Arquivos para a categoria Química

Oceanos

Oceanos são a grande massa de água que separa os continentes.

oceano - planeta

oceano – planeta

Os mares são diferentes dos oceanos pela dimensão e posição geográfica são considerados partes dos oceanos, localizando-se entre limites continentais, isto é, mar é uma larga extensão de água salgada ligada com um oceano. O termo também é usado para grandes lagos salgados que não tem saída natural, como por exemplo o Mar Cáspio e o Mar da Galileia. Os mares são menos profundos que os oceanos.

extensão dos oceanos

extensão dos oceanos

Os oceanos, que cobrem a maior parte da superfície terrestre, são: o oceano Atlântico, o oceano Pacífico, o oceano Índico, o oceano Glacial Ártico e o oceano Glacial Antártico.

Oceano Atlântico: Separa a Europa da América

oceano atlântico

oceano atlântico

O Oceano Atlântico, basicamente, é uma bacia imensa que se estende de norte a sul desde o oceano Glacial Ártico, ao norte, até o oceano Glacial Antártico, ao sul. Ocupa mais de 106 milhões de km2 de superfície total. O limite entre o Atlântico norte e o oceano Glacial Ártico foi estabelecido de forma arbitrária, com base em cordilheiras submarinas que se estendem entre as massas de terra da ilha de Baffin, Gronelândia e Escócia. Contudo, foi mais fácil marcar o limite com o mar Mediterrâneo na zona do estreito de Gibraltar, e com o mar do Caribe, ao longo do arco formado pelas ilhas do Caribe. O Atlântico sul está separado de forma arbitrária do oceano Índico pelo meridiano de 20° longitude E, e do Pacífico, a oeste, pela linha de maior profundidade que se estende entre o cabo de Hornos e a península Antárctica.

Oceano Pacífico: Banha a costa Oeste da América

oceano pacífico

oceano pacífico

O Oceano Pacífico é o mais extenso e profundo dos oceanos do mundo. Abrange mais de um terço da superfície da Terra e contém mais da metade do seu volume de água. O oceano Pacífico confina na sua parte oriental com os continentes da América do Norte e do Sul, ao norte com o estreito de Bering, a oeste com a Ásia, o arquipélago da Indonésia e a Austrália, e ao sul com a Antártida. Ao sudeste, é dividido do oceano Atlântico de forma arbitrária pela passagem de Drake, aos 68° longitude O. O Pacífico conta com uma área de cerca de 165 milhões de km2 e tem uma profundidade média de 4.282 m, embora o ponto máximo conhecido se encontre na Fossa das Marianas a 11.033 m de profundidade.

Oceano Índico: Banha parte da Ásia, África e Oceania

oceano índico

oceano índico

O Oceano Índico é o menor dos três grandes oceanos da Terra, limitado a oeste pela África, ao norte pela Ásia, a leste pela Austrália e pelas ilhas australianas, e ao sul pela Antártida. Não existem limites naturais entre o oceano Índico e o oceano Atlântico. Uma linha de 4.020 km ao longo do meridiano 20° E, que liga o cabo Agulhas, no extremo sul da África, à Antártida, costuma ser considerado o limite.

Oceano Glacial Ártico:  Localiza-se no Polo Norte

oceano ártico

oceano ártico

O oceano Glacial Ártico corresponde ao menor dos oceanos. O oceano Glacial Ártico estende-se ao sul do polo norte até as costas da Europa, Ásia e América do Norte.

Oceano Glacial Antártico: Localiza-se no Polo Sul

oceano antártico

oceano antártico

O Oceano Glacial Antártico é conhecido como o Oceano Austral e inclui águas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico. A maioria dos geógrafos consideram estas águas como extensões meridionais destes oceanos. Esta região é a única no mundo onde um barco pode navegar em linha reta, de leste para oeste, sem encontrar terra. O Antártico não tem nenhum continente a separá-lo. Este oceano tem como ponto mais estreito a passagem de Drake, com mil quilómetros de largura, entre a América do sul e a extremidade da Península Antárctica.

Importância dos oceanos

Os oceanos são extremamente importantes para o planeta, pois a vida se originou neles. São eles os grandes produtores de oxigênio, fato este que ocorre através das microalgas oceânicas, também regulam a temperatura do planeta, interferem na dinâmica atmosférica e diferenciam tipos climáticos. As águas oceânicas ocupam 71% da superfície da Terra, o que significa que desempenham um papel extremamente importante na vida do planeta. 

água no planeta

água no planeta

As interações entre o oceano e a atmosfera condicionam o clima mundial. Não só pela distribuição de calor no globo, através das correntes marinhas, como também pela sua importância no ciclo da água, pois no oceano existe 97% de toda a água. Neste ciclo contínuo, pode-se deduzir que uma gota de água permanece, em média, 9 dias numa nuvem, 2 horas num rio e 5000 anos no oceano antes de se evaporar.

oceanos no planeta

oceanos no planeta

Por outro lado, o oceano é fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta, pois cerca de 70% do oxigénio libertado para a atmosfera é produzido pelo fitoplâncton durante o processo fotossintético.

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Ciclo da água

molécula da água

molécula da água

Ciclo da água 

Modelo da molécula de água é composta por 2 átomos de Hidrogênio e 1 de Oxigênio (H2O). Temos a parte eletricamente negativa da molécula (na extremidade onde se encontra o Oxigênio) e a parte eletricamente positiva (onde estão os átomos de Hidrogênio). Por tal característica, a água é classificada como uma Molécula Polar. Moléculas que não possuem Polaridade são chamadas Apolares e não se dissolvem em água. 

estados físicos da água

estados físicos da água

A água é a única substância que existe, em circunstâncias normais, em todos os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) na natureza. A coexistência destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um estado para outro; esta sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera é chamada por ciclo hidrológico.

ciclo da água

ciclo da água

O ciclo da água, consiste no processo dinâmico de diferentes estágios da água. Para melhor compreensão deste ciclo podemos iniciar sua explicação através da evaporação da água dos oceanos. O vapor resultante da água do oceano é transportado pelo movimento das massas de ar. Este é um movimento infinito e circular. Sob determinadas condições, o vapor é condensado, formando as nuvens, que por sua vez resultam em precipitação, que pode ocorrer em forma de chuva, neve ou granizo. A maior parte fica temporariamente retida no solo, próxima de onde caiu, e finalmente retorna à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas e animais. Uma parte da água resultante, escoa sobre a superfície do solo ou através do solo para os rios, enquanto que a outra parte infiltra profundamente no solo e vai abastecendo os lençóis freáticos formando assim o ciclo da água mais uma vez.

Ao se formar nas nuvens um acúmulo de água muito grande, as gotas tornam-se cada vez maiores e a água se precipita, isto é, começa a chover. Em regiões muito frias da atmosfera, a água passa do estado gasoso para o estado líquido e, rapidamente, para o sólido, formando a neve ou os granizos (pedacinhos de gelo).

ciclo de água

ciclo de água

A água da chuva e da neve derretida se infiltra no solo, formando ou renovando os lençóis freáticos. As águas subterrâneas emergem para a superfície da terra, formando as nascentes dos rios. Assim o nível de água dos lagos, açudes, rios etc. é mantido. A água do solo é absorvida pelas raízes das plantas. Por meio da transpiração, as plantas eliminam água no estado de vapor para o ambiente, principalmente pelas folhas. E na cadeia alimentar, as plantas, pelos frutos, raízes, sementes e folhas, transferem água para os seus consumidores. Além do que é ingerido pela alimentação, os animais obtêm água bebendo-a diretamente. Devolvem a água para o ambiente pela transpiração, pela respiração e pela eliminação de urina e fezes. Essa água evapora e retorna à atmosfera. No nosso planeta, o ciclo de água é permanente.

O ciclo da água é de extrema importância para a manutenção da vida no planeta Terra. É através do ciclo da água que ocorrem a variações climáticas, determinando a criação de condições para o desenvolvimento de plantas, animais e o funcionamento de rios, oceanos e lagos.

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Água no Brasil

Água no Brasil

Água no Brasil

Água no Brasil

O Brasil detém 53% do manancial de água doce disponível na América do Sul e possui o maior rio do planeta (rio Amazonas). Os climas equatorial, tropical e subtropical que atuam sobre o território, proporcionam elevados índices pluviométricos.

recursos hídricos do Brasil

recursos hídricos do Brasil

No entanto, mesmo com grande disponibilidade de recursos hídricos, o país sofre com a escassez de água potável em alguns lugares. A água doce disponível em território brasileiro está irregularmente distribuída: aproximadamente, 80% dos mananciais estão presentes na região Amazônica, restando 16,7% para a região Centro-Sul e apenas 3,3% para a região Nordeste do país.

Água no Brasil

Água no Brasil

Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada que atinge regiões de mananciais.

Água no Brasil

Água no Brasil

Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água.

O agravante é a ausência de saneamento básico nas residências da população brasileira. Atualmente, 55% da população não tem água tratada nem saneamento básico. Políticas públicas deveriam ser desenvolvidas para reverter esse quadro. Análises indicam que para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o governo deixa de gastar R$ 5,00 em serviços de saúde, investimentos que proporcionam qualidade de vida para a população e economia aos cofres públicos a curto prazo.

Água no Brasil

Água no Brasil

Mais de 90% do território brasileiro tem chuvas abundantes durante o todo o ano e as condições climáticas e geológicas proporcionam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do semiárido brasileiro, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, tem sua distribuição de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, possui 80% da água superficial, enquanto no Sudeste, a relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.

Mesmo no Semiárido ou seja 10% do território brasileiro, que é quase metade dos estados do Nordeste, há diversos pontos onde a água é permanente, indicando que existem opções para solucionar problemas socioambientais atribuídos à seca.

Água no Brasil - desperdício

Água no Brasil – desperdício

Outro fator preocupante é a baixa eficiência das empresas de abastecimento se associa ao quadro de poluição: as perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de 64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. O saneamento básico não é implementado de forma adequada, já que 90% dos esgotos domésticos e 70% dos afluentes industriais são jogados sem tratamento nos rios, açudes e águas litorâneas, o que tem gerado um nível de degradação nunca imaginado.

Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, e dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) o desperdício assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos é desperdiçada no seu trajeto.

O que todos entendemos é que alguma coisa mais séria precisa ser feita para organizar o país para não pagarmos a todo momento os prejuízos de administrações incompetentes. Isso passa pela questão de escolhermos melhor desde o vereador e prefeito de nossa cidade, os deputados de nosso estado e o presidente do nosso país. Portanto quem é o responsável por tudo que está acontecendo somos todos nós; Eu, você que está lendo, todos que votam em troca de qualquer de favor, gente séria, gente honesta, corruptos e corruptores; Porque é assim que somos, essa soma de diferentes interesses e ideais, mas que precisamos construir uma cidade melhor, um estado melhor e assim um país melhor.

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Regras básicas de segurança em laboratório

Regras básicas de segurança em laboratório

Para trabalhar em um laboratório, você precisa conhecer os riscos a que é exposto e como melhorar suas condições de segurança.

Regras básicas de segurança em laboratório e recomendações gerais para o desenvolvimento de um trabalho experimental seguro, estão principalmente relacionadas com a organização. Isso significa que o tempo dedicado à organização racional das atividades desenvolvidas no laboratório irá contribuir na prevenção de riscos químicos, biológicos e de acidentes com a manipulação de equipamentos e materiais serão minimizados quando se obedecem as regras básicas de segurança em laboratório.

Regras que devem ser respeitadas em todos os laboratórios:

Regras Básicas de Segurança 01

Use óculos ou máscaras protetoras

1. Use os óculos ou máscaras protetoras, sempre que estiver no laboratório. Evite usar lentes de contato no laboratório.

Regras Básicas de Segurança

Use sempre guarda-pó, luvas e sapatos fechados com sola de borracha

2. Use sempre guarda-pó com mangas compridas. Use luvas e sapatos fechados com sola de borracha.

Regras Básicas de Segurança

Aprenda a usar o extintor

3. Aprenda a usar o extintor antes que um acidente aconteça.

Regras Básicas de Segurança

não fume, não coma ou beba quando estiver no laboratório

4. Não fume, não coma ou beba quando estiver no laboratório.

Regras Básicas de Segurança

evite trabalhar sozinho e fora das horas convencionais de trabalhos

5. Evite trabalhar sozinho e fora das horas convencionais de trabalhos.

Regras Básicas de Segurança

não jogue material insolúvel nas pias, use frascos de resíduos apropriados

6. Não jogue material insolúvel nas pias (sílica, carvão ativo, vidro, etc). Use frascos de resíduos apropriados.

Regras Básicas de Segurança

em caso de acidente, mantenha a calma, desligue os aparelhos, inicie o combate ao fogo e se for o caso chame os bombeiros

7. Em caso de acidente, mantenha a calma, desligue os aparelhos próximos, agitador magnético, manta aquecedora, estufas, mufla, entre outros e inicie o combate ao fogo, isole os inflamáveis e se for o caso chame os bombeiros.

Regras Básicas de Segurança

use máscara de proteção contra gases em locais de acidentes

8. Não entre em locais de acidentes sem uma máscara de proteção contra gases.

Regras Básicas de Segurança

verifique se está tudo em ordem e desligue tudo ao sair

9. Verifique se está tudo em ordem e desligue tudo ao sair do laboratório.

Regras Básicas de Segurança

use a cabine de segurança com protetor acrílico

10. Trabalhando com reações perigosas, explosivas, tóxicas ou cuja periculosidade você não está habituado, use a cabine de segurança com protetor acrílico  tenha sempre um extintor por perto.

Regras Básicas de Segurança

coloque o lixo em recipientes adequados

11. Nunca jogue no lixo os resíduos de reações químicas. Coloque-os em recipientes adequados.

Regras Básicas de Segurança

procure um médico indicando o produto utilizado

12. Em caso de acidente (por contato ou ingestão de produtos químicos) procure um médico indicando o produto utilizado.

Regras Básicas de Segurança

se atingir os olhos, abra bem as pálpebras e lave em água corrente

13. Se atingir os olhos, abra bem as pálpebras e lave em água corrente.

Regras Básicas de Segurança

retire a roupa impregnada e lave a pele com bastante água

14. Atingindo outras partes do corpo, retire a roupa impregnada e lave a pele com bastante água.

De maneira geral, as medidas de segurança para os riscos em laboratório envolvem: Conhecimento da Legislação Brasileira de Biossegurança. O conhecimento dos riscos pelo manipulador envolvem diretamente as regras básicas de segurança em laboratório.

Algumas Boas Práticas para um Laboratório Seguro

  • Lavar as mãos na entrada e saída do laboratório.
  • Nunca fumar, mascar chicletes, brincar no laboratório.
  • Começar as práticas somente depois de devidamente equipado.
  • Nunca improvisar.
  • Somente permitir entradas de pessoas no ambiente laboratorial que sejam necessárias a realização da prática.
  • Ter informações prévias sobre os aparatos e equipamentos.
  • Leitura prévia da FISPQ para começar a manusear substâncias. (FISPQ - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725).

Essas são algumas práticas para o bom funcionamento de um laboratório, sabemos da diversidade de tipos de laboratório e suas especificações, usamos este post para exemplificar um modelo básico para sala de aula podendo acrescentar e ou retirar itens para o seu funcionamento.

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Componentes de um Microscópio

Componentes de um Microscópio

Este é um post para você observar as instruções de funcionamento e manuseio corretos dos componentes de um microscópio ótico.

Os componentes do microscópio são:

componentes de um microscópio

componentes de um microscópio

Ocular, Cabeça de visualização, Braço, Revolver, Objetivas, Grampo ou Pinça, Platina, Placa do diafragma da Iris, Botão de ajuste do foco macro, Botão de ajuste do foco micrométrico, Coletor de luz, Base, Pés de borracha.

Os cuidados no uso do microscópio:

limpeza do microscopio

limpeza do microscopio

a) Nunca forçá-lo; Todas as conecções devem funcionar suavemente.

b) As lentes da objetiva nunca devem tocar a lâmina. Portanto, nunca focalizar abaixando o canhão com o parafuso macrométrico olhando para a ocular;

c) Não tocar as lentes. Se estiverem sujas, limpe-as com algodão, swab ou com pano para a limpeza;

d) Limpar sempre a objetiva de imersão após o uso. Se o óleo ficar endurecido, aplique um pouco de xilol sobre o algodão. Muito cuidado, pois o excesso de xilol pode dissolver o cimento das lentes;

e) Não esquecer a lâmina no microscópio após o uso;

f) Manter a platina sempre limpa e seca. Limpe-a com o material apropriado.

g) Não inclinar o microscópio, quase todas as técnicas empregadas exigem que a lâmina seja analisada sempre na posição horizontal;

h) Quando o microscópio não estiver em uso, guarde-o coberto em sua caixa;

i) Habitue-se a desligar a fonte de luz quando não estiver utilizando o microscópio.

Para a visualização do microscópio óptico é necessária a utilização de um instrumento de precisão, constituído por uma parte mecânica e outra óptica.

Parte mecânica: corpo ou braço do microscópio apoiado em uma base metálica. A extremidade superior do braço articula-se com o canhão (tubo metálico que suporta as lentes).

Explicando os componentes básicos do microscópio

visualização da lamina 01

visualização da lamina 01

Na parte inferior do canhão estão as objetivas, estas são rosqueadas em um dispositivo (revólver) Entre o canhão e a base existe uma plataforma metálica (mesa ou platina do microscópio) Sobre a platina é colocada a lâmina com a preparação a ser examinada Charriot: dispositivo que auxiliar no deslocamento da lâmina (para percorrer todo o campo).

lentes 10mm 40mm 100mm

lentes 10mm 40mm 100mm

Parte óptica: lentes e sistema de iluminação. Lentes: Oculares: através delas que o observador olha (geralmente aumento de 10x) Objetivas: conjunto de lentes. A maioria dos microscópios possuem 3 objetivas (4x; 10x; 40x) e uma objetiva de imersão (100x)
Objetiva de imersão: dá maior aumento e permite ver o objeto com mais nitidez ao se colocar uma gota de óleo de cedro ou óleo mineral sobre a preparação e baixar a objetiva sobre a lâmina (os raios luminosos não sofrem desvios).

Sistema de iluminação: representado pelo condensador, que dirige os raios de luz para o objeto. Este possui um diafragma com a finalidade de controlar a quantidade de luz desejada.

Cuidados com o microscópio após o uso

Nunca soprar as lentes para retirar a poeira, pois micropartículas de saliva podem se depositar nas lentes.
Nunca usar lenços faciais para limpeza de lentes, pois estes podem conter filamentos de vidro que riscam a lente.
Poderão ser usados tecidos de linho ou algodão hidrófilo.
Nunca limpar as lentes com o tecido especial para limpeza de lentes a seco.
Seguir rigorosamente as instruções do fabricante do equipamento quanto ao uso de solventes para a limpeza.
Nunca usar álcool para limpeza de lentes, pois a cola usada na montagem das mesmas é frequentemente solúvel em álcool.

limpeza da superfície óptica 01

limpeza da superfície óptica 01

Utilizar o swab em movimento espiralado para facilitar a limpeza.

limpeza da superfície óptica 02

limpeza da superfície óptica 02

Primeiro em movimentos do centro até a borda.

limpeza da superfície óptica 03

limpeza da superfície óptica 03

Em seguida da borda até o centro.

limpeza da superfície óptica 04

limpeza da superfície óptica 04

Não fazer movimentos em zig zag pois eles podem danificar a superfície da lente e também espalhar o resíduo do óleo de imersão.

Siga as recomendações listadas abaixo:

Limpar o óleo residual das objetivas ao final de cada uso com algodão hidrófilo, com um swab ou uma flanela macia, umedecido em xilol ou em éter-acetona 1:1.
Nunca deixar os orifícios de conexão das objetivas e oculares abertas.
Mantê-los fechados por plug de proteção adequados ou com as próprias oculares ou objetivas.
Não tocar nas lentes com as mãos.
Somente usar óleo de imersão que atenda a especificação estabelecida pelo fabricante.
Nunca usar óleo de imersão para trabalhos com objetivas que não sejam de imersão. Estes óleos danificam as substâncias de montagem destas objetivas.
Os microscópios devem ser colocados em superfícies livres de vibrações e não são recomendadas mudanças de localização.

Uso do microscópio:

refração

refração

a) Coloque a amostra a ser analisada sempre na parte superior, coloque a lâmina sobre a platina, tomando o cuidado para que a parte a ser examinada esteja bem no centro;
b) Ajuste a iluminação de forma que passe maior quantidade possível de luz através da amostra;
c) Coloque a objetiva de menor aumento e abaixe o canhão utilizando o parafuso micrométrico até que a lente esteja cerca de 0,5 cm da lâmina. Nunca efetue esta operação olhando pela ocular;
d) Olhar pela ocular e levantar levemente o canhão até obter uma focalização grosseira. Se não conseguir, repita a operação;
e) Após focalizar grosseiramente, utilize o parafuso micrométrico para uma focalização fina;
f) Acerte a quantidade de luz, movimentando o diafragma. A iluminação deve ser adequada, nem fraca nem excessiva. Nunca movimente o condensador para baixo para diminuir a quantidade de luz. O condensador deve estar sempre em posição elevada;
g) Para um aumento maior, gire o revolver e utilize a objetiva com aumento de 40X.

Reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação com o diafragma.

refração na objetiva

refração na objetiva

h) Para utilizar a objetiva 100X, é necessário a colocação de uma gota de óleo sobre a lâmina depois da perfeita focalização com as objetivas de aumento 10X e 40X. Observando lateralmente, gire o revolver até encaixar a objetiva de aumento 100X, ficando esta imersa no óleo e sem que a lente toque na lâmina. A seguir, reajuste o foco com o parafuso micrométrico e a iluminação. Nunca tente focalizar diretamente com as objetivas de maior aumento.

componentes de um microscópio 02

componentes de um microscópio

O manuseio correto dos equipamentos são o alicerce de um bom trabalho em laboratório; A atenção sempre em primeiro lugar, a organização, o conhecimento técnico, a perfeita execução dos procedimentos técnicos, a limpeza e principalmente um bom microscópio.

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Diagrama de Hommel

O diagrama de Hommel ou diamante do perigo ou diamante de risco, é conhecido pelo código NFPA 704, é uma simbologia empregada pela Associação Nacional para Proteção contra Incêndios dos EUA (National Fire Protection Association). Nela, são utilizados quatro quadrados sobrepostos em cores diferentes (branco, azul, amarelo e vermelho) que representam os tipos de risco em graus que variam de 0 a 4, cada qual especificado por uma cor, riscos específicos, risco à saúde, reatividade e inflamabilidade.

Utilizada para rotular produtos, ela é permite num simples relance, saber a informação sobre o risco representado pela substância contida.

As quatro divisões são codificadas por cores, com o azul indicando o nível de perigo para a saúde, o vermelho indicando o nível de inflamabilidade, o amarelo a reatividade e branco contendo códigos especiais para riscos exclusivos de cada composto.

Cada uma das cores é taxada em uma escala de 0 (sem risco, substância normal) a 4 (risco sério ou grave).

Informações para o preenchimento do Diamante de Hommel ou Diamante do Perigo:

Diagrama de Hommel

Diagrama de Hommel

Cor azul – Riscos à Saúde

4 – Substância Letal
3 – Substância Severamente Perigosa
2 – Substância Moderadamente Perigosa
1 – Substância Levemente Perigosa
0 – Substância Não Perigosa ou de Risco Mínimo

Cor vermelha – Inflamabilidade

4 - Gases inflamáveis, líquidos muito voláteis (Ponto
de Fulgor abaixo de 22°C)

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Rádio, elemento químico e os milagres radioativos

Rádio, elemento químico e os milagres radioativos

Pierre e Marie Curie

Pierre e Marie Curie

Rádio, o elemento químico foi descoberto pelo casal Pierre e Marie Curie no final do século 19. Devido à ignorância e a crendices sem sentido, foram atribuídas propriedades quase milagrosas ao elemento e deixou no mundo a sensação de que uma nova era havia chegado.

Ainda com pouca pesquisa, o mundo foi tomado por uma série de produtos, cosméticos, tônicos, chás, sais de banho e até chocolates radioativos.
Todos alardeados pelas suas propriedades curativas.

radithor

radithor

Radithor foi um medicamento bem conhecido feito com água destilada três vezes contendo, no mínimo, 1 microcurie (Curie é uma unidade de medida de radioatividade) de Rádio 226 e de seu isótopo 228. Radithor  foi fabricado entre 1918 e 1928 pelo Bailey Radium Laboratories. Foi anunciado como “A luz do Sol perpétua” e dizia-se que curava câncer de estômago, doenças mentais e ajudava a restaurar a energia sexual e a vitalidade.

Eben Byers

Eben Byers

O milionário, atleta e industrial americano, Eben Byers era graduado em Yale, e presidente da Girard Iron Company, após uma contusão no braço no jogo anual de futebol Harvard-Yale, em 1927, tornou-se um ávido consumidor de Radithor, tomando três frascos ao dia por cerca de um ano e meio. Morreu em 31/03/1931 com uma dor torturante de um câncer na mandíbula, seus ossos faciais haviam se desintegrado, traumatizando a sociedade norte-americana, abalando a crença na “terapia suave do rádio” nos Estados Unidos e iniciando a sua proibição.

compressa radioativa

compressa radioativa

Compressa radioativa “Cosmos Radioactive Pad” (1928). Nos anos 1920, foram muito comuns propagandas destas compressas e almofadas radioativas destinadas ao tratamento de artrite, neurite, asma, bronquite, insônia… Produtos que tinham a característica de permitir “que as propriedades curativas do rádio estivessem ao alcance de todos” dado ao seu baixo preço. Alguns fabricantes recomendavam que o produto fosse exposto ao sol por alguns minutos para “ativar suas propriedades terapêuticas”.

Tho Radia cosméticos

Tho Radia cosméticos

Cosméticos – No início da década de 30, na França, a indústria cosmética lançou a marca de cosméticos Tho-Radia. O creme composto por uma base tório e rádio foi um grande sucesso em Paris, prometendo propriedades curativas e embelezadoras. A radioatividade de Tho-Radia era fornecida por 0,5g de cloreto de tório e 0,25mg de brometo de rádio para cada 100g de creme e era anunciado como uma criação do Dr. Alfred Curie, que nada tinha a ver com o casal Curie e que provavelmente nunca existiu.

revigator

revigator

Água radioativa – Jarras de cerâmica radioativas também eram comuns na época. Deixar a água para “radiar” de um dia para o outro era prática corriqueira (adicionar radônio à água potável). O mais bem sucedido dos sistemas para radiar água foi o “Revigator”, fabricado nos Estados Unidos. O folheto dizia: “Os resultados superam as dúvidas.” “Os milhões de raios penetram a água para formar esse saudável elemento que é a radioatividade. No dia seguinte, toda a família dispõe de 6 litros da autêntica e saudável água radioativa”. Um produtor de água mineral radioativa de Nova York afirmava ter 150 mil clientes.

Doramad pasta de dente

Doramad pasta de dente

Creme dental – “Doramad” foi produzido durante a Segunda Guerra Mundial pela, Auergesellschaft de Berlim. Na parte de trás do tubo lia-se: “A radioatividade aumenta as defesas dos dentes e gengivas. As células são carregadas com nova energia vital e os efeitos destrutivos das bactérias são impedidos. Ele lustra cuidadosamente, o esmalte dos seus dentes que são polidos e tornam-se brancos e brilhantes”.

radiendocrinator

radiendocrinator

O “Radioencrinator” foi desenvolvido para ser colocado sobre as glândulas endócrinas e aproveitar os seus benefícios. Num exemplo de uso, os homens eram informados assim: “colocar o aparato abaixo do escroto”.

chocolate radium

chocolate radium

Chocolate – comercializado na Alemanha entre 1931 e 1936. O “Radium” Chocolate era fabricado pela Burk & Braun e divulgado pelos seus “poderes rejuvenescedores”.

supositório vita radium

supositório vita radium

Supositórios – Produzido por uma companhia de Denver, no Colorado (EUA) este supositório garantia aos “homens fracos e debilitados” uma melhora rápida e eficaz, graças aos efeitos do Rádio. “Para garantir a privacidade de seus clientes o fabricante comprometia-se em enviá-lo em embalagem discreta”. ”Prove e sinta os resultados”, diziam os anúncios.

preservativos Radium Nutex

preservativos Radium Nutex

Preservativos – para revigorar sua vida sexual com preservativos “radioativos”.

cigarro NAC

cigarro NAC

Cigarro – placa NAC, assim como o outro modelo NICO clean, é uma placa de metal, do tamanho de um cartão de crédito, com um minério de urânio de baixo grau de um dos lados. Quando colocada em um maço de cigarros, emite íons para reduzir a nicotina, alcatrão e gases nocivos, sem afetar o sabor original do tabaco. Pelo menos é o que o fabricante alegava. E tinham uma patente para apoiá-los, a nicotina nos cigarros seria reduzida em 27% após uma exposição de quatro horas de um cartão, com uma atividade de 150 cpm (contagens por minuto) cm². A patente também descreve que o cigarro pode até gosto mais suave após o tratamento se a pessoa tivesse uma “língua sensível”.

produtos com rádio

produtos com rádio

Por outro lado, o termo “Radium” foi incorporado às marcas de um grande número de produtos, mesmo que estes produtos não tivessem realmente o rádio. A soda atômica “Zoé”, os novelos de “lã Oradium”, talco para bebês “Borate”, para combater a tuberculose “Tuberadine”, para hemorroidas “Supporadol”, para higiene íntima da mulher “Septoradol”, brilhantina “Tho Radia”, pomada oftálmica “Radio Bleu” e os sabonetes “Tho Radia”. Vendiam-se muitos produtos falsos, aproveitando a “febre” do rádio. Os efeitos mutagênicos da radiação, em particular o risco de câncer, foram descobertos em 1927 por Hermann Joseph Muller (1890-1967) e as autoridades da época proibiram o uso e a venda desses produtos, pelo consumo desenfreado ocasionando sérios riscos à saúde.

Pesquisa:
 Tho-Radia. Dictionnaire medical et phatique des soins de beauté. Paris: Author.
 Foster, O. D. (1920). Overcoming high resistance in marketing. Advertising & Selling. June 26, 29-30.
 Hairdresser and beauty trade. (1933). 41, 2. London.
 Madame Claire. (1937). The application of mud packs. Hairdresser and Beauty Trade. X(11). 9.
 Mould, D. Radiation history anecdotes. No 2: The mysterious Dr Alfred Curie.
 Rentetzi, M. (2007). Trafficking Materials and Gendered Experimental Practices.New York: Columbia University Press.
 http://histoireda.unblog.fr/2011/03/25/pouvoir-miraculeux-de-la-radioactivite/

http://mentalfloss.com/article/12732/9-ways-people-used-radium-we-understood-risks


http://atomicsarchives.chez.com/potions_radium.html
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pH – Como medir o valor?

pH – Como medir o valor?

escala de ph

escala de ph

O pH pode ser determinado usando um medidor próprio, também conhecido como pHmetro, que consiste em um eletrodo acoplado a um potenciômetro. Esse medidor é um milivoltímetro com uma escala que converte o valor de potencial do eletrodo em unidades de pH. Este tipo de eletrodo é conhecido como eletrodo de vidro, que na verdade, é um eletrodo do tipo “íon seletivo”.

O pHmetro

Orville Arnold Beckman

Orville Arnold Beckman

Orville Arnold Beckman foi um industrial americano, investidor, inventor, químico e filantrópico, que nasceu no dia 10 de abril de 1900 e morreu em 18 de maio de 2004.

Arnold Beckman modelo pHMetro

Arnold Beckman – modelo de pHMetro

Em 1934 inventou o pHmetro, que consistia em um instrumento que realizava a medição de acidez ou basicidade de uma dada solução e que originalmente era chamado de “acidimeter”. Nessa época, o “acidimeter” pesava cerca de 7Kg. O primeiro pHmetro tinha um medidor de falha de concepção, em que as leituras de pH eram influenciadas pela profundidade de imersão dos eletrodos. Para solucionar este problema, Beckman resolveu selar de vidro a ampola do eletrodo.

Baseado em seu invento, fundou a Beckman Instruments Inc. em 1935. Em 1955 realizou uma divisão dessa empresa, criando o Shockley Semiconductor Laboratory, que se estabeleceu perto de Mountain View, na California. Esse laboratório possibilitou uma série de pesquisas e trabalhos com semicondutores de silício, dando origem ao chamado “Vale do Silício”.

Como determinar o pH ?

Ele pode ser determinado indiretamente pela adição de um indicador de pH na solução em análise, que altera a cor conforme a acidez ou basicidade da solução. Alguns indicadores comuns são a fenolftaleína, o alaranjado de metilo e o azul de tornassol.

Outro indicador muito usado em laboratórios é o chamado papel de tornassol (papel de filtro impregnado com tornassol). Este indicador apresenta uma ampla faixa de viragem, servindo para indicar se uma solução é nitidamente ácida (quando ele fica vermelho) ou nitidamente básica (quando ele fica azul).

papel indicador de ph

papel indicador de ph

Utiliza-se ainda em grande escala, o papel indicador universal, que é uma mistura de indicadores de pH em solução ou secos em tiras de papel absorvente. Essas tiras apresentam distintas cores para cada pH, em uma escala de 1 a 14. Tabelas com cores padrões das possibilidades de resultado do pH medido são fornecidas com as tiras, para que se possa determinar o valor por comparação da tabela com a cor obtida na tira embebida na solução a analisar.

Embora o valor compreenda uma faixa de 0 a 14 unidades, estes não são os limites para o pH. É possível valores acima e abaixo desta faixa, como exemplo, uma solução que fornece pH = -1,00, apresenta matematicamente -log [H+] = -1,00, ou seja, [H+] = 10 mol/L-1. Este é um valor de concentração facilmente obtido em uma solução concentrada de um ácido forte, como o HCl.

fonte: Infopédia, Wikipédia, Wikipédia espanhol.
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