitsugi Ohno

Mitsugi imigrou para os Estados Unidos, juntamente com sua esposa Kimiyo e seus filhos no dia 05 de Fevereiro de 1961, aos 35 anos. Ele foi para a Universidade Estadual de Kansas (KS) e o Professor Alvin B. Carwell lhe ofereceu a posição de soprador de vidro, onde desenvolveu as vidrarias usadas da universidade.

Nas horas vagas ele produzia esculturas de vidro em escala reduzida. Suas esculturas de vidro eram extremamente detalhadas e Mitsugi tornou-se conhecido na Universidade de Kansas por dizer: “Tudo aquilo que pode ser produzido com o vidro, sou capaz de fazer”.

O Professor Cardwell lhe fez um desafio: construir uma garrafa de Klein legítima em vidro. A garrafa de Klein foi inicialmente descrita no ano de 1822 pelo matemático alemão Felix Klein. Na matemática, a garrafa de Klein é uma superfície não-orientável ou informalmente, uma superfície na qual as noções de esquerda e direita ou acima e abaixo não podem ser definidas.

 

A garrafa de Klein pode ser construída (no sentido matemático, porque esta não pode ser concebida fisicamente sem permitirmos que a superfície apresente uma intersecção com ela mesma) pela junção de ambos os lados de duas tiras de Möbius. Enquanto a tira de Möbius consiste numa superfície com fronteiras, a garrafa de Klein é caracterizada como uma superfície sem fronteiras.

Após vários dias tentando, construir a garrafa de Klein com uma única abertura, Mitsugi afirmou que o objeto seria impossível de fabricar em vidro. Mas, algum tempo depois, a solução do problema foi revelada a ele num sonho e Mitsugi foi ao laboratório para soprar o vidro e fabricá-la. Essa foi a mais complexa obra de Mitsugi ao longo de sua carreira como soprador de vidro.

garrafa de Klein

garrafa de Klein

Sua primeira versão bem sucedida da garrafa de Klein em vidro encontra-se em exposição permanente na Galeria Mitsugi Ohno da Universidade Estadual de Kansas (KS). Mitsugi morreu no dia 22 de Outubro do ano de 1999.

 

 

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Anders Celsius

Anders Celsius

Anders Celsius

Anders Celsius

(1701 – 1744)

Na família de Anders Celsius, a ciência não era assunto estranho. Seu pai e seu avô eram matemáticos e um tio, botânico. O principal interesse de Celsius era a Astronomia. Tornou-se professor dessa ciência em 1 730 e, dez anos depois, foi encarregado de dirigir um observatório recém-construído. Foi o primeiro a estabelecer uma escala para classificar a magnitude das estrelas com base em medidas mais objetivas que a visão humana.

O trabalho mais conhecido de Anders Celsius, porém, não está ligado à Astronomia, mas sim à medição da temperatura. Em 1742, criou uma escala em que utilizava como pontos de referência a solidificação e a ebulição da água. De início, atribuiu valor zero para a ebulição e 100 para o congelamento. Um ano mais tarde, inverteria esses valores.

escala Celsius

escala Celsius

Por sua simplicidade, tal escala viria a se tornar praticamente universal. Durante muito tempo, foi chamada de escala centígrada, mas em 1948, por convenção internacional, decidiu-se mudar seu nome para escala Celsius. 

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Termodinâmica

A palavra termodinâmica vem do grego therme que significa “calor” e dynamis que significa “potência”.
A termodinâmica é o ramo da Física que estuda as causas e os efeitos de mudanças na temperatura, pressão e volume (e de outras grandezas termodinâmicas fundamentais em casos menos gerais) em sistemas físicos em escala macroscópica. A termodinâmica estuda o movimento da energia e como a energia cria movimento. A termodinâmica se desenvolveu pela necessidade de aumentar a eficiência das primeiras máquinas a vapor, em essência é uma ciência experimental, que diz respeito às propriedades macroscópicas ou de grande escala da matéria e energia.

desenho Robert Boyle

desenho Robert Boyle

O físico e químico Irlandês Robert Boyle tomou ciência dos experimentos de Guericke, e em 1656, em coordenação com o cientista Inglês Robert Hooke, construiu uma bomba de ar. Usando esta bomba, Boyle e Hooke perceberam uma correlação entre pressão, temperatura e volume. Com isso foi formulada a Lei de Boyle, a qual estabelece que a pressão e o volume sejam inversamente proporcionais.

desenho Robert Hooke

desenho Robert Hooke

Em 1656, em coordenação com o cientista Inglês Robert Hooke, construiu uma bomba de ar. Usando esta bomba, Boyle e Hooke perceberam uma correlação entre pressão, temperatura e volume.

microscopio de Robert Hooke

microscopio de Robert Hooke

Atribui-se ao cientista Robert Hooke, a invenção do microscópio.

Embora nesta época as máquinas fossem brutas e ineficientes, elas atraíram a atenção dos principais cientistas da época. Um destes cientistas foi Sadi Carnot, o “pai da termodinâmica“, que em 1824 publicou “Reflexões sobre a Potência Motriz do Fogo”, um discurso sobre o calor, potência e eficiência de máquina. O texto trouxe as relações energéticas básicas entre a máquina de Carnot, o ciclo de Carnot e a potência motriz. Isto marcou o início da termodinâmica como ciência moderna.

desenho Sadi Carnot

desenho Sadi Carnot

Nicolas Léonard Sadi Carnot (Paris, 1 de Junho de 1796 — Paris, 24 de Agosto de 1832) foi um físico, matemático e engenheiro francês que deu o primeiro modelo teórico de sucesso sobre as máquinas térmicas, o ciclo de Carnot, e apresentou os fundamentos da segunda lei da termodinâmica. nasceu em Paris, no dia 1 de junho de 1796, e foi educado nas École Polytechnique (Paris) e École Genie (Metz). Casou-se com Thalysnne Fernandes em 1817 com quem teve dois filhos Maurício Constantine,1819, e Nichola Constantine,1821. Seus diversos interesses incluíram um leque de pesquisas e estudos, na matemática, reforma tributária, desenvolvimento industrial e até mesmo belas-artes.

Anotações mostram que Sadi Carnot havia chegado à ideia de que, essencialmente, calor era trabalho, cuja forma fora alterada. Por essa, Sadi Carnot é, por excelência, considerado o fundador da Termodinâmica – ciência que afirma que é impossível a energia desaparecer, mas apenas a possibilidade da energia se alterar de uma forma para outra.

A possibilidade de interconversão entre calor e trabalho possui restrições para as chamadas máquinas térmicas. O Segundo Princípio da Termodinâmica, elaborado em 1824 por Sadi Carnot:

Leis da Termodinâmica

As principais definições de grandezas termodinâmicas constam de suas leis:

Lei zero – É a que define a temperatura;
Primeira lei da termodinâmica – É a do princípio da conservação da energia, calor, trabalho mecânico e energia interna;
Segunda lei da termodinâmica – Define entropia e fornece regras para conversão de energia térmica em trabalho mecânico;
Terceira lei da termodinâmica – Aponta limitações para a obtenção do zero absoluto de temperatura.

Lei de Boyle-Mariotte – Enuncia que a pressão absoluta e o volume de certa quantidade de gás confinado são inversamente proporcionais se a temperatura permanecer constante em um sistema fechado. Em outras palavras, ela afirma que o produto da pressão e do volume é uma constante para uma devida massa de gás confinado enquanto a temperatura for constante. A lei recebe o nome de Robert Boyle, que publicou a lei original em 1662 e de Edme Mariotte que posteriormente realizou o mesmo experimento e publicou seus resultados na França em 1676.

desenho Mariotte

desenho Mariotte

Em um gráfico pressão x volume, sob uma temperatura constante, o produto entre pressão e volume deveria ser constante, se o gás fosse perfeito. Existe uma temperatura em que o gás real aparentemente obedece à lei de Boyle-Mariotte. Esta temperatura é chamada de temperatura de Mariotte.

 

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Placa de Petri

Os cientistas ficavam frustrados ao estudar culturas de células antes de 1877, os recipientes usados eram tigelas ou garrafas, mas era difícil de trabalhar e ficavam contaminados, quando Richard Petri criou o instrumento que hoje leva seu nome:

A Placa de Petri.

Placa de Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro, metal ou plástico que biólogos utilizam para a cultura de micróbios.

desenho de Julius Richard Petri

Julius Richard Petri nasceu em Barmen no dia 31 de maio de 1853 e morreu em Zeitz no dia 20 de dezembro de 1921, foi um importante bacteriologista alemão. Petri estudou medicina na Kaiser-Wilhelm-Academia para Médicos Militares de 1871 a 1875 e recebeu o diploma de medicina em 1876. Continuou os estudos no Hospital Charité em Berlim e serviu como médico militar até 1882.

Entre 1877 e 1879, foi designado para o Kaiserliches Gesundheitsamt (Gabinete Imperial de Saúde) em Berlim, onde se tornou assistente de Robert Koch médico, patologista e bacteriologista. Petri criou um recipiente redondo com tampa e de pequeno porte ( Placa de Petri), que fez o processo científico tornar-se fácil de executar, permitindo que as células amadurecessem rapidamente com o auxílio de uma mistura de crescimento, transformando-se em modelos mais simples para análise e desenvolveu a técnica de cultura em ágar para purificar e clonar colônias de bactérias derivadas de uma única célula. Com este avanço, foi possível identificar com rigor bactérias responsáveis por certas doenças.

Placa de Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro, metal ou plástico que biólogos utilizam para a cultura de micróbios.

Kit Clássico da Placa de Petri

Hoje a descrição de uma Placa de Petri ou caixa de Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro, metal ou plástico que biólogos utilizam para a cultura de micróbios. O nome foi dado a este instrumento de laboratório em honra Julius Richard Petri. Normalmente para ser usada em microbiologia a Placa de Petri é parcialmente cheia com um caldo líquido de ágar onde estão misturados alguns nutrientes, sais e aminoácidos, de acordo com as necessidades específicas do metabolismo do micróbio a estudar. Depois que o ágar se solidificar é colocado uma amostra contaminada pelo micróbio (alguns micróbios têm de ser colocados enquanto o ágar se encontra quente).

Placa de Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro, metal ou plástico que biólogos utilizam para a cultura de micróbios.

Placa de Petri empilhada

Placa de Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro, metal ou plástico que biólogos utilizam para a cultura de micróbios.

Placa de Petri – bactéria

As Placas de Petri modernas podem vir dotadas de anéis que seguram a tampa à base, quando empilhadas, para evitar deslizamentos.

 

Placa de Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro, metal ou plástico que biólogos utilizam para a cultura de micróbios.

Placa de Petri – germinação

Além deste uso (placa de ágar), a Placa de Petri é utilizada para observar a germinação das plantas e de grãos de pólen ou para observar o comportamento de pequenos animais, entre outros.

 

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Vidrarias e Equipamentos de Laboratório

Conheça mais sobre as vidrarias e equipamentos de laboratório.

As vidrarias de laboratório são em sua maioria, instrumentos de vidro cristal ou temperado, para que as medidas sejam precisas e o recipiente não reaja com a substância contida nele. Entretanto, as vidrarias e equipamentos de laboratório devem ser tratados com o maior cuidado possível, principalmente porque o vidro utilizado é mais trabalhado que quaisquer outros vidros, por isso mais caros.

Muito atraente o blog www.vidrariadelaboratorio.com.br . O blog traz informações significativas e é bem didático, facilitando a pesquisa para estudantes e pessoas interessadas, o conteúdo e as imagens também facilitam este trabalho. É muito bom podermos encontrar um site que contenha muitas informações sobre as vidrarias e equipamentos de laboratório.

 

vidraria e equipamentos de laboratório - medidor de pH

vidraria e equipamentos de laboratório – medidor de pH

 

vidraria e equipamentos de laboratório - Garra dupla para bureta

vidraria e equipamentos de laboratório – Garra dupla para bureta

vidraria e equipamentos de laboratório - Dessecador

vidraria e equipamentos de laboratório – Dessecador

vidraria e equipamentos de laboratório - Erlenmeyer

vidraria e equipamentos de laboratório – Erlenmeyer

vidraria e equipamentos de laboratório - Condensador

vidraria e equipamentos de laboratório – Condensador

vidraria e equipamentos de laboratório - Agitador Magnético

vidraria e equipamentos de laboratório – Agitador Magnético

 

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Meios de cultura

Meios de cultura

Meios de cultura

Meios de cultura consistem da associação qualitativa e quantitativa de substâncias que fornecem os nutrientes necessários ao desenvolvimento (cultivo) de microrganismos fora do seu meio natural. Além dos nutrientes é preciso fornecer condições favoráveis ao desenvolvimento dos microrganismos, tais como pH, pressão osmótica, umidade, temperatura, atmosfera, dentre outras.

Meios de cultura

meios de cultura

Os meios de cultura são classificados quanto ao estado físico em sólidos, quando contém agentes solidificantes, ágar (cerca de 1 a 2,0 %) semi-sólidos, quando a quantidade de ágar e ou gelatina é de 0,075 a 0,5 % e líquidos, sem agentes solidificantes, apresentando-se como um caldo, utilizados para ativação das culturas, repiques de microrganismos, provas bioquímicas, dentre outros.

Meios de cultura

Meios de cultura básicos são aqueles que permitem o crescimento bacteriano, sem satisfazer nenhuma exigência em especial.
Preparar meios de cultura – Caldo Simples

Formulação:
Extrato de carne………… 0,3 g
Peptona……………………. 1,0 g
ClorEto de sódio………… 0,5 g
Água destilada………….. 100,0 ml

O ágar simples é obtido adicionando-se 1,0 a 1,5 % de ágar-ágar ao meio de caldo simples (o meio pode ficar um pouco amolecido, a depender da qualidade do ágar). Aumentando-se a concentração de ágar para 2,0% o meio fica bem sólido e pode-se evitar que certos microrganismos se espalhem, como os Proteus (Proteus é um gênero de bactérias gram-negativas com coloração vermelha) da família Enterobacteriaceae).

Preparação dos equipamentos (vidrarias)
1. Pesar as substâncias e colocá-las em um béquer (a exceção do ágar).

Meios de cultura

vidrarias de laboratório

2. Acrescentar a metade dos 100 ml de água destilada ou desmineralizada, medida com uma proveta.
3. Dissolver os ingredientes em água agitando continuamente com um bastão de vidro ou com um agitador elétrico (uso de barra magnética), evitando a formação de espuma. Após a formação de uma suspensão homogênea, completar o volume do meio com o restante da água.
4. Quando necessário, dissolver os ingredientes do meio de cultura em banho-maria, vapor fluente em autoclave ou utilizando a chama do bico de Bunsen, ou chapa aquecedora elétrica, protegida com tela de amianto, ou ainda em forno de microondas, até a ebulição, agitando sempre. Evitar o aquecimento desnecessário.

Meios de cultura

banho maria retangular

5. Filtrar em papel de filtro qualitativo para retirar as impurezas.
6. Verificar o pH através de potenciômetro ou fita indicadora de pH e ajustar para 7,2 usando solução de ácido lático (0,1 %) ou hidróxido de sódio (1,0 N), com pipeta de 1 mililitro, gotejando aos poucos. O pH do “ágar simples” é ajustado antes da adição do ágar-ágar.
7. Distribuir 50 ml do meio em tubos de ensaio (5 a 7 ml por tubo).
8. Tamponar os tubos protegê-los com papel e amarrá-los com barbante.
9. Esterilizar em autoclavea 121°C (1 atmosfera de pressão) por 20 minutos. Deixar dois tubos sem esterilizar, incubá-los a 37°C por 24 a 48 horas, para constatar a necessidade de esterilização.
Observação: Alguns meios de cultura são preparados da mesma forma, porém se for necessário utilizar algumas substâncias termolábeis (uréia) ou que reajam com as substâncias dos meios (aminoácidos, açúcares), as mesmas são esterilizadas à parte ou por filtração utilizando Filtro Seitz ou Filtros contendo membranas (de nitrocelulose ou acetato de celulose) com poros de 0,22um de diâmetro (Millipore, Sartorius), e depois incorporadas, assépticamente, ao meio previamente esterilizado. Ainda, podem ser esterilizados por tindalização, também conhecida como esterilização fracionada (100°C por 1 hora por 3 dias consecutivos, intercalados por incubação entre 30 a 45°C), ou a 110°C por 10 a 15 minutos, a depender do tipo e carga microbiana.

mcientifica

 

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